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terça-feira, janeiro 24

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE






Uma figura metafórica sempre tenebrosa e muito utilizada, em especial no cinema, é a dos quatro cavaleiros do Apocalipse, que espalham terror e destruição por onde passam.
 
Aproveitando a metáfora, gostaria de pensar nos quatro principais inimigos de um relacionamento conjugal, ou seja, queria partilhar, a partir de minha experiência clínica de consultório e de minha experiência como palestrante de encontros de casais, quais são os principais elementos que destroem um relacionamento, em especial o relacionamento conjugal.
 
Creio que o primeiro cavaleiro do apocalipse destruidor dos relacionamentos no casamento é a má comunicação.
Embora este tema já tenha sido amplamente explorado por estudiosos da área e até best-seller em prateleiras de livrarias (Homens são de Marte...), ainda continua sendo um dos inimigos principais de um relacionamento.
 
Paul Watzlawick em seu clássico livro “A Pragmática da Comunicação Humana” citando Gregory Batenson dizia que se chutamos uma pedra ao caminhar, isso é transmissão de energia, mas se chutarmos um cão, isso é comunicação, em virtude da imprevisibilidade da resposta do outro e conclui: ‘Não é possível não se comunicar’, em se tratando de seres vivos. Todo o tempo estamos comunicando algo – mesmo com nosso silêncio.
 
A questão não é se comunicamos ou não, mas COMO comunicamos algo. Tenho atendido centenas de casais que tem demandas legítimas um em relação ao outro no casamento, mas que não sabem comunicar isso de forma funcional.
Como a esposa que demanda carinho de seu marido (algo bom), mas que comunica isso em forma de cobranças (algo ruim), fazendo com que o marido sinta-se controlado (algo pior) e acabe afastando-se ainda mais da esposa (algo destruidor).
 
Assim uma má comunicação transforma algo bom em algo destruidor para o relacionamento. 
Exemplificando: ‘O marido, ao sair do trabalho no final de expediente, encontra um amigo e fica conversando, não percebendo que as horas passam.
A esposa, em casa, fica aflita com a demora do marido – porque espera que ele chegue para ter o carinho dele – liga para o celular do esposo e diz bruscamente: ‘Onde você está?’
O marido sente isso como uma cobrança e ao invés de informar o ocorrido, devolve um: ‘Já estou indo para casa’.
Ela se ressente ainda mais e, quando ele chega em casa, ela que queria tanto o carinho dele, o recebe friamente, ou com afirmações genéricas tipo: ‘Ninguém deixa a esposa em casa sozinha para ficar pelos bares com os amigos, especialmente sabendo que ela precisa dele’.
Já o esposo interpreta isso não como um pedido de acolhimento e carinho e sim como cobrança de participação nas tarefas e entra por outro atalho dizendo: ‘Eu já tenho muito trabalho e preocupações em meu emprego e tenho o direito de me divertir’.
 
E assim o diálogo vai se deteriorando cada vez mais e se afastando de suas intenções originais que eram a demanda de carinho, atenção, afeto e cuidado com o outro. O COMO comunicamos é fundamental para o relacionamento.
 

O segundo cavaleiro do apocalipse nos relacionamentos é, sem dúvida, o desligamento da família de origem.
Jay Halley diz que ‘não podemos estar casados com duas pessoas ao mesmo tempo’, referindo-se à idéia que, se não nos ‘divorciarmos’ plenamente de nossas famílias de origem e iniciarmos a construção de algo novo com nosso cônjuge, jamais nos sentiremos realizados nos nossos relacionamentos conjugais.
 
Muitas são as razões pelas quais as pessoas relutam em tornarem-se plenamente independentes dos pais ou da família de origem.
 
Pode ser por insegurança, uma auto-estima debilitada, mas o mais comum é que pais tenham dificuldade de ‘soltarem’ seus filhos para estes desenvolverem uma nova família porque viveram toda a vida em função dos filhos e a saída destes pode ameaçar a relação do casal que, após 25, 30 anos de vida comum, se vêem como estranhos em relação ao outro – desenvolveram mundos independentes e apoiados na relação parental – não na conjugal.
 
Não penso aqui em casais que tem dificuldades de relacionamento com os progenitores de um ou de ambos os cônjuges, mas em famílias realmente fusionadas, que não conseguem estabelecer limites neste relacionamento com a família de origem e onde constantemente sofrem interferências dos pais, que continuam tratando os filhos como se fossem adolescentes.
 
O princípio milenar bíblico: deixar pai e mãe continua muito válido em nossos dias, confirmam os terapeutas familiares.
 
Somente quando você pode deixar a família de origem e partir nesta maravilhosa aventura de construção de um relacionamento a dois, é que você pode colocar em prática toda sua criatividade (construir algo novo) e tornar-se co-participante no mandato cultural de “crescer” e multiplicar-se e tornar-se mais semelhante da imago dei, de um Deus criador e criativo.
 
O terceiro cavaleiro do Apocalipse nos relacionamentos é a infidelidade. Não somente a infidelidade sexual, embora esta seja, em geral, a mais destruidora de todas, mas também a infidelidade de compromisso de prioridade do relacionamento.
 
Muitos não traem o cônjuge com uma outra pessoa, mas o traem priorizando ou dando mais importância a outras coisas em detrimento do relacionamento.
 
São situações expressas em termos populares como: ‘sou apaixonado pelo meu time de futebol’; ‘o meu trabalho vem antes de tudo’; ‘não sei porque ele(a) tem tantos ciúmes de meus amigos (meu hobby)’; ‘se eu não for à igreja e ficar no domingo com meu marido/esposa sinto que Deus vai me reprovar’....
Na verdade são todas expressões que ocultam uma só verdade: algo é mais importante que o relacionamento conjugal.

Tecnicamente os terapeutas familiares denominam este elemento de ‘Preferida’ e o mesmo está na gênese de muitos rompimentos conjugais.
 
Algumas vezes a pessoa que tem a ‘Preferida’ não se dá conta que isso está deteriorando o relacionamento conjugal porque acredita que a ‘Preferida’ é algo bom.
 
‘Trabalho 12 horas por dia para proporcionar mais conforto e bem estar para minha família’, afirma o empresário. Ele nem se apercebe que agindo assim está priorizando o seu tempo para o emprego e sendo infiel com aqueles a quem ama e quer o melhor.
 
Quando a ‘Preferida’ é outra pessoa e a infidelidade deslizou para o campo sexual, é necessário se rever todo o relacionamento, pois se um dos cônjuges é capaz de buscar intimidade com alguém de fora é porque realmente algo na intimidade a dois (o mais profundo do relacional) não vai bem.
 
Também será necessário o exercício do perdão – que é mais difícil para quem não vive uma relação com Deus e sentiu-se também perdoado um dia. Um excelente livro sobre o perdão é o do psiquiatra Fábio Damasceno.
 
Finalmente o quarto cavaleiro do Apocalipse é o individualismo. Este venerado ‘deus’ do nosso século, exaltado nos cultos à globalização, é talvez o mais destruidor de todos os quatro elementos relacionais.
 
Cada vez mais se torna difícil a sociedade em geral e os relacionamentos em particular pensarem em termos de NÓS.

A ideologia dominante de mercado incentiva que cada pessoa deve buscar o que é bom para si, não se importando muito se isso vai agradar ou não o outro.
 
Um princípio do neoliberalismo é que tudo é relativizado em função do indivíduo.
O juízo moral se define em termos de prazer/desprazer individual (creio que este é um perverso desvirtuamento do princípio freudiano) e os princípios universais de direitos humanos estão cada vez mais sendo reduzidos ao conceito de ‘prazer biológico’.
‘Se seu cônjuge não te dá o ‘prazer’ sexual que você esperava dele(a), troque por um modelito mais competente, afinal você ‘merece’ realizar todas suas fantasias’.
 
Os relacionamentos tornaram-se descartáveis como os produtos e o compromisso passa a ser redefinido como contrato transitório enquanto as partes obtenham vantagens.
 
Torna-se fácil trocar de cônjuge com as leis pró-divorcistas; difícil é investir e tentar buscar acordos que satisfaçam ambas as partes – o NÓS!
 
Lembro, metaforicamente, das palavras de Jesus que dizem que fácil e largo é o caminho que conduz à perdição e difícil e estreito é o caminho que conduz à vida.
 
Realmente é sempre mais difícil tentar e tentar e tentar de novo estabelecer algo bom com o cônjuge – bom para ambos!
 
Mais fácil é: se o outro pensa diferente de mim, vou ‘encontrar’ alguém que me entenda!
 
Pobre ilusão do mercado. O mercado quer pessoas que se comprometam só com ele mesmo.
 
Que melhor para uma multinacional que o empregado jovem, solteiro e disponível, querendo crescer em sua carreira, que se dispõe a trabalhar 12 a 15 horas por dia e que nem tem ninguém em casa para reclamar e que possa vir a disputar este quinhão de dedicação.
Ainda mais, sem um compromisso o jovem e ambicioso empregado pode ser remanejado a qualquer hora, para qualquer lugar do planeta.
 
É prezado leitor, nosso sistema econômico conspira contra a família e por isso apóia o divórcio fácil, a liberação geral de toda e qualquer expressão sexual (já não se precisa nenhum compromisso para se ter sexo) e tudo que facilite o individualismo.
 
Ser adulto, solteiro(a), acima de 30 anos e bem posicionado profissionalmente é a aspiração da maioria dos adolescentes de hoje.
 
Casamento é palavra estranha e ‘ficar’ é a palavra de ordem.
 
Rüdiger Safranski, um filósofo alemão contemporâneo, autor de “O mal ou o drama da liberdade” nos alerta dos perigos de uma sociedade escravizada pelo mercado e que não estabelece regras morais para seu seguimento.
 
Certamente existem outros elementos que conspiram contra e destroem os relacionamentos, mas creio que estes quatro são os mais alarmantes.
 
Necessitamos de ações preventivas e terapêuticas e, neste sentido, creio que a Igreja está em uma posição privilegiada, pois semanalmente pode instruir centenas de fiéis sobre princípios de um relacionamento saudáveis, gerando uma sociedade mais sólida e saudável, ao invés de discursos de uma espiritualidade desencarnada, individualista e servil ao ‘deus’ mercado.
 
Creio que não é por acaso que a Bíblia compara o relacionamento conjugal com a relação entre Cristo e sua Igreja. Ele quer se comunicar, íntima e profundamente com ela; Ele precisou ser abandonado pelo Pai para entregar-se e morrer por ela; Ele permanece fiel, mesmo quando ela se mostra infiel e ele quer formar com ela o novo céu e a nova terra para desfrutarem juntos de um lugar onde não há dor, nem pranto (Apocalipse 21:9).
 
Prof. Carlos “Catito” Grzybowski
Psicólogo – Terapeuta familiar – CRP 08/1117

quinta-feira, janeiro 19

Religião: o que diz a psicanálise

Religião: o que diz a psicanálise

Publicado por Redação em 22/12/2010 às 13h52
Saiba o que os celebrados Sigmund Freud e Carl Jung, pais da psicanálise, pensavam a respeito de fé, Deus, religiosidade e a poderosa influência disso tudo na mente humana
Texto • Thiago Perin





Os grandes mestres da psicanálise não conseguiram se segurar e deram alguns bons “pitacos” quanto à importância da religião para o homem. Será que ela é saudável para nossa mente? Será causadora de distúrbios? Uma manifestação real de algo que não compreendemos? Um recurso ilusório, talvez? Ou então uma forma totalmente inconsciente de proteção? O debate se inicia.
Sigmund Freud (1856-1939), o austríaco fundador do movimento psicanalista, afirmou que as experiências religiosas podem ser meras alucinações desencadeadas por ansiedades e desejos não expressados. O homem sente-se vulnerável e frustrado por poder fazer tão pouco em face das forças incontroláveis da natureza, assim, como uma criança insegura, deseja proteção, e a crença religiosa fornece o conforto que lhe é necessário.
“Para que serve a religião?”, se pergunta Freud. A resposta que o próprio dá é: para consolar. Segundo ele, a religião pretende oferecer uma “compensação aos sacrifícios impostos pela civilização”. Seu propósito, assim, seria dar um sentido às forças da natureza e reconciliar o homem com aquilo que escapa ao seu domínio – particularmente, a morte.
O filósofo alemão Ludwig Feuerbach (1804-1872) já traçava esses paralelos, derrubando o fundamento da fé (veja mais no quadro mais abaixo) anos antes de Freud. As ideias associadas a ele, no entanto, encontraram nova vida nos escritos do psicanalista, tanto que ficaram mais conhecidas na variação freudiana do que em sua versão original.

Farpas de todos os lados

Foi na polêmica obra O futuro de uma ilusão, de 1927, que Freud entrou de cabeça no papo sobre a religião – e entrou na mira dos mais fervorosos defensores dela. De fato, o psicanalista não usou meias palavras. No livro Christian theology: an introduction (Teologia cristã: uma introdução, não lançado no Brasil), o teólogo Alister E. McGrath explica que, em sua obra, Freud disse serem as ideias religiosas resquícios da dinâmica “pai e filho” que se perpetuaram na vida adulta.
Segundo McGrath, Freud defende que a fé em seres divinos pode ser encarada como uma resposta imatura à realidade de não ter mais a proteção dos pais, cenário confortável quando se é criança. No lugar do pai natural, entra a ideia de um ser maior, divino, todo poderoso. “A crença em Deus é pouco mais do que uma ilusão infantil. Religião é puro otimismo e pode facilmente desencadear uma desordem patológica”, escreveu Freud.

Diferenças de pensamento

Quando se entra nos estudos do suíço Carl Gustav Jung (1875-1961, ao lado), a história já é bem diferente. Para ele, os fenômenos míticos e parapsicológicos representam um aspecto importante da personalidade humana e não devem ser derrubados. Jung vai além ao afirmar que é a ausência da religião, e não a sua presença, o que pode gerar não apenas “patologias psíquicas”, mas também “convulsões sociais” – asserção sustentada por meio de suas controvertidas ideias, como o inconsciente coletivo, os arquétipos e a individuação.
Em uma entrevista concedida à BBC pouco antes de sua morte, em 1961, Jung foi questionado sobre sua crença pessoal em Deus. “Não preciso ‘acreditar’ em Deus; eu sei que ele existe”, foi a resposta. Mais do que isso, conforme narra o inglês Christopher Bryant no livro Jung e o cristianismo (Editora Loyola), o suíço acreditava que muitos dos males do mundo moderno deviam-se ao fato de este ter se distanciado de suas raízes religiosas.
“Jung sempre afirmou que a psicologia não pode nem provar a existência de Deus nem refutá-la. Nem a experiência de Deus pode provar que Deus existe, embora, claro, proporcionasse provas importantes que o filósofo devia levar em conta. Mas, falando como ser humano e não como psicólogo, admitia que ele próprio acreditava piamente em Deus”, explica Bryant.
Filho de um pastor protestante, Jung teve, diferentemente de Freud, um interesse vivo pela religião ao longo de toda sua vida. Já em idade avançada, escreveu que, aos quinze anos, “ninguém podia me fazer abandonar a convicção de que me havia sido destinado fazer o que Deus queria, e não o que eu queria (…). Com frequência, tinha a sensação de que, em todas as questões decisivas, eu não estava mais entre os homens, mas sozinho com Deus”.
Mesmo assim, o psicanalista por vezes escreve que a chamada “experiência de Deus” não é necessariamente a sensação do Deus vivo em quem cristãos, judeus e muçulmanos acreditam. Tanto que alguns de seus seguidores rejeitaram a existência objetiva do ser divino e entenderam tal experiência como sendo meramente a consciência da profundidade e vastidão da própria psique humana.

“Uma forma de alienação”

Sobre filosofia e cristianismo, a última obra publicada por Ludwig Feuerbach, de 1839, é considerada uma das mais relevantes na categoria “filosofia da religião” – tanto que acabou influenciando, além dos estudos de Freud, as ideias do alemão Karl Marx (1818-1883). Não é pouca coisa. No livro, Feuerbach expõe publicamente um de seus principais argumentos: a religião é uma forma de alienação que projeta os conceitos do ideal humano em um ser supremo. Para se aprofundar no assunto, vale a pena conhecer.

segunda-feira, janeiro 16

Uma lição a Santidade de Deus.


Uma lição a Santidade de Deus.
   Uma coisa se destaca muito claramente nos livros de Moisés. É que Deus, ao lidar com o homem caído, usa tangível e visível, os meios para trazer a Sua santidade intrínseca e Sua aversão ao mal, com o Seu julgamento sobre ela. Ao mesmo tempo Ele indicou caminhos e meios pelos quais os homens poderiam ser entregues e reconciliados, e as relações de direito ser estabelecida ou restabelecida, e pelo qual Deus possa abençoá-los com retidão, a regra sobre eles, e habitar no meio deles, de acordo com seu próprio coração.
Enquanto todas as pessoas e as nações estão envolvidas na queda de Adão, e têm um patrimônio comum do pecado, as cerimônias e ordenanças nomeadas ´pr Deus para o povo de Israel são particularmente importantes em relação a esta santidade necessária.
Números 5: 1-4 é um exemplo disso. Todo este capítulo em particular na realidade, podemos dizer, deixa claro que Seu olho santo estava sobre o seu povo, e que nem a corrupção nem culpa, nem a infidelidade pode ser negligenciado.
Vamos considerar a posição em que Ele estava com eles.
Deus redimiu Israel do Egito e seu domínio e de primeira trouxe a si mesmo no deserto de Sinai Então em segundo lugar, porque os trouxe para a posse de sua bênção prometida na terra de Canaã.
Agora, enquanto no deserto como um povo redimido, todos os seus fornecimentos eram de Deus, seus movimentos foram dirigidos por Deus, e toda a sua arranjos civil e religiosa, ordem e organização, eram de Deus O Tabernáculo em toda sua beleza no meio deles estava em cada detalhe e nomeação de seu design.. O acampamento em sua perfeita ordem foi lançado ou atingido como Ele pode indicar pela coluna de nuvem e de fogo. As tribos não eram uma horda desordenada, nem evoluir fora de suas próprias mentes um sistema melhor o passar do tempo, eles assumiram as suas posições a partir do primeiro no modo como Ele prescreveu. O que era para ser autorizado foi claramente definida, o que não foi permitido por causa da Sua santidade e glória era igualmente claramente. Todo o código de leis foi enquadrado para lembrar as pessoas que estavam a nível nacional o povo de Deus, ea questão foi sempre a ser solicitado em cada questão, "É este elogiou de Deus é decente aos olhos de Deus e consistente com a Sua presença e glória? ? "
O Tabernáculo, em seguida, tendo sido construída * (como em Êxodo), instruções também ter sido dada para os sacerdotes e levitas, as ofertas, os festivais, e para a realização prática do povo de Israel no dia a dia (como em Levítico e Números), e todo o sistema ter sido reconhecido pela presença visível da glória de Deus (cf. Êxodo 40: 34, 8); chegamos a este lembrete em Números 5, que a presença de Deus deve desafiar a condição daqueles que Ele escolheu para ser perto Dele.
{* Com todas as suas sugestões para nós de Cristo, a obra de Cristo, a glória de Cristo, o povo de Cristo, e de nossas relações com Deus no Espírito.}
O céu é a habitação de Deus, como disse Salomão, e nada que contamine poderá ser permitido lá. Assim, em conexão com o que representa regra do céu na terra, deve haver a exclusão de contaminação também. A palavra é: "Ordena aos filhos de Israel que lancem para fora do arraial a todo leproso, e a todo mundo que tem um problema, e quem está contaminada pelos mortos, de ambos os sexos vos putout, fora do arraial os lançareis , para que não contaminem os seus acampamentos no meio dos quais eu habito. "
Observe que, em certo sentido Deus considera o campo como um todo completo, daí todo o Seu povo fosse se preocupar em colocar para fora o leproso, etc Na verdade havia cinco campos, ou seja, de Judá, de Rúben, de Efraim e de Dã, e que de Levi no meio ao redor do tabernáculo. O leproso indivíduo teria profanado o seu próprio campo, mas que, por sua vez teria contaminado toda a nação onde Deus habitava, portanto, não foi o suficiente para que ele deveria ser posto para fora de seu próprio campo, ele deve ser colocado fora de todos eles. coisa era possível, que um homem pôr para fora de uma seção de acordo com a palavra de Jeová poderia ser bem-vinda ou até mesmo tolerado em outra seção. Houve diferenças nas tribos, e cada um tinha um lugar peculiar a sua própria, mas não houve diferença nas suas relações com a santidade de Deus, todos foram testados por ela e regulado de acordo com ela. Que lição solene foi ensinado a todo o acampamento, em seguida, bem como para o indivíduo que se tornou contaminado! Quão abençoados, de fato, o privilégio de estar perto de Deus; ainda a solenidade a responsabilidade do local de proximidade e de comunhão.
Brevemente, em seguida, consideramos
. (1) o leproso.
 (2) a pessoa com um problema.
 (3) UM PROFANO pelos mortos.
( (1), o leproso, como geralmente considerada nas Escrituras, foi aquele cuja doença não poderia ser subjugado (2 Reis 5, 7) Sua condição era lamentável fato, e cada compaixão poderia muito bem ser mostrado a ele, mas sua doença era contagiosa e contaminando Sentiment poderia ter se confessou difícil para as exceções a serem feitas com a lei, mas, neste caso, além da sólida razões sanitárias, houve a ordem divina, "todo leproso." A hanseníase é tal que, embora você possa fazer muito para aliviar o problema, tentando emplastros e bandagens, e pomada, dando boas condições de habitação e fornecimento de prazer, tanto quanto possível, é sempre sair em outros lugares, ou estender, apesar da tristeza ligado a ele, ou o cuidado, o cuidado ansioso, que pode ser conferida a ele. É verdade que de acordo com Levítico 13, todo o cuidado deve betaken para não ferver, ou inflamação local ou ardor, deve ser chamada de lepra, e um mero sofrimento inválido de um distúrbio temporário ser às pressas e que excluía injustamente das relações com o povo de Deus e privadas de comunhão. Mas quando a lepra é descoberto e reconhecido como tal, não há alternativa, o leproso deve ser excluída. Como um exemplo do rolamento desta, um homem pode fazer uma coisa uma primeira vez que os santos de Deus discernir a ser desordenada, e ainda a evidência não ser claro que ele é intencional, e não pode ser justamente a paciência, ea propositura de Deus palavra a ter em amor sobre o caso. Mas se a coisa desordenada ser repetido, cada vez mais agravada, apesar dos cuidados tomados, ou se um detalhe ser ajustado em curso o homem é apenas para a mesma doença para sair novamente e novamente de outras maneiras, ele indica um não julgado será no trabalho, e esta é a hanseníase.. Isso não seria ignorância, pois quando um homem insiste na liberdade de fazer o mal, a sua presença entre o povo de Deus deve ser em detrimento e prejuízo, e os coloca todos sob a disciplina e julgamento governamental de Deus. Alas! Não é o sentimento que deve reger a sua acção, no entanto proeminente ou querido ou um leproso capazes possam ser, eles estão a considerar que o Deus Santo habita no meio do Seu povo, e Ele diz: "todo leproso" Ai de mim! Estes são dias em que mesmo as plataformas na profissão cristã são ocupados por homens que, alegando o direito de ser considerado como ministros de Deus, utilize o lugar dentro de ataque, ou de forma menos aberta a viciar, as verdades sobre a qual muito verdadeira A comunhão cristã é baseada, e, assim, desvalorizar o padrão do que é devido a Deus.
 (2) A pessoa que tem um problema (seja disenteria ou qualquer outro tipo de problemas), foi igualmente um associado indesejáveis ​​por razões sanitárias, e Levítico 15 mostra que cuidados extenuante era para ser exercido como para ele.- cada pessoa como era para ser excluído do arraial de Israel. Um homem que teve um problema foi aquele em cujo caso não foi o gasto de vitalidade na direção errada. Fluidos vitais do corpo eram de alguma forma, escapar, e todo mundo sabe o terrível estrago pode ser forjado entre os grandes massas da população pela não-segregação dessas doenças contagiosas. Havia, é claro, razões sanitárias e bom para essa lei, mas devemos entendê-lo mal se não vê que não há significado moral também sobre o que é reto aos olhos de Deus. Normalmente, por exemplo, o fundamento é instado nestes dias que se um homem, e enquanto um homem, ser sincero, não devemos interferir com suas convicções. Ele pode ter um zelo tremendo, como Israel segundo a carne nos dias de Paulo (Romanos 10), procurando estabelecer a sua própria justiça, e não submeter-se a justiça de Deus! mas, diz sentimento, "ele é a sério, e isso é tudo que importa" "Se", dizem outros, "nós fazemos o melhor que podemos e deixar o resto, não aceitar a Deus nós?" Em uma centena de maneiras que podem ser gastar vitalidade, mas é apenas uma descarga profana que Deus considera como uma doença? Além disso, sob o fundamento de É dedicação, o zelo, dezenas de milhares, até mesmo entre os santos de Deus - que é uma pena definir-se a serviços que são contrários aos caminhos e vontade de Deus revelada em CristoTão a sério considera Ele todos os vestígios dessa energia vital misdirected que no todo tipo coisa que uma pessoa tão tocado ou utilizado foi contaminado em sua visão, e teve que ser limpos ou quebrados. (Lev 15: 1-12). (Lev 15, 1-12). É não considerar a melancolia e ainda triste verdade, que um homem - israelita nascido - ainda pode se tornar um perigo para seus companheiros por um fluxo incontrolado e incontrolável da natureza? e que ao invés de contribuir a sua quota total para a prosperidade, a unidade, a pureza, a separação do povo de Deus, sua presença em toda parte contribuiu para a angústia, a corrupção, para a disciplina de Deus entre eles?
. (3) UM PROFANO pelos mortos. Em comum com aqueles das nações dos gentios, israelitas tinham suas famílias, seus parentes, seus vizinhos, qualquer um dos quais era passível de ser golpeado de morte. De todas as ocorrências dia como a morte deve ter sido, e que envolva a manipulação dos corpos dos mortos, a cada ocasião de contato com a morte significava contaminação e consequente exclusão do campo.
Só o sumo sacerdote, em virtude de seu cargo como representante de todas as pessoas, e mantê-los todos nas suas relações com Deus, foi proibido de contaminar-se pelos mortos, entretanto próximo ou querido (Veja Lev 10: 1-7). Nenhuma consideração de auto-piedade, nem tristeza, deviam ser permitidas por um momento para causar a interrupção no serviço do que aquele a quem normalmente o destino das pessoas dependiam. Então, certamente, nunca a causa dos santos de Deus sofre intervalo nas mãos de Cristo, nosso ressuscitou e ascendeu Sumo Sacerdote (Levítico 21: 10-12).
Os sacerdotes comuns, dos filhos de Arão, que ofereceu o pão de Deus, dia a dia, eram permitidos pela lei para o chorar e se contaminem pelos mortos, mas apenas no caso da morte de um dos seus parentes mais próximos. Deus não pretendia que Seu povo deve se tornar natural, no entanto espiritual que poderia ser. No entanto, seu serviço de ministrar a Ele no santuário foi de suma importância tal que só em raras ocasiões, era um sacerdote autorizado a ausentar-se deste serviço santo. E como um lembrete da santidade desse serviço, por um lado, e da mancha de contato com o que falou da presença do pecado e da penalidade por outro lado, fora do campo - como contaminados pelos mortos - deve ir ( Levítico 21: 1-9).
O nazireu, peculiar e totalmente separadas ao seu Deus, como ele era, se desde o seu nascimento, ou dentro do limite de um determinado período de tempo se ele assim se dedicou, foi muito seriamente afetada pelo contato com a morte. Mesmo que por acidente, como costumamos dizer, ele passou a ser com um homem que morreu de repente, todo o seu período anterior de Nazariteship foi perdido, e ele teve que recomeçar o dia ou meses ou anos de sua separação. Enquanto isso, uma mera expressão de arrependimento não faria, contaminado pelos mortos, a lei inexorável da contaminação aplicada, e não até o sacrifício que remove impurezas, nesse caso, tinha sido oferecido poderia ser adequado para a presença de Deus e da empresa (Números 6: 6 -12). Seu lugar e caráter de separação para o senhor dependia de sua liberdade pessoal de corrupção.
. Os israelitas comuns, homens ou mulheres, eram ensinados da mesma maneira marcante a gravidade de ter alguma coisa a dizer para o pecado em seu resultado no homem. Se um homem morreu em uma tenda, não só fez isso se tornar uma casa de luto, mas todos os que estavam nela e todos os que vieram nele foram contaminados pelos mortos. Mesmo em campo aberto também - como por exemplo em um campo de batalha - ou levantar o cadáver de um morto por acidente, ou tocar um osso, ou uma sepultura, esta lição pressionado própria casa na mentes das pessoas, todos estão contaminados pelos mortos aos olhos do Deus santo que quem habitou no meio de Israel. Uma consideração muito solene é oferecido nos Números 31: 19-24, ou seja, que, mesmo na alegria de uma campanha vitoriosa, nunca foram a pureza ea santidade da presença de Deus para ser esquecido. Quando o julgamento governamental de Deus caiu sobre a nação pecar de Midiã, aqueles que entraram em contato com seus corpos mortos eram para permanecer fora do acampamento até purificado (Números 19: 11-20).
Sua estadia fora e sua perda de privilégios geralmente desfrutado pelo povo de Deus pode ser apenas temporária, como números 9: 60-10 mostra, uma vez que os impedia de tomar a páscoa pela sua contaminação no primeiro mês foram autorizados, pela graça de Deus , para levá-la no segundo mês, mas sempre sob condição de a contaminação ser removido de forma adequada para a glória de Deus.
Finalmente, em Números 19, temos instruções de como - quando contaminada pelos mortos - homens deviam ser trazidos dentro do campo de acordo com a santidade divina. As cinzas de uma novilha vermelha morto e queimado eram para ser armazenada para este fim, alguns deles misturados com água corrente, eo líquido assim obtido tornou-se a água da separação que, quando misturado com o contaminado, conheceu a sua contaminação no próprio Deus caminho e fez a sua restauração à comunhão e de privilégio possível Este foi o curso normal, embora o nazireu (Números 6: 9-12) trouxe a sua oferta profanação de uma ordem diferente.
Deixando a consciência do leitor para ser exercida como Deus pode dirigir na aplicação detalhada destes princípios, sem dúvida, grave, talvez possível descobrir alguns aspectos gerais do seu significado.
O que faz a consideração deste assunto tão pesquisa é que temos em corrupção não o pensamento de pecados externos, os crimes contra o código moral, como a idolatria e injustiça para com o próximo, o que traria pena diretos e justos, mas o lembrete solene de desqualificação para a comunhão com Deus e comunhão com Seu povo fiel por associação ou entre em contato com o que o contamina.
Mesmo como indivíduos pesamos isso, podemos ver quão sensível do Espírito Santo dentro de nós deve ser o mais para o nosso ambiente e associações, seja na vida diária ou serviço cristão.
Mas no capítulo da lição é dada mais em conexão com o povo ou assembléia de Deus como um todo. Mas aqui era a unidade, para "o campo" composto todos eles Administrativamente havia tribos, e uma posição, um testemunho, um dever para cada um e todos. Religiosamente eram uma nação, no meio dos quais habitava o Senhor, seu Deus. E eu apresento ao leitor que
1) Israel não era bolsas de muitos, mas um,
 (2) que as condições de que a comunhão foram definidos somente por Deus, e
. (3) que Deus sempre esteve no meio deles sobre a jornada no deserto, para que nunca até o fim do mesmo essas condições podem ser alteradas ou suprimidas.
Sobre a sua conformidade parte a essas condições era imperativo. Mesmo que remidos, nenhuma alegria real, não há comunhão com Deus, foi possível salvar nessas condições que a Sua santidade necessário, e que Sua sabedoria prescrito. Se na seção leste do acampamento ou do Ocidente, tanto no norte ou no sul, a regra era a mesma, o leproso, aquele com o problema, a pessoa contaminada pelos mortos, foi excluído, ea exclusão durou tanto enquanto durou a contaminação. Se não fosse assim, a uma contaminado teria afetado todo o acampamento de Israel, e teria derrubado a disciplina do Senhor sobre todos eles. Sua presença não se limitou a contaminar a seção em que podiam tão injustamente permitir que ele ficasse, a todo o povo foram afetados por ela em qualquer de suas partes, ele foi encontrado. Assim, por um lado, a gravidade da indiferença em qualquer lugar; e, portanto, por outro lado, a loucura de qualquer seção do povo de Deus dizer ou pensar que a "sua" comunhão não está envolvido no fracasso geral. Todos estão envolvidos nela, e nenhum movimento de uma seção do povo de Deus para o outro nos tira da vergonha e tristeza ou nos alivia do julgamento governamental de Deus.
A pergunta pode ser feita, de que maneira isso pode lição sobre a santidade de Deus ser aplicada para nossa orientação, neste período da história da Igreja?
É claro que se nós considerarmos o povo de Deus como um todo, eles são vistos na Terra-a-dia, eles estão profundamente envolvidos na culpa, porque muito misturado com o mal quase todos os dias. A santidade que deveria ter marcado a Igreja como lugar de habitação de Deus é trocado por um estado no qual podem ser encontrados contaminação em cada esquina e em cada forma. Não só é a instrução simples e clara da Palavra de Deus para a assembléia cristã anulada ou ignorada, mas o homem tem substituído sua vontade e forma como as coisas de Deus até que é questionável se os apóstolos reconhecem a "profissão de fé cristã", como o cristianismo em todos Então, terrivelmente é a impureza ligada nele que aquele que seria o sonho de purificar o todo é um sonhador de fato, e embora de forma relutante, o cristão pode ter sido a admitir o esmagamento de todas as suas esperanças, uma vez brilhante, ele vem para ver - se ensinadas pelo Espírito e através da Palavra - que o julgamento governamental de Deus cairá sobre a cristandade como uma profissão na terra, tão certo como ela caiu em Israel na carne em dias passados. Como testemunha de Deus na Terra, a cristandade está condenada (1 Pedro 4: 17, Jude, Rev. 3 e Rev. 17).
No entanto, mesmo no final a palavra de Deus tem-nos aplaudiu, mostrando que tudo o que é vital permanece e permanecerá. Não um verdadeiro crente vai estar ausente no "finale" grand quando Cristo vier. Além disso, o Espírito Santo permanece com a gente agora, e vai fazer até o fim; Cristo em glória permanece, acessível a todos os que o invocam, de coração puro, ea palavra de Deus seja preservada para nós, falando para nós, pois faz de toda a verdade do nosso chamado do alto em Cristo Jesus, e sempre apontando para nós a maneira pela qual podemos caminhar de forma a ter a aprovação do Senhor, e desfrutar de comunhão ainda com Pessoas Divinas e uns com os outros. Além disso, assegura-nos que, se apenas dois pode limpar-se de todos os interesses divergentes, e ser na verdade (e não apenas nominalmente, mas na verdade) se reuniram ao seu nome, sua presença é garantida. Mas se assim for, então a lição da santidade de Sua presença deve ser aprendida e praticada, ou então nenhum grupo de indivíduos nenhuma empresa, mas o medo de dizer o Senhor está entre eles. His Sua presença impõe condições, e onde as condições não são mantidos apenas significa julgamento. Nós não podemos acoplar o santo nome com a independência ou licença ou descuido de qualquer tipo. Que cada leitor, então, definitivamente, recusar-se a fisionomia que a corrupção em seu próprio ambiente que é incompatível com a santidade de Deus e olhar para a empresa de qualquer santo que também procura a graça de ser livre para a vontade de Deus e prazer e sua oração conjunta eo exercício e serviços podem ser um meio que Deus vai usar para salvar os outros com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada pela carne. Não sejamos daqueles que imaginam que para sair de denominações e de repudiar um nome sectário é a mesma coisa que ser reunidos para o Nome do Senhor e com a certeza da Sua presença. Este último - Sua presença - só pode ser ligado com a condição de ser congregado ao seu nome, e que implica a auto-julgamento em que o indivíduo que leva à remoção de todas as impurezas. Presença de Jeová não pode estar associado a corrupção nos dias de antigamente, nem pode a presença do Senhor ser apreciado onde contaminação é permitido hoje.

Bp Luis Sousa 

Título – “A Mente Espiritual........”Texto – Colossenses 3:1-4

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INTRODUÇÃO
1.    Somos seres humanos em guerra. Não uma guerra contra o próximo, mas contra o diabo, e principalmente, contra nós mesmos. A todo instante surgem novas tentações que querem nos desviar da vontade do nosso Deus. A mente é um dos alvos dos nossos inimigos. É nela que são formuladas as estratégias que em seguida se tornarão em prática.

2.    A mente espiritual é aquela que recebemos através do Espírito Santo. Por ela transcedemos essa existência até a santidade de Deus. Paulo identificou o “alto” (entende-se: a presença de Deus) como sendo o lugar onde a mente espiritual deve estar (Cf. vv. 1-2). Ela faz oposição a natureza terrena.

3.    A natureza terrena não consegue se elevar até o céu. Seu deleite está nos prazeres do pecado. Ela também é chamada “velho homem” (v. 10). Todo homem que vive segundo ela é seu escravo. O pecado cria iscas para atrair a mente espiritual. A prostituição, impureza, paixões carnais, desejos malignos e a avareza, são exemplos das armadilhas para o novo homem.

4.    O novo homem possui a mente de Cristo (Cf. 1 Coríntios, 2:16). Por ela fazemos morrer os desejos terrenos que nos afastam de Deus.

Precisamos está consciente da atuação da mente espiritual e da natureza humana. Paulo elucida para nós a mente espiritual.

I. A MENTE ESPIRITUAL É RESULTADO DA NOSSA RESSURREIÇÃO EM CRISTO (v. 1 “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado a direita de Deus”).

5.    É impossível alguém que não ressuscitou com Cristo desejar as coisas dos céus. Paulo parece ter em mente que o pré-requisito para se buscar as coisas dos céus é a ressurreição de Cristo. Em Efésios, 2:5 ele nos revela que: “[...] estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo”. Ressuscitamos em novidade de vida juntamente com Cristo. Essa nova vida opera em nossas mentes para a glória de Deus.

6.     A ressurreição com Cristo não é uma persuasão humana, mas fruto de uma ação sobrenatural operada pela fé no coração do homem. O convencimento do homem acerca do mal pode ocorre sem a operação do Espírito. Por exemplo: alguém pode ser convencido que a prostituição é um grande mal sobre a sua vida, todavia não se guardará dela visando a glória de Deus.

7.    Quem deixa de praticar o pecado desejando apenas o melhor para si, não tem a mente espiritual. Esta é nos dada para a glória do Pai. Pela fé não pecamos para a glória de Deus e não apenas para o nosso bem estar.

II. A MENTE ESPIRITUAL SERÁ REVELADA NA REVELAÇÃO DE CRISTO (v. 3 “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestado com ele, em glória”).

8.    A mente espiritual anseia pela vinda de Cristo, pois naquele dia sua vida será manifestada a semelhança dele. Deus mostrará a todos que a nossa vida era a vida que vinha de Cristo. Foi com essa aspiração que Pedro disse ser: “[...] testemunha do sofrimento de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada” (1 Pedro, 5:1). A nossa mente será participante da glória de Cristo na revelação da sua vinda.

9.    Embora a vinda de Cristo seja um evento futuro, os seus efeitos já podem ser visto no presente. A santidade, que é conseqüência da mente espiritual em nós, revela ao mundo o que é e o que será o reinado de Cristo sobre o seu povo. Um reino de santidade, onde o serviremos e nos deleitaremos em sua glória. É preciso pensar o que Cristo pensa, para isso devemos elevar as nossas mentes até os seus desejos e pensamentos, buscando a sua vontade aqui na terra.

CONCLUSÃO

A mente do cristão é espiritual. Não podemos escravizá-la àquilo que é terreno e que não nos dá vida em Deus. Para que pudéssemos ter vida, Cristo morreu por nós nos dando nova vida em sua ressurreição. Portanto, vivamos pela mente espiritual que recebemos pelo poder da sua ressurreição. Lance fora as algemas da mente carnal e viva segundo o homem espiritual para a glória de Deus. Amém!

Bar Mitsvá (significado de imposição das maos)

Bar Mitsvá

Em tempos proféticos de restauração, é necessário refletirmos sobre a cultura bíblica, pois, muitas pessoas ao anunciarem o evangelho de forma transcultural não sabem o risco em que estão pondo a essência do evangelho. Ao anunciar o evangelho é necessário deixar claro que, o que deve ser feito, é a contextualização do evangelho à uma cultura e não a transculturalização do mesmo. O evangelho tem uma cultura própria, uma cultura que D-us deu a um povo no cume de um monte. As nações do mundo têm suas raízes em culturas politeístas e estranhas; mas Israel não, sua cultura gira em torno do culto ao D-us de Abraão, Isaac e Jacó e não a divindades indígenas, helênicas ou babilônicas. Por outro lado, é claro que nem tudo que tem há na cultura judaica é bíblico; mas basicamente existem princípios na cultura de Israel que talvez não foram ordenados na Bíblia, mas que possuem princípios bíblicos para sua prática. Nenhuma cultura do mundo põe uma Kipá (que não foi ordenado na Bíblia) para declarar sua submissão ao D-us Único e Verdadeiro (ADONAI); nenhuma cultura do mundo ensina a uma família que se deve levar um filho aos seus 13 anos para lhe impor as mãos, abençoando-o e liberando-o para se tornar um Filho do Mandamento. Somente o povo de Israel faz isto. E estes costumes devem ser analisados, pois o próprio Yeshua (Jesus) praticou tradições judaicas que nunca foram ordenadas pelo Tanách (Antigo Testamento), mas que eram verdadeiros costumes do próprio povo judeu, que se tornaram instrumentos de Bênção para a Nação de Israel. Exatamente sobre uma destas tradições é que iremos comentar agora: A cerimônia do Bar ou Bat Mitsvá e (Filho ou Filha do Mandamento).

Bar Mitsvá

Bar Mitsvá quer dizer literalmente Filho do Mandamento. Trata-se de uma cerimônia judaica em que um menino (ou menina aos 12) ao completar 13 anos de idade, é levado geralmente para uma sinagoga, onde este é abençoado publicamente por seus pais, que o declaram independente religiosamente, ou seja, que a partir deste ato, o menino tem responsabilidade própria diante de D-us da prática dos mandamentos e de Sua própria santidade. É como relata a tradição oral dos judeus: "... aos treze anos já está sujeito ao cumprimento dos mandamentos [mitzvot]"(Pirkêi Avót Ética dos Pais). É interessante notar que este ato tão belo e emocionante, remonta a tempos bem remotos, pois a tradição de abençoar um filho vem dos tempos patriarcais: "... tomou Yosef (José) a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e a Manasses na sua esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele. Mas Israel estendeu a mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o mais novo, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manasses, cruzando assim as mãos, não obstante ser Manasses o primogênito... Assim, os abençoou [Yaakov - Jacó] naquele dia, declarando..."(Gn. 48:14,15 e 20). Vê-se também o valor que Yaakov (Jacó) dava à bênção de seu pai na disputa pela primogenitura com seu irmão Esaú: "Respondeu Yaakov (Jacó) ao seu pai: Sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me ordenaste. Levanta-te, pois, assenta-te e come da minha caça, para que me abençoes" (Gn. 27:19). Mas o que havia (ou há) de tão valioso em um ato que parece ser tão simples? Para que haja uma melhor compreensão, deste ato vamos analisar o profético significado da palavra abençoar.

[1]Abençoar, em hebraico se diz Barách (&rb) palavra que também pode significar: conceder poder à alguém para ser bem sucedido e próspero. Além disso , pode significar bendizer, presentear, agraciar bem, “fazer ajoelhar”.. Esta última definição é interessante, porque faz referência direta ao ato de ajoelhar-se para receber uma bênção. Isto se deve ao fato de que ao ajoelhar o Bar Mitsvá, ele expressa perante o Eterno a sua absoluta submissão a D-us e ao que está abençoando, pois é notório que devemos prestar submissão às nossas autoridades, ainda mais ao sacerdócio patriarcal de um pai de família.

É interessante notar também que o termo ‘Bar’ [rb] filho, tem uma semelhança com a palavra Barách: à rb(filho) e &rb (abençoar); a diferença está em uma letra hebraica. Concluímos com isto que, até etimologicamente a relação Bênção à Filho é estritamente compatível. Os filhos existem para serem abençoados, para ajoelharem-se reconhecendo o Senhorio de Adonai, bem como a autoridade patriarcal de uma família que o ama, e para que este seja o alvo prioritário de todas as bênçãos de D-us.

Vale ressaltar as interessantes variantes do termo hebraico [Br - rb]: Bar – puro, Bar – trigo, Bár – campo aberto, Bor – pureza, Bôr – “sabão”. Ou seja, D-us quer que nossos filhos sejam puros e limpos. A cerimônia de Bar Mitsvá declara sobre o mancebo uma benção para que este mantenha puro os seus caminhos no Senhor como diz o Salmo 119:9: "De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a sua palavra" . Vemos novamente uma relação no hebraico: rbd (Davar = Palavra)

Com “Bar” (observe a terminação em negrito...), ou seja, o Bar Mitsvá é um convite para ajoelhar-se em reconhecimento à autoridade do Eterno; é um convite para ser puro e frutífero e, principalmente, observar a Palavra do D-us de Israel.

Alguns Detalhes sobre a Cerimônia no Judaísmo

No Judaísmo o Bar Mitsvá é uma grande festa. Toda criança judia anseia por este dia, quando, finalmente, o menino judeu se tornará um “homenzinho” e receberá a bênção de seu pai. Neste dia, o Bar Mitsvá recebe presentes de amigos e parentes, veste uma roupa nova e perante toda a Congregação ele lerá pela primeira vez, em hebraico, o Rolo da Torá como Maftír[2]. Em algumas comunidades tem-se o costume de convidar o Bar Mitsvá para fazer uma (Drash) prédica. Alguns judeus da Diáspora costumam subir a Jerusalém para celebrar esta festa no que sobrou do Templo, o HaKôtel HaMaaraví ou Muro Ocidental (Muro das Lamentações). E a bênção tradicional costuma ser: "Bendito sejas, que me isentaste da responsabilidade deste. Aquele que abençoou a nossos pais Abraão, Isaac e Jacob, abençoará (o nome do filho), filho de (o nome do pai), porquanto subiu à Torá em honra de D-us... Em função disto, o Santo, Bendito Seja Ele, guardá-lo-á e livrá-lo-á de toda angústia e aperto, e de toda ocorrência e enfermidade, e mandará bênção e sucesso em todos os seus atos junto a todos seus irmãos de Israel; e digamos amém"(Sidúr Completo pág. 358 - Ed. Sefer). Neste momento, todos se alegram, pois o menino acabara de transferir sua dependência espiritual que era paterna até este momento, à dependência de Adonai. Momento sublime este quando os pais entregam seu filho ao D-us Único, transferindo para ele o maior presente de Bar Mitsvá: O ETERNO!

Yeshua, celebrou o Bar Mitsvá?

Foi baseado nestes princípios milenares que, o maior judeu do mundo, Yeshua Bar Yosef (Jesus, filho de José) fez seu Bar Mitsvá. Yeshua não foi um cristão, nem se quer existia este termo em sua época. Na verdade, ele tinha uma vida piedosamente judaica, e, como jovem judeu, ao completar seus 12 anos, ou seja, entrando nos 13, Yeshua com seus pais não perderam a oportunidade da celebração de uma das 3 Festas de Peregrinação (Dt.16:16), naquela ocasião, a Páscoa. É bem provável que seus pais aproveitaram o momento para que fosse celebrado seu Bar Mitsvá como diz a Palavra: "Ora, anualmente iam seus pais a Jerusalém, para a Festa de Páscoa. Quando ele completou os doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa" (Lucas 2:41 e 42). Assim sendo, observe o que disse o versículo anterior: "Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de D-us estava sobre Ele (v.40). A maturidade de Yeshua estava exigindo seu Bar Mitsvá, mesmo antes da cerimônia propriamente dita, ele já mostrava traços de autonomia espiritual, pois a ‘graça de D-us repousava sobre Ele.

E esta ‘Graça’ especial foi externada de maneira ainda mais clara no momento de sua ‘Drash’ (pregação sobre a Toráh) como diz os versos 46-48a: "Três dias depois, o acharam no Templo, assentado no meio dos doutores [estudiosos da Torá], ouvindo-os e interrogando-os, e todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas. Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados..." . Agora ele estava liberado espiritualmente de seus pais, e quando estes lhe questionaram por que havia desaparecido, este lhes perguntou: "... Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lucas 2:49). Resumindo: É bem possível que Yeshua fez seu Bar Mitsvá, seus pais declararam como na bênção tradicional: "Bendito sejas, que me isentaste da responsabilidade deste". Ele debateu com os sábios da Torá no modo judaico de discussão “interrogando-os”, e seus pais quando o encontraram, questionaram seu desaparecimento, este simplesmente requereu seus direitos de Bar Mitsvá, sua espiritualidade é de responsabilidade agora do PAI ETERNO “... me cumpria estar na casa de meu Pai” (v.29).

É impossível negligenciarmos estes princípios, que são judaicos, mas acima de tudo bíblicos e, por isso, dando-nos lições maravilhosas. Todos os discípulos do Messias, judeus ou gentios, devem ter estes princípios em suas vidas, nossos filhos são do Eterno, a Ele pertence a autoridade. É claro que isto não exclui a responsabilidade educacional dos pais, mas, deve-se abençoar profeticamente aos nossos filhos para que eles sejam bem sucedidos em tudo quanto eles fizerem.

Termino com a palavra de ânimo de Shaúl HaShalíach (Paulo, o Apóstolo do Messias) ao judeu Timóteo, com certeza trazendo em lembrança a cerimônia de Bar Mitsvá do mesmo: “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé no Messias Yeshua” (II Tm 3:14 e 15).

Para nós judeus messiânicos é claro seguir a tradição do Bar Mitsvá. Mas, os gentios cristãos podem seguí-la? Cremos que sim. Podemos citar pelo menos dois motivos: Primeiro, todos os cristãos devem seguir as boas tradições, quer sejam elas orais ou escritas como diz Paulo ( 2Tim 2:16). O Bar Mitsvá é uma boa tradição, quando o pai abençoa o filho, liberando-o para que o mesmo seja bem sucedido e próspero; segundo, a Igreja gentílica foi enxertada na Oliveira que é o Israel de D-us. Assim, ela participa e é co-herdeira das bênçãos e promessas de nosso pai Abraão, participando da mesma raiz e seiva desta oliveira ( Gal 3:29 e Rom 11:17).

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[1] Para maiores detalhes do termo ‘abençoar’ adquira o volume 12 da Revista Ministério Ensinando de Sião, a matéria “Restaurando Palavras ‘Barách’”, matéria escrita pelo Reb Marcelo M. Guimarães.

[2] A última pessoa a ler a Torá é o Maftír e o mesmo é também convidado para a leitura da porção sabática dos profetas. (A 7.ª Pessoa a fazer Aliá LeTorá – Subida ao Rolo da Torá).

sábado, janeiro 14

A volta ao Lar de um filho pródigo



Através da prática da observação sem escolhas, do testemunhar sem resistências, da sutil e atenta escuta de nossos pensamentos, sentimentos e sensações corporais, vamos nos tornando profundamente conscientes do falso e, através dessa consciência do falso, ocorre sem esforço de nossa parte, o processo de descondicionamento mental, sem o qual, torna-se impossível a manifestação do "Caminho do Retorno" ao nosso estado original de Consciência Pura, não contaminada pela excessiva exposição a ação da rede do pensamento coletivo. Esse é o processo de "Volta ao Lar", o prodigioso processo do "Filho Pródigo". Nesse processo, toda forma de apego se dissolve e, com eles, toda manifestação de ansiedade, medo e sensação de separatividade. Nesse processo retornamos à nossa originalidade esquecida, ao nosso tão sonhado "Eldorado", à nossa tão esperada "Terra Prometida". Esse processo de volta ao lar, este caminho de retorno é o processo da retomada da consciência; não se trata de um processo de evolução da consciência, uma vez que, a consciência, em si, já É O Que É. Ela sempre esteve ai, apenas, devido a nossa ignorância, permaneceu encoberta pela identificação ilusória com a herdada e disfuncional rede de condicionamentos coletivos, com o ego social. Essa observação sem escolhas, assemelha-se a um descascar de cebolas, onde, no reconhecimento de cada camada de condicionamento, uma casca é retirada. Se somos sérios, se temos a necessária paixão, apesar das lágrimas, a essência — que não pode ser presa pelo mundo das aparências —  se manifesta aos nossos sentidos e para além deles, Naquilo que somos em nossa real natureza. Na sutil escuta atenta — que se dá não através de nossos ouvidos físicos, mas sim através de nossos ouvidos espirituais — O Que É se manifesta e, nessa manifestação, todo falso se dissolve. A volta ao lar, o caminho do retorno é o constato consciente com a consciência que somos, com a Consciência Real. Quando esta escuta começa a se manifestar com clareza, nos tornamos conscientes da instalação de um estado de harmonia interior — nunca antes vivenciada — a qual se reflete de modo natural, sem esforço algum de nossa parte, em nossas relações com o exterior. Através dessa escuta, somos tocados por uma graça que nos propicia uma ilimitada, amorosa e desprendida capacidade de visão, a qual nos liberta de nossos antigos e recalcados apegos e preconceitos, que nos mantinham num labirinto de posturas defensivas, resultantes de nossas ansiedades e medos.

Fonte: http://historiasparacuidardoser.blogspot.com/