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quinta-feira, março 10

Como se aproximar de Deus.

COMO SE APROXIMAR DE DEUS
(Zacarias 4:6)


Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
O rei beberia daquele cálice.
Pai, tenho mesmo de beber desse cálice?
Sim. Ninguém mais foi escolhido. Além de você.
O que passaria na mente do homem da cidadezinha do interior que nem no mapa constava?
O Rei olhou o cálice. Deteve seu olhar no Reino. Seus olhos ficaram úmidos.
Esse era o cálice que iria matar o “inimigo”
Não existe outra forma Pai?
Um silêncio perdurou na eternidade.
Hora da morte. Uma morte ensaiada vezes sem conta sobre falsos altares com falsos cordeiros.
O som do martelo ecoava. O ‘“inimigo” estava radiante. O lenho era levantado e enterrado na terra, no coração dos homens que o condenaram. O pecado inunda o Cordeiro. O cálice se torna fogo e O envolve...
A respeito de Suas vestes os soldados disseram: “Não as rasguemos, mas lancemos sorte sobre ela, para ver quem será”. (Jo 19:23-24).

Na tradição judaica toda mãe dava um veste ao filho quando saia de casa.  Sabemos que a túnica era tecida de cima para baixo e sem nenhuma costura. Por que isto era importante?
Descreve as Escrituras, várias vezes, a semelhança de nosso comportamento como as roupas que nós usamos. “Revesti-vos de humildade”, disse Pedro (1 Pe 5:5); Davi também fala da pessoa má que” vestiu  de maldição, tal como uma veste” (Sl 109:18). As roupas podem simbolizar o caráter, e, o caráter de Jesus era uma veste incorruptível. Era uma veste sem costura desde o céu a terra, dos pensamentos às ações. Um modelo de caráter sem costuras.

Porém, na cruz, Cristo tirou seu manto e colocou a veste da indignidade. Nu. Nudez absoluta. Envergonhado. Os pecados da humanidade estavam na nudez de Cristo. Cristo humilhado. Líderes religiosos satisfeitos com a vitória! Mas, Cristo vestido da indignidade, sem as vestes levou sobre seu próprio corpo a indignidade do pecado. (1Pe 2:24) e se tornou Rei e Sacerdote eterno.
A cena do calvário é a manifestação da “sombra” no Antigo Testamento. Que beleza haveria nos sacrifícios dos animais? Que beleza haveria no Cordeiro naquela sexta-feira? Em     (Êxodo 25:40) encontramos a resposta. Moisés recebia no Sinai a ordem divina “faze tudo como te mostrei”. Moisés recebia o plano da Salvação.. O homem não poderia interferir em nada ( Êx 31:1-6). O plano Divino representa a Graça de Deus, sem a participação do homem. Essa é a verdade relacionada na Cruz.
Foi a Sabedoria de Deus  que planejou a Redenção do homem através do sangue ( 1Co 1,2); e o Espírito de Deus  que realiza e aplica esta obra da Cruz. (Zc 4:6; Jo 3:1-5) Deus tem seu próprio projeto concebido antes da criação do homem. Nenhum meio substituto de Salvação é aceito.
Acaz pensou que poderia se aproximar de Deus da sua própria maneira, e deixou de lado o altar de Deus para estabelecer um altar falso (2 Rs 28:5,19,21). Mas, nada disso adiantou        (2 Cr 28:5,19,21). Ninguém pode se aproximar de Deus senão pela Cruz.
Entendamos a “sombra” do AT que nos conduz até ao Calvário: - Deus, para tornar seu povo santo instituiu o Tabernáculo. ora denominado como Tabernáculo de Moisés.  O Tabernáculo tem em suas “sombras” todo o Plano de Salvação. (em posterior estudo aprenderemos sobre este tema). Na entrada havia o Altar de Bronze. Na Dedicação deste altar e do Tabernáculo, a Glória de deus veio sobre a Arca no Lugar Santíssimo derramando fogo divino que queimou os sacrifícios no altar. Este fogo originou a Glória de Deus. O fogo deveria permanecer permanentemente aceso, sem nunca se apagar. O fogo foi aceso por Deus, mas, caberia ao homem trazer a madeira para que o fogo nunca se apagasse. Deus é fogo consumidor. Assim, Cristo foi divinamente consumado. Na Cruz, o fogo deixou a glória da Santidade de Deus acendendo a ira divina contra o pecado ( Jo 3:16; Mt 3:16). O cristão deve também manter aceso o fogo no altar e se apresentar todo dia como sacrifício vivo a Deus. (2 Ts 1:7-10).
Ao longo das Escrituras lemos vários casos de fogo caindo do céu em aprovação a certos sacrifícios;

O fogo caiu sobre: o sacrifício oferecido por Abel pela fé. (Hb 11:4; Gn 4:1-6); sobre a Dedicação do Altar no Tabernáculo de Moisés (Lv 9:22-24) ;o Altar de Davi no templo (2 Sm 24); o altar do templo de Salomão ao ser dedicado ao Senhor (2Cr 7:1-3); o Altar de Elias no monte Carmelo (1Rs 18:38,39); figurativamente sobre Jesus, no Calvário quando ele tomou nossos pecados (Hb 12:29). Foi na Cruz que Cristo recebeu o batismo de fogo.


Uma vez que o fogo foi aceso por Deus, coube ao homem levar o fogo e acender o Candelabro e o Altar do Incenso. Assim, o fogo, saído da Glória de Deus deu origem a todas as luzes a partir daí. Soberanamente a chama da Igreja em Pentecostes foi acesa. Enquanto no At os animais eram sacrificados como meio substituto, no NT somos convidados a colocar nosso Sangue (alma) no Altar em perfeito sacrifício vivo. Hoje o Espírito Santo nos faz subir à presença de Deus como sacrifícios vivos (Mt3:11,12,15,16).
O sangue derramado nos altares significava que ali era um lugar santo onde a Glória se manifestava.. O Sangue transforma tudo, redime a alma. (Lv 17:11-14).
Deus prometeu: ”Quando eu vir o sangue, passarei adiante” (Êx 12:12,13; Rm 5:9,10;3:24, 25).
Não havia beleza alguma no derramamento de sangue.Ali era um local de juízo, fumaça e muito sangue derramado. Esta cena apontava para o Calvário (era uma “sombra”) No Calvário estava o pecado e a morte, a vitória sobre o “inimigo”.
O Calvário é então o cumprimento de toda profecia no AT. Os cristãos são, hoje, chamados a serem reis e sacerdotes diante de Deus segundo a Ordem de Melquisedeque. (Ap 1:6; 5:9,10; 1 Pe 2:5-9). O cristão deve ser purificado pelo Sangue de Jesus (Hb 13:12), batizado em água (Jo 17:17) e depois ungido com o Espírito Santo, (1 Pe 1:2).
Podemos ler em (1 Cr 15:12,14) o notável processo de santificação entre os levitas, para o desempenho de suas funções. A palavra santificar significa colocar-se à parte como santo para o Senhor, ou consagrar para uso santo. As leis da Santificação ou Consagração se encontram em : Êx 29 e Lv 8 .

Separados de todo o mal, consagrados diante do Senhor para o serviço sacerdotal. Estas lições no AT contém  ma semente espiritual para a Igreja de nossos dias..
Certamente não foi esquecido que os hebreus foram sujeitos a escravidão por 430 anos. No deserto Deus ensinou como adorá-Lo. Deus queria seu povo Santo. “Por que eu sou Santo, meu povo será santo”. Mas, esse povo sofria de colapsos de fé. Acreditavam nos 5 sentidos. Lemos no At, no livro de Josué a diferença entre os espiões da antiga geração e os da nova geração. Os últimos viam ao Pai, os primeiros continuavam vendo gigantes e se julgavam como gafanhotos. Essa é a diferença de quem recebeu o Sangue do Cordeiro – recebemos vitória em todo lugar.
Deus lhe deu então meios para se lembrarem Dele, através do modelo sacrifical que apontavam para a vinda do Messias. E, o que aconteceu quando o Verbo se fez carne e tabercanulou entre nós? Deparou-se com falsos altares, idolatrias. Estavam tão envolvidos em práticas cerimoniais que não O reconheceram e acabaram  forçando  o imperador romano a  cruxificá-Lo. Deus, em sua onisciência instituiu o Sangue como meio de redenção. Assim, o Tabernáculo era a parte visível de um Deus que é Espírito, e de Seu plano. Jesus disse: “não penseis que vim que vim para revogar a Lei ou os profetas. Não vim para revogar, mas para cumprir” (Mt 5:17).
Foi trespassado. Bradou: está consumado e o véu se rasgou de alto a baixo pelo meio.
O que foi consumado? O cerimonial do AT inteiro, moral e o direito civil foram pregados naquela cruz fora de Jerusalém. Acabavam-se as “sombras”. Agora o homem teria de viver pela Graça. Leia em ( Lc 24:25-27) o que Jesus disse aos dois homens a caminho de Emaús
O povo habituado a rituais olhava estruturas físicas, (Hebraico: Mikdash) do templo. Mas, Jesus disse: “destruam este templo e o refarei em três dias”. Jesus usou a palavra hebraica Mishkan que significa – presença. Daí Paulo afirmar: ”Não sabeis que sois Templo (Mishkan) do Espírito Santo”. Nós somos Templo vivo. Deus não habita em edifícios, mas dentro do Seu povo. Nós temos a Presença  dEle em nós.(leia Rm 10). Assim se referiu o profeta Jeremias (626-586 aC) “Na mente vos imprimirei as minhas leis, também no coração lhes inscreverei:eu sou o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31:33).

O que você faria para fugir do Cálice? Oro para que você aceite a vontade do Pai quando lhe for ordenado a beber de seu cálice. Poderá o homem algum dia chegar a tal profundidade de tomar o Cálice?
Que seu corpo seja aposento permanente de Cristo, como disse João: “Todo aquele que permanece em amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo4:16); “Estai em Mim, e eu, em vós, como a vara de si mesmo não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim, também vós, se não estiverdes em Mim”.(Jo15:4)

Confesse em sua vida as palavras do salmista: “A quem tenho nos céus senão a Ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto de Ti. O meu  corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre. A teu respeito diz o meu coração: busque a minha face! A tua face, buscarei”. (Sl 73:25,26; 27:8).


Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
O rei beberia daquele cálice.
Pai, tenho mesmo de beber desse cálice?
Sim. Ninguém mais foi escolhido. Além de você.



Deus te abençoe grandemente.
BP, Luis Sousa

quinta-feira, março 3

ANÁLISE CONTEXTUAL A RESPEITO DA MASTURBAÇÃO


INTRODUÇÃO
Sem dúvida, um dos temas mais discutidos entre pais, adolescentes, sexólogos e orientadores cristãos, é a masturbação.
Análise conceitual a respeito da masturbação. Como também analisaremos a história de Onã, que tradicionalmente é vista como referência a esta prática.
Analise dos efeitos perniciosos que a masturbação pode trazer ao físico; à mente; como também ao espírito de qualquer pessoa que se envolva nesta prática. Teremos como base os escritos de Ellen G. White.
Analise das medidas que todo jovem deve tomar para se livrar deste pernicioso vício, seguindo o princípio da substituição, ou seja, substituir o maléfico pelo benéfico. Também teremos como base os preciosos escritos de Ellen G. White.


O que é a masturbação?
Masturbação é um ato de manipulação dos órgãos genitais, acariciando, tocando, ou friccionando, resultando em prazer, ou seja, até atingir o orgasmo.
Muitos dos jovens que praticam a masturbação, foram levados a praticá-la por curiosidade mal orientada ou porque foram levados a tal, e acabou tornando-se um hábito.
Alguns sexólogos tentam classificar em tipos a masturbação, segundo estes a masturbação pode ser classifica em:
Masturbação de adolescentes - acontece na visão do autor quando se descobre o próprio corpo.
Masturbação compensadora - vem quando a pessoa passa por problemas no meio familiar ou social e tende a usar a masturbação como meio de escape.
Masturbação por necessidade - acontece geralmente quando os casados estão longe um do outro, viajando; ou pode acontecer com presos que buscam alívio de suas tensões sexuais.
Masturbação patológica - quando é uma compulsão, que pouca ou nenhuma satisfação traz.
Masturbação por indicação médica - quando os médicos pedem o sêmen de determinado paciente para teste de fertilidade ou para diagnosticar certas e determinadas infecções venéreas.
Masturbação hedonista - quando o ato torna-se, na visão do autor, antinatural e não só disfuncional.
O mesmo autor afirma que a masturbação está ligada a uma imaturidade, no início; e a uma patologia, quando se fixa, e que ela pode ser um ensaio para a vida heterossexual normal, assim como pode ser introdução para uma solidão egoística.
Nossa sexualidade em geral, destina-se a ser interpessoal, a ser relacional. Ela deve ligar duas pessoas, é claro de sexos diferentes, pois é o plano original de Deus para a humanidade. A masturbação é um prática totalmente egoísta, pois é solitária. O sexo egocêntrico viola o plano de Deus no sentido que o sexo seja amoroso, doador e unificador, como também, o sexo no plano original de Deus tem a função de procriação, sendo que com a masturbação isso se tornaria impossível.
Lewis Smedes considera que a masturbação está aquém do que Deus tenciona fundamentalmente para a nossa sexualidade.
Já Reich considera a masturbação como atividade normal, e sua ausência entre rapazes durante a adolescência ele considera sinal de desequilíbrio.
Alguns escritores contemporâneos apoiam a masturbação como atividade normal, e sua prática importante para o desenvolvimento humano.
Já outros, são taxativamente contrários, como podemos ver nesta declaração:
A masturbação pode tornar-se um hábito escravizador e obsessivo que alimenta e continua a alimentar o fogo da lascívia da pessoa nivelando-a ao estado de objeto sexual. Pode acarretar em envolvimento e levar ao desenvolvimento compulsivo com a pornografia e levar ao desenvolvimento de desejos e fantasias cada vez mais pervertidas – e possivelmente agressão ao sexo oposto.
Mas de qualquer forma a masturbação é um assunto polêmico mesmo entre escritores cristãos. Principalmente porque a Bíblia, que é a fonte da sabedoria, não faz uma alusão de forma direta contrária a esta prática, não há um texto que na Bíblia se refira direta e exclusivamente à masturbação em si. O texto mais comumente usado entre os escritores cristãos para se fazer uma alusão à esta prática, está registrado em Gênesis 38:1-10, a conhecida história de Onã.
Daí o motivo porque a masturbação também é conhecida como onanismo, mas não há relação direta entre a prática da masturbação e a história de Onã. De acordo com a lei israelita (Deuteronômio 25:5-10), conhecida como Lei do Levirato, depois – no caso de Onã – que seu irmão morreu, não deixando herdeiro, Onã por obrigação teria que se casar com sua cunhada e fecundá-la, a fim de dar continuidade ao nome do seu irmão que havia morrido, e assegurar a posse da terra pela família. Onã então teve relação sexual, mas não cumpriu a sua responsabilidade de gerar o herdeiro, talvez porque esperasse gananciosamente tomar a terra de seu irmão para si mesmo e espoliar sua cunhada de seus direitos de acordo com a lei. De qualquer modo Deus desgostoso com o seu procedimento o fez morrer.
A ligação existente entre a masturbação e a interrupção do ato sexual de Onã é o derramamento do sêmen na terra, daí o título onanismo à masturbação.
Veja o seguinte comentário:
Quando no mundo antigo, se acreditava que todo sêmen do homem continha o embrião de uma criança, e que a mulher era nada mais que um jardim fertilizado, no qual o pequenino ser era plantado, o ato de Onã de derramar o sêmen foi tido como equivalente a matar deliberadamente um bebê não nascido.
Talvez a relação que se costuma fazer da história de Onã e a masturbação venha deste conceito.

EFEITOS DA MASTURBAÇÃO nos Aspectos Físico, Mental e Espiritual

Tem a masturbação diversos significados psicopatológicos em que não iremos nos deter para dar lugar a uma pesquisa que procuramos fazer nos escritos de Ellen G. White.
Sendo um assunto de tão vastas conseqüências e de tão profundo significado na educação dos jovens, Deus não omitiu nas Suas mensagens, avisos importantes que passaremos a considerar.
Ellen G. White emprega vários termos ao referir-se à masturbação, como seja, vício degradante; poluição moral; vício destruidor do corpo e da alma; vício secreto e repulsivo vício.
Ela diz em um dos seus livros que os jovens quer do sexo masculino quer do sexo feminino, que se entregam à poluição moral e praticam a masturbação debilitam as sensibilidades morais e de percepção, e caso que esta prática venha a se firmar durante a vida, pode levar o indivíduo à ruína física e mental.
A masturbação pode acarretar ao indivíduo que a prática sérios problemas físicos, ela destrói as forças vitais do organismo. Se referindo a vícios secretos ela afirma:
Toda ação vital desnecessária será seguida de correspondente depressão. Entre os jovens, o capital vital, o cérebro, é tão severamente submetido a esforço, em tenra idade, que há uma deficiência e grande exaustão, que deixam o organismo exposto a enfermidades de várias espécies.
Ao lermos o que o Espírito de Profecia diz sobre a prática da masturbação entre os jovens, podemos verificar que este vício tem conseqüências de um alcance que nunca pensamos. De acordo com ela este vício pode trazer uma degeneração ao físico que pode levar o indivíduo a morte. Veja por exemplo esta declaração:
Se a prática é continuada nas idades de quinze anos e daí para cima, o organismo protesta contra o prejuízo já sofrido, e continua a sofrer, e os fará pagar a pena da transgressão de suas leis, especialmente nas idades de trinta a quarenta e cinco anos, por muitas dores no organismo e várias doenças, tais como afecções na espinha, enfermidades nos rins, e tumores cancerosos, alguns dos delicados mecanismos da natureza cedem deixando uma tarefa mais pesada para as restantes realizarem, o que desorganiza o delicado arranjo, havendo freqüentemente repentina decadência física, cujo resultado é a morte.
Muitas vezes os jovens apresentam distúrbios físicos e mentais que os pais freqüentemente interpretam como sendo resultado de estudo intenso. É verdade que não é aconselhável ocupar a mente com demasiado trabalho mental, principalmente quando não é acompanhado de trabalho ou exercícios físicos, ainda que pode complicar ainda mais para aqueles que desejam abandonar o vício, uma vez que esteja praticando, veja o conselho:
O estudo excessivo, em virtude de aumentar a corrente do sangue para o cérebro, cria uma excitabilidade mórbida que tende a diminuir o poder do domínio próprio, e muitíssimas vezes, dá lugar a impulso e capricho. O mau uso, ou a falta de uso da capacidade física é, em grande parte, responsável pela onda de corrupção que se está espalhando pelo mundo.
Mas também ela diz aos pais que interpretam errado as causas dos distúrbios físicos e mentais nos filhos.
Os pais afetuosos e condescendentes condoem-se dos filhos porque imaginam que suas lições são uma tarefa grande demais, e que sua intensa aplicação ao estudo lhes está arruinando a saúde. De fato, não é recomendável sobrecarregar a mente dos jovens com estudos em demasia e por demais difíceis. Mas, pais não considerastes com maior profundidade este assunto do que meramente aceitar a idéia sugerida por nossos filhos? Não tendes dado crédito depressa demais as razões aparentes de sua indisposição? Convém aos pais e tutores olhar sob a superfície em busca da causa.
A mente de alguma dessas crianças tão enfraquecida está que apenas tem a metade ou um terço do brilho intelectual que poderia ter caso tivessem sido virtuosas e puras. Elas o tem desperdiçado no abuso de si mesmo.
Isso não quer dizer que todos os jovens que enfrentam essas debilidades são praticantes da masturbação. Há os que tem mente pura e sofrem por outras causas.
Para os pais que desejam ver seus filhos bem desenvolvidos físico, mental e espiritualmente devem ser vigilantes quanto aos seus próprios comportamentos sexuais, pois assim como os bons traços de caráter dos pais são herdados pelos filhos, os maus também são herdados. No caso da masturbação, podem as crianças já nascerem com tendências para tal vício. As crianças imitam o exemplo dos pais, como também todas as inclinações para o mal. Em muitos casos são os pais os verdadeiros culpados, abusam das tensões sexuais e assim fortalecendo-as, transmitem aos filhos. E, assim, nascem "crianças com tendências animais grandemente desenvolvidas, tendo-lhes sido transmitido o próprio retrato do caráter dos pais. ...Os filhos nascidos desses pais, quase que invariavelmente se inclinam aos desagradáveis hábitos do vicio secreto."
O Dr. J. H. Kellogg, médico contemporâneo de Ellen G. White, também era contrário à prática da masturbação, e de acordo com seus estudos ele tinha boas razões para isso. Veja esta declaração:
A excitação nervosa que acompanha o exercício dos órgãos sexuais é a mais excitante a que o corpo pode estar sujeito. Em condições normais, nenhuma excitação deste tipo ocorre até que o organismo tenha atingido a sua completa maturidade, e o corpo tenha adquirido o seu mais alto grau de força e vigor. Na infância, os poderes vitais estão todos ocupados com o seu desenvolvimento e construção do corpo. Nada é, consequentemente mais prejudicial durante este período. O organismo não atinge o seu completo desenvolvimento quando este hábito começa nos anos mais jovens e é continuado depois do desenvolvimento sexual.
Se a prática da masturbação trás tantos malefícios ao físico, como também à mente, seria insensato não admitir sua destruidora influência sobre a espiritualidade.
Os únicos meios onde Deus se comunica com o homem é através do corpo e da mente, uma vez que estes enfraquecidos fica uma vasta possibilidade do indivíduo tornar-se insensível para com as influências celestiais. Falando especificamente sobre os efeitos que a masturbação trás no aspecto espiritual Ellen G. White diz:
Solenes mensagens vindas do Céu não podem impressionar fortemente o coração não fortalecido contra a condescendência com esse degradante vício. Os sensitivos nervos do cérebro perderam o saudável tono devido a excitação mórbida para satisfazer um desejo não natural de satisfação sensual. Os nervos cerebrais que se comunicam com todo o organismo, são os únicos meios pelos quais o Céu se pode comunicar com o homem, em influenciar sua vida mais íntima. Seja o que for que perturbe a circulação das correntes elétricas no sistema nervoso, diminui a resistência das forças vitais, e o resultado é um amortecimento das sensibilidades da mente.
Ou seja, há uma degeneração no físico, no intelecto e no espírito. Isso quer dizer que os planos de Deus em restaurar a Sua imagem no homem é impossibilitada, pelo próprio homem.

Medidas para o abandono da Masturbação
Para os jovens que desejam livrar-se da masturbação é de importância vital que eles não apenas sejam informados a respeito das causas e consequências deste vício, como também mantenham uma atitude de vigilância em relação aos pensamentos.
Não permitir que a imaginação se demore em sensualidades. A respeito disto Ellen G. White escreveu:
Deveis dominar vossos pensamentos. Não será trabalho fácil; não conseguireis sem assíduo e mesmo árduo esforço. ... Se condescenderdes com vãs imaginações, permitindo que a mente se demore em assuntos impuros, sereis, em certo sentido, tão culpado perante Deus, como se vossos pensamentos fossem levados à ação. Tudo o que impede é a falta de oportunidade.
Esses momentos em que a mente divaga em fantasias sexuais; em imagens sensuais, é justamente o que o organismo precisa para ficar excitado e os órgãos genitais despertos.
É preciso também que haja uma vigilância em relação ao que é visto, ouvido, e conversado; ou seja, os sentidos. Deve ser evitado qualquer coisa que estimule a imaginação a sensualidade, como por exemplo: leituras impróprias, filmes com cenas de erotismo, novelas que incentivam o sexo livre.
Deve ser levado a sério a influência do ambiente que nos rodeia, pois nunca é neutra; ou nos influência para o bem ou para o mal.
A respeito dos sentidos Ellen G. White escreveu:
Os que querem ter a sabedoria que vem de Deus, não se devem tornar insensatos no pecaminoso conhecimento deste século, a fim de serem sábios. Devem fechar os olhos para não ver e aprender o mal. Devem fechar os ouvidos para não ouvirem o mal, e obterem o conhecimento que lhes macularia a pureza de pensamento e de ações, e guardar sua língua para que não transmita comunicações corruptas nem em sua boca haja o engano.
A questão em jogo não é apenas a renúncia do que é prejudicial, e sim, que haja uma substituição do que é maléfico, para o que é benéfico.
O apóstolo Paulo é claro quando aconselha sobre o pensamento na sua epístola aos Filipenses. No capítulo 4, versículo 8, lemos:
Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, todo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja o que ocupe o vosso pensamento.
Outro fator que merece atenção vital, é quanto a alimentação. Pois o alimento que ingerimos pode estimular os nossos impulsos sexuais. Ellen G. White ciente desta realidade escreveu:
É tremendo o poder de Satanás sobre os jovens deste século. A menos que a mente de nossos filhos esteja firmemente equilibrada por princípios religiosos, sua moral se corromperá pelos exemplos viciosos com os quais entram em contato. O maior perigo dos jovens provem da falta de domínio próprio. Pais condescendentes não ensinam a seus filhos a abnegação. O próprio alimento que lhes colocam na frente é de moral a irritar o estômago. A excitação assim produzida comunica-se ao cérebro e em resultado despertam-se as paixões. Alimentos gordurosos e estimulantes torna o sangue febril, excita o sistema nervoso e muitas vezes embota as percepções morais, de modo que a razão e a consciência são levados pelos impulsos sensuais. É difícil, e muitas vezes quase impossível para o intemperante no regime, exercer paciência e domínio próprio.
Alimentos cárneos, excesso de gorduras, especiarias, alimentos excessivamente calóricos, café, chá preto, o excesso do uso do açúcar, os refrigerantes à base de cola são artigos alimentícios que se enquadram como sendo estimulantes. Mais uma vez deve ser lembrado o princípio da substituição. Deve ser usado como alimento frutas e verduras frescas em abundância, alimentos integrais, como também, uso abundante de água pura.
Ellen G. White confirma isso.
"Quanto mais cuidadosos fordes em vosso regime, mais simples e não estimulante o alimento que sustenta o corpo em sua harmoniosa ação, mais clara será vossa concepção do dever."
Tendo uma clara visão do dever, estaremos mais aptos a vencer os impulsos.
A ociosidade também é outro fator que merece grande atenção. Nenhum momento da vida deve ser dedicado à prática da ociosidade. Deve haver um plano, inventar meios para se manter sempre ocupado. A ociosidade, sem dúvida foi a raiz de muitos males na história deste mundo. E não há momento mais propício para a prática da masturbação do que nas horas dedicadas a ociosidade. É nestes momentos que a mente divaga no mundo carnal.
A ociosidade destruirá a alma e o corpo. O coração, o caráter moral e as energias físicas são enfraquecidos. Sofre o intelecto, e o coração é aberto a tentações como um caminho franqueado para cair em todo vício. O homem indolente tenta o diabo a tentá-lo a ele.
Que possa todo jovem que enfrenta a dificuldade de controlar seus impulsos sexuais, se envolver em atividades enobrecedoras; quer físicas ou intelectuais, principalmente as que tem a capacidade de elevar o nível espiritual.





Conclusão

Como podemos ver, a masturbação está aquém do plano original de Deus, em relação ao sexo, para a raça humana, pois o plano de Deus para o sexo é o prazer a dois, como também, a procriação, o que é impossível para esta prática egoísta.
Como vimos nos escritos de Ellen G. White, além da masturbação trazer diversas consequências ao físico, como também ao intelecto, pode afetar a espiritualidade do indivíduo. Fazendo assim com que a imagem de Deus seja gradativamente anulada.
Mas, através de medidas simples, como por exemplo; educar a mente para que se demore em coisas puras e moralmente sadias, e isso envolve, leituras, filmes e conversações; dar uma atenção especial à alimentação, ou seja, não ingerir alimentos que estimulem os impulsos sexuais, como por exemplo, alimentos cárneos, gorduras, café, chá preto, e alimentos excessivamente calóricos; dedicar-se a atividades quer físicas, mentais ou espirituais; contribuirá para atenuar o desejo pela masturbação.
Que este estudo possa ter trazido importantes esclarecimentos a respeito da masturbação. Sendo um assunto de tão vastas consequências, Deus não omitiu em Suas mensagens. Pois não é uma prática aconselhável aos jovens, deve ser abandonada o mais rápido possível.

segunda-feira, fevereiro 21

APERFEIÇOANDO NOSSO CARÁCTER (Isaías 6:1-5)


APERFEIÇOANDO NOSSO CARÁCTER
(Isaías 6:1-5)

Deus como um Espírito infinito e exclusivamente sagrado, se deleita em santidade: como um Espírito sincero, Ele não pode ficar satisfeito com qualquer coisa que é falsa: como um ser  justa e amoroso, ele encontra na pessoa de Jesus Cristo, uma expiação que era, em todos forma honrosa à justiça, e uma revelação da graça de acordo com a boa vontade do amor divino, que é precioso para si mesmo além de toda expressão, e admirável a todas as criaturas sagradas além de toda bênção e louvor.
     Sempre que o grande Deus contempla o seu próprio Filho querido, ele sente um prazer intenso em nos entregar Seu próprio Filho mesmo vendo os seus sofrimentos. Você e eu, na medida em que temos sido ensinados por Deus, temos de encontrar prazer infinito e indizível na pessoa e obra de Cristo, mas, ai de mim, de nós,  como pessoas comuns que ao olhar para uma imagem sem um entendimento cultivado na arte da pintura, não podemos perceber toda a beleza, não sabemos a riqueza da sua coloração, e da habilidade extraordinária de todos os seus toques. Quem, senão o Senhor entende a santidade? Quem como Deus sabe o que significa um grande amor? Ou quem poderá compreender a justiça e a verdade para a perfeição? Por isso é que, como ele olha em cima dessa obra-prima incomparável do amor e da justiça, da verdade e santidade, encarnada na pessoa do seu Filho amado, Ele sabe  que nossa fé está constantemente lutando podermos perceber seu eterno plano de amor para com Sua Criação.


Não aceitar o primeiro presente de Deus (a Lei) é uma decisão de não escolher a Deus. E, essa decisão determinará como Ele lidará conosco. Não é apenas uma decisão pessoal, mas, uma decisão que O ofende.
Quando pecamos, seja qual for o pecado, estamos servindo a um ídolo. Estamos afrontando a Deus. O livro de Deuteronômio e o resto da Bíblia, referem-se a desobediência como falta de crença no Senhor. (Deuteronômio 1:32; 9:23). Você já havia pensado nisso?
Escolher amar o Senhor e guardar seus mandamentos significa escolher o caminho da vida.
Jesus enfatizou de forma incontestável que as Escrituras do Antigo testamento testificam  acerca dele. (Lucas 24:27). Jesus é aquele que cumpre o Antigo Testamento e apenas ele define a vida de Cristo. Nosso crescimento advém de nos tornarmos parecidos com Cristo Jesus e não com Abraão, Davi ou Daniel.
No Antigo Testamento Deus apresenta-nos sua paixão pela Santidade.
Se você não entender a mensagem do Antigo Testamento nunca entenderá Cristo. Nada substitui o Antigo Testamento na transmissão da grandiosidade da obra de Deus, da magnificência de seu plano e de seu amor. Prive-se do entendimento do Antigo  Testamento e Deus lhe parecerá, menos santo e menos amoroso do que ele é.
No Antigo Testamento Deus ensina o Amor mesmo em relação a seus inimigos. Ele é o “Deus misericordioso e piedoso, tardio em ira e grande em beneficência e verdade”. ( Êxodo 34:6).
Podemos ler passagem falando de Amor, que são citadas no Novo Testamento, como por exemplo: ”Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo coração e de toda a tua alma, e de todo o seu poder”(Deuteronômio 6:5). Também no A.T.  está o segundo mandamento “O estrangeiro que peregrina conosco, como a vós mesmo, amá-lo-eis”(Levíticos 19:34). Em Provérbios ordena: “Quando cair o teu inimigo não te alegres, nem quando tropeçar se regozije o teu coração. (24:17). Em Provérbios 25 ensina:”Se o que te aborrece tiver fome, dai-lhe pão para comer;e, se tiver sede, dai-lhe água para beber”.                                                                                                        
Vemos, no A.T., o Deus do Amor ao observar sua longanimidade em relação aqueles que declaram seu inimigo pela desobediência.
Ele não precisava deixar que a história da Humanidade continuasse depois da  Queda no Jardim do Éden, nem preservar a desobediente nação de Israel.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Perdoar e amar, se estes ensinos não se encontram no Antigo Testamento, então não conhecemos ainda a Jesus.
Pergunto-me às vezes: de onde advêm muitos de nossos problemas? Uma resposta sempre se repete: criamos esperança em coisas do mundo e que se afundam como água. Criamos esperança em coisas passageiras.
Qual é o propósito da vida? Muitos oram “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na Terra como nos céus”. (Mateus 6;10). Mas, você já se perguntou o que isso representa? A maioria dos cristãos limita a Deus de poder realizar Sua obra, em nós, colocando ênfase em sua própria intelectualidade e força pessoal. Devemos nos virar para Deus e colocar nele, e, apenas nele todas as nossas esperanças.
Porque o Universo, eu e você existimos? Em última instância, “para glorificar a Deus”, como escrito pelo apóstolo João no livro de Apocalipse. Sei que alguns (sensacionalistas) pregam a mensagem apocalíptica como avassaladora induzindo ao medo acompanhado de musicas sugestivo de um dia de terror. No entanto o apocalipse é um livro de esperança, e de encorajamento maravilhoso para o povo de Deus. Ele apresenta a consumação da salvação. Por fim estamos em um local onde o Senhor mora e sob o seu governo em perfeita comunhão. O apocalipse é a mais bela mensagem de amor de deus para com seu povo escolhido. Os céus e a terra são recriados, e, a Igreja que enfrentou lutas se transforma em Igreja vitoriosa que descansa. (Apocalipse 21:1-4; 21:22; 22:5).
Amados irmãos em Cristo, o propósito da vida é conhecer a Deus a fim que possamos glorificá-Lo e deleitarmo-nos com ele para sempre. Conhecer a Deus é o cerne da vida cristã. Nossa maior fraqueza, como cristão é não conhecê-Lo de verdade e de forma mais íntima.
Os Salmos 42 e 43 são exemplo disso “Como suspira a corça pelas correntes de água, assim, por ti ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me verei perante a face de Deus?” Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro” (João 17:3). “Os verdadeiros homens e mulheres de fé são o povo que conhece ao seu Deus” ( Deuteronômio 11:32). Essa é a razão por que, no A. T., uma das bênçãos que esperavam para a era vindoura a ser inaugurada pelo Messias era que “os homens  e as mulheres conhecessem ao Senhor”.( Jeremias 31;34).   
Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em Santidade. Cristo é o padrão de santidade para nós – o padrão  da humildade santa (Filipenses 2:5-13), compaixão santa (Marcos 1:41), perdão santo (Colossenses 3:13),altruísmo santo (Romanos 15:3), indignação santa contra o pecado (Mateus 2:5-13)   e oração santa (Hebreus 5:7).
Desenvolver a santidade, através do estudo  das Escrituras nos salva de muita hipocrisia e de um falso cristianismo.
J.C.Ryle disse: “Não é permitido a nós ler se nossos nomes estão  no Livro da Vida,mas, se há algo que serve de índice acerca dessa eleição é que os homens e mulheres eleitos serão distinguidos por vidas santas. A santidade é o lado visível da salvação. “pelos frutos os conhecereis” (Mateus 7:16).  E, no livro de Mateus está escrito:  “todas as coisas são puras para os puros;todavia,para os impuros e descrentes nada é puro” ( Tito 1:15).     A santidade manifesta-se em humildade e reverência  a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes. (Isaías 66:2).
Não há maior ilusão que aquela que as pessoas  não purificadas, não santificadas, que não buscam a santidade em suas vidas possam depois ser levados a um estado de benção,que consiste no gozo de Deus. Deus leva para o céu apenas aquele que Ele santifica na Terra. A santidade e o mundismo são opostos e, os que se apegam aos prazeres imediatos do mundo não estão preparados para o porvir.
A santidade é a marca, o selo de um caráter santo concedido a imagem e semelhança de Deus.   Esse selo envolve a formação da índole – pensamentos, sentimentos, motivação, atitudes, ações e até mesmo a vontade. A santidade como aplicada a Deus, é de separação, exaltação, perfeição absoluta do caráter.   Essa a visão que o profeta Isaías teve de Deus e que destaca essas qualidades:
“Eu vi o SENHOR assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima d’Ele, cada um tinha seis asas. Com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros dizendo; Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos, toda a Terra está cheia da Sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então disse: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos”. (6:1-5) .
Entendamos alguns significados do texto:
*Um Serafim é, segundo a Angelologia, um anjo de seis asas.É comumente aceito como a primeira posição na hierarquia celestial dos anjos, sendo os que estão mais próximos de Deus. A palavra hebraica Saraf (שרף) significa "queimar" ou "incendiar", talvez uma alusão a tradições bíblicas onde Deus é comparado a um "fogo" ou mesmo a um "fogo consumidor.
*Cobriam o rosto... Sinal de respeito pela glória de Deus.
*Cobriam os pés ou o corpo... Sinal de modéstia.
*Moveram... Sinal de obediência imediata.
*Santo, Santo, Santo... Refere-se à plenitude de sua glória. (Apocalipse 4:8)

Certamente deus deseja que entendamos que Ele é santo e isto não significa que seja altivo. Ao contrário, ele odeia essa característica. (Provérbios 16:5; Tiago4: 6)

A expressão “Santo”, no hebraico, significa: separado. Separado para trabalho, exercício sagrado. Pessoa ou coisa destinada a servir no Altar. Significa isso que Deus está separado de nós, humanos imperfeitos? Não. “Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti”. (Isaías 12:6). “Ele mora no meio do seu povo. Sua pureza é absoluta e infinita” (Salmos 40:5; 83:18). Deus está afastado de toda a pecaminosidade. Tudo o que está alienado de Deus é impuro, manchado. Todos têm de lutar contra o pecado. (Romanos 7:15-25);1 Coríntios 10:12).
Algumas vezes, Deus até mesmo jurou em nome de sua própria santidade, pois, nada poderia ser mais digno de confiança. “Jurou o SENHOR Deus pela sua santidade”. ( Amós4:2). Deus divide essa qualidade preciosa com todos nós de forma generosa. Deus quando falou a Moisés por meio de um anjo na sarça ardente, até mesmo o solo em volta tornou-se santo devido à ligação com Deus. (Êxodo 3:5).
Poderemos nós, seres imperfeitos nos tornarmos santos? Sim. (relativamente). Deus ofereceu a Israel à perspectiva de se “tornarem santos” (Êxodo 19:6). Ele abençoou essa nação com um sistema de adoração santa, limpo e puro. Uma tribo foi designada para ser de exemplo, a tribo de Levi. No A.T. o padrão de adoração (modo de viver) distinguia o povo com um elevado e único padrão de limpeza e pureza. ”Santos sereis, porque eu, vosso Deus, sou Santo”. (Levítico 19:2). Deus sempre alertou seus servos a se manterem separados dos adoradores pagãos e de suas contaminadas práticas religiosas de adoração. (Levítico 18:24;1Reis 11:1,2).
Milhões de criaturas espirituais servem fielmente a Deus. São chamadas de “santas miríades”. (Deuteronômio 33:2; Judas 14). Elas refletem com perfeição o brilho e a beleza da E, como lemos no texto de Isaías,o caráter dos serafins desempenham papel importante na divulgação da santidade de Deus.santidade de Deus. Jesus é o sublime reflexo da santidade do Pai. Jesus é conhecido como o “Santo de Deus” (João 6:68,69). Recorde a quem Jesus coloca como prioridade na oração: “Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o teu nome” (Mateus6: 9). Deus realiza tudo de maneira santa, pura e limpa, de modo que esse meio é chamado de ESPÍRITO SANTO, ou ESPÍRITO DA SANTIDADE. (Lucas 11:13; Romanos 1:4).
Lembre ainda a reação de Isaías: “Ai de mim...”. Qual seria sua reação se Deus lhe aparecesse em uma visão similar a de Isaías? Mas, o Serafim que consolou o profeta também consolaria você. Esse poderoso espírito voou até ao altar, apanhou ali uma brasa e, com ela, tocou os lábios de Isaías e lhe disse que poderia ter uma posição limpa diante de Deus.

O homem não evoluiu de outras espécies. Seu corpo foi criado por Deus do pó da terra, mas, a sua natureza espiritual foi divinamente inspirada. Assim, também, Cristo não evoluiu da humanidade. Ele foi criado pelo Espírito Santo de Deus no ventre de Maria (Lucas 2:35), ou seja, sendo divino, tornou-se humano(Filipenses 2:7), o Verbo se fez carne (João1:14) como homem,tendo reunido em si o divino e o humano. Paulo fez esta  distinção quando disse que Adão foi alma vivente, e Cristo, espírito vivificante ( 1Coríntios 15:45). Cristo é um só com o Pai em majestade e poder, por outro, elevou o homem a um novo nível de redenção. Tendo-o vivificado, tornou-o santo e trouxe-o de novo a comunhão com o Pai.
Cristo não se envergonha de chamar-nos irmãos (Hebreus 2:11b). O Espírito de Deus é chamado de Espírito Santo por Sua nobre missão: tornar-nos santos. Ele é o Portador do Amor Divino derramado no coração purificado do homem, e o vínculo de comunhão não apenas da Trindade, mas igualmente entre Deus e seus filhos.
O Espírito Santo fala somente  àqueles que, com o coração submisso e obediente dão ouvidos a Sua voz.
Permita-me uma pergunta: Você sabe por qual razão obedece? Será por sua própria vontade? Você tem capacidade inata para obedecer? Certamente a maioria responderá com um eloqüente ;Sim,eu consigo obedecer por minha própria vontade. Mas, a verdade é que essa disposição é  simplesmente orgulho e dependência de nós próprios. Ofendemos a Deus ao pensar e agir assim. Apenas o Santo Espírito de Deus, nos tornará obedientes ao Pai. Quando nos colocamos na total disposição de servir a Deus colocando nossas vidas no Altar (Cruz), então o Espírito de Deus toma conta de nossa vida. Nesse momento não estamos sendo obedientes. Apenas nos entregamos ao Espírito Santo e sentimos essa paz a que chamamos de obediência.
“Se ouvirdes hoje a Sua voz” (Hebreus 3:7b). O Espírito Santo diz para não endurecermos o coração (Provérbios 13:12). Todo cristão deve responder imediatamente à voz do Santo Espírito. É um chamado ao descanso na fé para que possamos apossar das promessas divinas. A expressão “não endureçais o coração” significa: nem mesmo o comeceis,ou, não façais uma vez que seja.
John Fletcher definiu assim a perfeição cristã: ” O amor puro de Deus, derramado no coração pelo Espírito Santo que nos é concedido para purificar-nos e manter- nos  limpos de toda imundície da carne e do espírito, habilitando-nos a cumprir a Lei de Cristo, segundo os talentos que nos foram confiados e as circunstâncias em que estamos neste mundo”.
A perfeição cristã é uma benção que todos podem experimentar, porém, a maturidade só vem com o enriquecimento ao longo dos anos. Este é o sentido da palavra de Jesus: ” toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”( João 15:2b) O “” mencionado aqui se refere ao mesmo caráter de Cristo, a videira. “A mesma coisa pode ser dita dos nove aspectos do “fruto do Espírito” em Gálatas 5:22”.
Aprendamos que a santidade é aperfeiçoada por meio da morte para o pecado. A santidade é composta de duas partes. A primeira – morte para o pecado; e a segunda é progressiva – prática dos valores do Reino ao longo da vida.
“Para mim é pouca coisa ser purificado  de todo o pecado. Quero ficar cheio de toda a plenitude de Deus.”
Este é o meu pensamento e o qual operou inabaláveis transformações em minha vida. Um dia, no meio do chiqueiro ele me quis. Pelo seu Santo Espírito me deu a mão em momentos de perplexidade e me fortaleceu. Conduziu-me à liberdade e guia hoje todos os aspectos de minha vida. Não imagino como seria voltar a viver sem Sua santa presença. Se quisermos a fidelidade de Cristo e a alegria de Sua comunhão devemos render-Lhe o controle de nossa vida, Ele tem de ter presença permanente em nosso ,coração. Ele deve ter acesso a todos os aposentos da Sua casa .
A consagração a Cristo é entregar-Lhe a casa em suas mãos. Ele cuidará melhor do Templo que nós próprios.

Deus abençoe grandemente.

Bp,Luis Sousa
Ministério” Segunda Chance”


quinta-feira, janeiro 27

OS 5 Arrependimentos de Doentes terminais

Post original: REGRETS OF THE DYING | Inspiration and Chai

Bronnie Ware trabalha com tratamentos paliativos para pacientes próximos do fim de suas vidas. Ela escreve sobre os principais arrependimentos que revelaram no leito de morte.

Carolynne em seu aniversário, 2 semanas antes de sua morte.
A fotografia é parte da
série que ganhou o Pultizer em 2008.
A série vencedora em 2007 teve um tema parecido.


Os 5 Principais Arrependimentos de Pacientes Terminais

1. Eu queria TER TIDO A CORAGEM DE VIVER UMA VIDA VERDADEIRAMENTE MINHA, NÃO AQUELA QUE OS OUTROS ESPERAVAM.

Esse é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas reconhecem que suas vidas estão acabando e olham para o passado com clareza, é fácil ver muitos sonhos que não realizados.

A maioria das pessoas não honra nem metade de seus sonhos e terão que morrer sabendo que foram escolhas delas.

2. Eu queria NÃO TER TRABALHADO TANTO.

Esse vem de cada paciente homem que eu cuidei. Perderam a juventude de seus filhos e a companhia de suas companheiras.

Mulheres também citam esse arrependimento. A maioria vem de uma geração mais antiga, muitas não eram chefes de família.

Todos os homens que cuidei se arrependeram profundamente de dedicar tanto de suas vidas ao trabalho.

Simplificando seu estilo de vida e fazendo escolhas conscientes pelo caminho, é possível viver sem todo o dinheiro que você pensa que precisa.

E criando mais espaço para sua vida, você se torna mais feliz e aberto a novas oportunidades, mais adequadas ao seu novo estilo de vida.

3. Queria TER TIDO CORAGEM DE EXPRESSAR MEUS SENTIMENTOS.

As pessoas reprimem seus sentimentos para manter a paz com os outros. Como resultado, estabelecem uma existência medíocre e nunca se tornam aquilo que são capazes. Muitos desenvolvem doenças relacionadas a amargura e ressentimento que carregam.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. As pessoas inicialmente irão reagir quando você mudar o seu jeito e falar com franqueza, mas no fim isto levará a relação para um novo e mais saudável patamar. Ou retirará as relações negativas da sua vida. De qualquer forma, você ganha.

4. Eu queria TER MANTIDO CONTATO COM MEUS AMIGOS.

Frequentemente eles não percebem os benefícios de velhas amizades até suas últimas semanas de vida, e nem sempre é possível reavê-las.

Alguns se tornaram tão bitolados nas próprias vidas que deixaram amizades de ouro definharem através dos anos.

Há muito arrependimento em não dar às amizades o tempo e esforço que mereciam. Todos sentem falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum que pessoas com uma vida ocupada deixem as amizades definharem. Mas quando você enfrenta uma morte eminente, os detalhes físicos da vida não importam.

Todos querem ter suas finanças em ordem se possível. Mas não há dinheiro ou status que sustente a verdadeira importância deles.

As pessoas querem as coisas em ordem para o benefício daqueles que amam. A maioria, no entanto, fica muito doente ou cansada para pensar nisso.

Tudo se resume em amor e relacionamentos no final. Isso é tudo que fica nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu queria TER ME PERMITIDO SER MAIS FELIZ.

Essa é surpreendemente uma comum. A maioria não percebe que felicidade é uma escolha. Ficaram presos em velhos padrões e hábitos.

O chamado "conforto" da familiaridade sobrepôs suas emoções, assim como suas vidas físicas. Medo da mudança os levaram a fingir para os outros, e para si mesmos, de que estavam contentes.

Lá no fundo, sentem falta de dar boas risadas e de ter um pouco de amenidades na suas vidas novamente.

Quando você está no leito de morte, o que os outros pensam de você fica longe da sua mente. Como seria maravilhoso ser capaz de deixar fluir e sorrir de novo, muito antes de estar morrendo.

Vida é escolha. A vida é SUA. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz.

quarta-feira, janeiro 5

ENCONTRANDO CRISTO

Já faz algum tempo, que reflito sobre este assunto, a vontade de Deus para com todos aqueles que o buscam de verdade. Não procuro saber onde está a vontade do Pai, mas sim, qual é a vontade Dele, para minha vida.
Nunca fui uma pessoa de reparar em pessoas, muito menos em coisas. Alguns até dizem que sou meio distraída, mas eu prefiro que vejam além, e digam que sou prudente, pois quanto mais você repara no próximo, mais abrirá sua boca para falar da mesma, se esquecendo de olhar para si mesmo, e pior, deixando de olhar e ouvir a Deus.

Está aí um ponto fundamental: "OUVIR A DEUS".
Quantas vezes, durante o dia, você ouve pessoas falando? Elas estão em toda parte, nas ruas, dentro de nossas casas, na televisão, no rádio...E o barulho dos carros, dos animais de estimação, do telefone tocando, campainha apitando...Enfim...Vivemos num mundo realmente barulhento!
E é neste mundo barulhento, que por muitas vezes passamos mais a ouvir o que há nele, do que a voz de QUEM o criou.

Daí você me pergunta: "Mas como não ouvir esse barulho todo? É impossível!"
Pois é! Isso é impossível, se você ver esta situação com os olhos humanos. Mas quando você coloca a visão espiritual, passa instantaneamente a ouvir não mais o barulho deste mundo, mas o barulho que realmente vale a pena ser ouvido, o Som de Deus.
É neste som maravilhoso e audível, que você encontra todas as respostas que necessita. Sabe aquele sonho que você tem, e que não sabe se é a vontade de Deus para sua vida?
Quando você ouve a Deus, Ele mesmo te responde. Para muitos isso é sobrenatural, eu prefiro dizer que isso é REAL. Deus é um Deus vivo, e se está vivo, consequentemente é REAL!
Gosto muito do que o Senhor diz em várias passagens do livro de Apocalipse:


Créditos:
Por Renata Souza 
EncontrandoCristo.blogspot.com