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quarta-feira, novembro 30

FALAR EM LINGUAS ..Contextos

                            FALAR EM LINGUAS ..Contextos

Paulo disse: "Então, as línguas não são um sinal para os crentes, mas para os incrédulos. Profecia. No entanto, não é para os incrédulos, mas para os crentes" (I Coríntios 14:21,22). Pauol não quer dizer que as línguas não são destinadas para os crentes? Para responder a esta pergunta, devemos examinar o contexto imediato deste versículo:

21 Está escrito na lei: Por homens de outras línguas e por lábios de estrangeiros falarei a este povo; e nem assim me ouvirão, diz o Senhor.
22 De modo que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos; a profecia, porém, não é sinal para os incrédulos, mas para os crentes.
Primeiro Coríntios 14:21 é uma citação de Isaías 28:11. Paulo citou este verso para ilustrar o ponto que ele estava tentando fazer. Foi a partir da passagem de Isaías que Paulo concluiu que falar em línguas era um sinal para os incrédulos. A fim de entender a declaração de Paulo, então, precisamos examinar o contexto de Isaías 28, porque Paulo inspirou-se em seu sentido para derivar seus próprios ensinamentos para a igreja em Corinto.
Israel havia quebrado sua aliança com o Senhor, caindo em idolatria. Os sacerdotes eram bêbados. Deus tinha tentado muitas vezes para trazer Israel de volta para uma relação de aliança com ele direito, mas não queria dar ouvidos ao Seu chamado, e foram espiritualmente removidos da presença dEle que Ele não conseguiu transmitir sua mensagem. Em Isaías 28:2-6 encontramos Isaías profetiza que o exército assírio iria invadir Israel e arrebatam-los. Uma vez que os sacerdotes e profetas de Israel haviam se tornado os bêbados, eles não estavam espiritualmente capazes de escutar a voz de Deus, e assim foram tomar más decisões (v. 7). Que mensagem Deus poderia transmitir para os sacerdotes e profetas se eles não tinham num relacionamento correto com Ele para ser capaz de ouvir a Sua voz? Ele pode conseguir comunicá-la aos que estavam em um estado de infância espiritual (v.9)? Deus só poderia dar-lhes pequenos pedaços e pedaços de Sua vontade, porque eles eram tão espiritualmente imaturos (v.10). 1 Porque Deus não poderia comunicar sua mensagem a Israel qualquer outra forma, Ele enviaria os de outra língua (língua) para retransmitir a mensagem (v.11). Estes mensageiros eram nada mais nada menos que o exército assírio. A mensagem que eles estavam a entregar a Israel não era outra senão que tinha quebrado a sua aliança com o Senhor. Deus quer ter certeza de que receberam Sua mensagem, permitindo-lhes ser derrotados por outra nação. Foi através das línguas estrangeiras que Deus falasse ao Seu povo.
De que forma Deus iria comunicar sua mensagem através da língua assíria? Os israelitas seriam levados cativos pelos assírios para sua própria terra. Toda vez que os israelitas quiseram ouvir os assírios falar na língua assíria seria lembrá-los que eles foram derrotados e levados cativos por causa de sua incapacidade de amar o Senhor e guardam a sua aliança.
Deus relembrou aos israelitas como Ele ofereceu-lhes descanso e refrigério quando seus inimigos atacaram e outra vez, não O ouvriam. Mantiveram seus pecados. Portanto, Deus não era mais capaz de mantê-los no estado de repouso (v.12) Porque o Senhor só podia falar com os israelitas por pedaços e não conseguia Sua mensagem  é toda dirigida a eles, os israelitas cairiam para trás , enlaçados, e levados cativos pelos assírios (v.13).
Como a profecia tinha afirmado, os assírios invadiram Israel e destruiu-a, tendo levado cativo os israelitas. A maioria dos israelitas ainda não se arrependeram, mas definitivamente mais receberam Sua mensagem. Em vez de se arrepender, eles simplesmente se acostumaram aos assírios, e até começou a casá-los e ter filhos por eles.
Tendo agora estabelecido o significado de Isaías 28:11, vamos examinar o uso de Paulo deste texto em sua carta aos Coríntios.
Observe o paralelo de I Coríntios 14:20 a Isaías 28. Paulo disse aos coríntios para não ser como crianças, ou imaturos, (como Israel foi, que precisava de linha após linha, um pouco aqui há um preceito, pouco sobre preceito), mas para ser maduro. No versículo 22, usando o princípio de Isaías 28:11, Paulo disse: "Assim também as línguas são um sinal para os incrédulos de hoje." 2 Lembre-se, Deus disse a Israel que com os homens que falam outras línguas, Ele iria comunicar a Sua mensagem. Paulo, portanto, diz que as línguas servem a um propósito similar hoje. Quando um incrédulo ouve um crente falando em línguas, é um sinal para o incrédulo de sua rejeição de Deus, e servirá para condená-los no dia do juízo. Deus irá responsabilizá-los por sua incredulidade, porque Deus espera que o sinal, e prevista para o sinal de línguas para convencê-los e fazê-los acreditar e ser convertido, o falar em línguas próprias. Note que até mesmo Jesus conectado falar em línguas com um sinal em Marcos 16:17.
Deus espera línguas para convencer o incrédulo porque falar em línguas que nunca foram aprendidas não pode ser falsificado e, portanto, não pode ser negada por descrentes. É possível um milagre falso, profecia ou palavra de conhecimento. Não se pode, no entanto, falar em línguas que falso não sabem naturalmente, sem ser óbvio.
Deus nos deu línguas como a evidência de receber o Espírito Santo, para que os incrédulos venham a acreditar quando ouvem os crentes falando em línguas. Se eles não acreditam que Deus vai usar sua experiência para condená-los em juízo por não acreditar.
Que as línguas servem ao propósito acima não significa que as línguas não são para os crentes também. Concedido, se os crentes não deviam falar em línguas, como poderiam os  incrédulos ouvirem  falar línguas, a fim de ser convencidos de sua rejeição de Deus? Obviamente os incrédulos não serão os únicos a falar em línguas .. Deve ser os crentes que estão falando em línguas. Além disso, a declaração de Jesus que as línguas se acompanhar aqueles que crêem se tornaria uma contradição (Marcos 16:17). No entanto, outro ponto de trazer para fora é que imediatamente após a declaração de Paulo de que as línguas são para os incrédulos, ele observou que a profecia é para os crentes, não crentes (v. 22). Mas então Paulo passou a mostrar como profecia serviria para a conversão dos incrédulos (vs. 23-25). Se tomarmos a declaração de Paulo de que as línguas são apenas para os incrédulos para significar que as línguas não servem de nada para os crentes, então devemos também considerar a declaração de Paulo cobertor sobre profecia no versículo 22 para dizer que a profecia não serve para nada para os incrédulos. O contexto do versículo 22, no entanto, torna ambas as posições insustentáveis. Há um contexto maior para o versículo 22 que devemos levar em consideração em nossa interpretação.
No mesmo capítulo que encontramos Paul fazendo a afirmação de que as línguas são para os incrédulos, ele também faz várias declarações que indicam claramente que as línguas são para os crentes: línguas e interpretação servem para edificar a igreja (I Coríntios 14:27-28); o indivíduo que fala em línguas edifica a si mesmo (14:4); Paulo, um crente, orou e cantou em línguas (14:15), para dar graças em línguas é para dar graças também (14:17); Paulo agradeceu a Deus ele falou em línguas mais do que o Corinthians (14:18); línguas não devem ser proibidas entre a igreja (14:39). Todos esses versículos descrevem as línguas dos crentes. Se as línguas não eram para os crentes, mas somente incrédulos, então a maioria de I Coríntios 14, seria um erro.
Em conclusão, no verso 22 Paulo se concentra no fato de que o sinal de línguas não serve para convencer o crente, mas sim o incrédulo. Como Jesus observou, no entanto, aqueles que passaram a acreditar teria, então, o sinal de línguas seguindo-os.

Deus abençoe

Obras da Carne & Frutos do Espírito


 Obras da Carne & Frutos do Espírito

“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gl 5.19-23

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE.

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17).

As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do
reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9).

O FRUTO DO ESPÍRITO.

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

O fruto do Espírito inclui:

(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

sexta-feira, novembro 25

ENCONTRADAS AS DEZ TRIBOS PERDIDAS --Estudos Judaicos

ENCONTRADAS AS DEZ TRIBOS PERDIDAS

Por Asher Intrater


O reino de Israel atingiu seu auge na época de Davi e Salomão, aproximadamente 1000 anos antes do tempo de Yeshua. Durante o reino do filho de Salomão, Roboão, as dez tribos do norte de Israel se separaram de Judá e Benjamim. Desse modo, o reino foi dividido em tribos do norte em Israel e tribos do sul em Judá.
Esta divisão tornou-se o objeto da esperança messiânica de serem reunificadas pelo futuro Messias (Ezequiel 37:12). Há também um sentido simbólico de que as tribos do norte representem a igreja internacional, enquanto as tribos de Judá representem o povo judeu e a nação de Israel. Todavia, esses dois pontos de vista são proféticos e simbólicos, não históricos ou genealógicos.

As tribos de Israel ao norte foram levadas ao exílio pelos assírios no século oitavo AC, e as tribos de Judá ao sul foram levados ao exílio durante o século sexto. A Bíblia registra que, após o exílio, Judá voltou para a terra de Israel durante o século quinto AC.

Uma vez que não há uma descrição maior da restauração das tribos do norte, muita especulação e curiosidade têm surgido no decorrer dos anos com relação à pergunta: “Onde estão as dez tribos perdidas?”
Uma tendência interessante, contudo perigosa, é que muitos grupos de seitas cristãs alegam ser descendentes das dez tribos do norte. Isso abrange desde grupos do Japão aos nativos americanos. Existem alguns elementos no Mormonismo e nas Testemunhas de Jeová que fazem reivindicação semelhante. Isso já chegou a afetar até mesmo partes do movimento Sionista Cristão.

A verdade é que não existem dez tribos perdidas. Na ocasião da divisão do reino e dos exílios, uma determinada porcentagem de cada uma das tribos do norte desceu e fixou residência na área de Judá. Depois desse tempo, o nome Judá ou Judeus referia-se não apenas à tribo específica de Judá, mas também à tribo de Benjamim, os Levitas e o remanescente de todas as tribos do norte.

Não existem dez tribos perdidas. Todas as tribos de Israel estão incluídas no que hoje chamamos o povo judeu. Existem sete evidências bíblicas básicas que provam essa posição.



O RESTO DE ISRAEL EM JUDÁ (II CRÔNICAS)



O livro de II Crônicas registra diversas vezes que os membros das tribos do norte imigraram para Judá depois da divisão do reino. Isso ocorreu logo depois do momento da divisão.
II Crônicas 10:16-17 diz: “Então, Israel se foi às suas tendas. QUANTO AOS FILHOS DE ISRAEL, PORÉM, QUE HABITAVAM NAS CIDADES DE JUDÁ, sobre eles reinou Roboão.”
Não poderia ser explicado mais claramente que existiam membros das tribos israelenses vivendo no território de Judá. II Crônicas 11:3 declara que Roboão era o rei não apenas de Judá, mas de TODO o Israel em Judá e Benjamim. II Crônicas 11:16-17 afirma que os membros de TODAS as tribos de Israel que eram leais a D-us desceram a Jerusalém e fortaleceram o reino de Judá.
II Crônicas 15:9 nos conta que durante o reavivamento do Rei Asa existiam “muitos de Israel” que vieram para Judá. II Crônicas 24:5 fala dos membros reunidos de todas as tribos de Israel. II Crônicas 30:21 e 25 fala dos filhos das tribos israelenses que vieram para Judá durante o tempo do Rei Ezequias. II Crônicas 31:6 fala novamente dos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá.
II Crônicas 30:10 faia dos membros das tribos de Efraim, Manassés, Zehulom e Aser vindo para Jerusalém. II Crônicas 30:18 também menciona a tribo de Isacar. II Crônicas 34:6 acrescenta a isso membros de uma lista dc tribos de Simeão e Naftali. II Crônicas 34:9 afirma claramente que existiam membros de ‘TODO O RESTO DE ISRAEL”, que estavam vivendo em Jerusalém depois do período de exílio assírio. II Crônicas 35:3 menciona novamente que existiam membros de “todo o Israel” que faziam parte de Judá. 



EXÍLIO RESTAURADO (ESDRAS E NEEMIAS)



Depois do exílio babilônico, a nação de Israel foi restaurada sob a liderança de Esdras e Neemias. Nesses livros encontram-se vastos registros. O fato de que existiam cuidadosos registros genealógicos prova que não apenas eram os israelitas do norte parte da restauração, mas também que mantinham registros de suas famílias e sabiam a que tribo pertenciam.

Esdras 2:2 começa com os registros do “numero dos homens do povo de ISRAEL”. Esse mesmo capítulo 2 de Esdras declara que o povo tinha registros genealógicos específicos não apenas com relação à qual das tribos do norte eles pertenciam, mas também a que família pertenciam: “provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel.”
Aqueles que possuíam registros, mas não estavam perfeitamente documentados, eram desqualificados e tinham de esperar por uma verificação sobrenatural por Urim e Tumim (se eles aparecessem). Isso prova o quanto meticulosos e bem documentados eram os registros de famílias em sua maioria (Esdras 2:62-63). Esdras 2:70 fala novamente de “todo” Israel que habitava em Judá depois da restauração de Esdras e Neemias.

Esdras 6:16 e 21 fala especificamente dos “filhos de Israel que tinham voltado do exílio”. Esdras 7:7, 9:1, 10:1 e 10:25 fala do problema que os israelitas tiveram com os casamentos com povos de outras terras.

Neemias 7:7-73 repete a genealogia das tribos israelitas que foi registrada em Esdras 2. Neemias 9:2, 11:3 e 11:20 fala do “restante de Israel em todas as cidades de Judá”. Neemias 13:3 fala de separação dos gentios, de forma a não haver confusão nos registros genealógicos de Israel. 



O TESTEMUNHO DE ANA (LUCAS 2)



Em Lucas 2:36 a profetisa Ana é relacionada como proveniente da tribo de Aser, uma das tribos mais ao norte e menos povoada de Israel. Em outras palavras, temos uma declaração clara no Novo Testamento de que as pessoas que eram consideradas judias no tempo de Yeshua incluíam pessoas das dez tribos do norte de Israel, e que elas possuíam documentação genealógica com respeito a quais tribos pertenciam.
Como poderia a tribo de Aser, por exemplo, estar perdida” 700 anos antes de Yeshua, se Ana conhecia sua descendência de Aser durante a época do Novo Testamento?


YESHUA E OS APÓSTOLOS
(EVANGELHOS E ATOS)



Yeshua ministrou por toda a terra de Israel. Levou em conta o povo judeu desse lugar. Em todos os seus discursos, pressupõe-se que Ele estava falando a todos os descendentes de Israel. Yeshua nunca mencionou a possibilidade de haver algum outro grupo ou alguma tribo perdida de Israel circulando em alguma parte.
Na pregação aos judeus do primeiro século, Yeshua disse que Ele foi chamado para “procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 10:6).

Da mesma forma, os apóstolos se dirigiram às multidões de judeus no primeiro século, presumindo que eram todos descendentes de Israel. Em Atos 2:22 Pedro se volta para os “judeus” que viviam em Jerusalém e se refere a eles como “varões israelitas”. Pedro conclui seu sermão dirigindo-se à multidão como “toda a casa de Israel” (Atos 2:36). Em outras palavras, aos olhos de Pedro, o povo judeu no primeiro século incluía todas as tribos de Israel. Pedro manteve essa forma de abordar as pessoas, como “toda a casa de Israel”, em seus outros discursos (Atos 3:12, 4:8,4:10,4:27,5:21,5:31,5:35, 10:36).

Paulo também se dirigiu aos judeus do primeiro século como “varões israelitas”. Continuou a se referir aos judeus como israelitas em todas suas mensagens (Atos 13:23-24, Atos 21:28, Atos 28:20).
Os doze discípulos eram vistos como futuros líderes para “se assentarem nas doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28).


AS DOZE TRIBOS DE TIAGO


A carta de Tiago é endereçada às “doze tribos que se encontram na Dispersão” Tiago 1:1.
Ele não está se referindo a algumas tribos perdidas, mas ao público de judeus dispersos que acreditavam em Yeshua no primeiro século. O mesmo argumento é verdadeiro, conforme observamos a carta aos Hebreus. o grupo aqui chamado “Hebreus” não era alguma tribo de japoneses ou nativos americanos, pelo contrário, tratava-se do povo judeu do primeiro século.


O REMANESCENTE DE ISRAEL (ROMANOS 9-11)



Este argumento possui importância específica quando observamos as promessas de restauração do remanescente de Israel, referido no livro de Romanos, Capítulo 9 a 11. Aqui Paulo expressa sua oração para que os filhos de Israel sejam salvos (Romanos 9:14, 10:1-4). Esse remanescente a ser restaurado é o remanescente bíblico de Israel que cumpre as profecias. Eles são as mesmas pessoas que rejeitaram Yeshua no primeiro século. Não foi alguma tribo perdida que O rejeitou, porém os judeus que viviam em Israel naquela ocasião. Paulo declara que D-us não rejeitou o povo de Israel (Romanos 11:1). Há um remanescente de Israel pela graça (Romanos 11:5). “O que Israel não conseguiu, a eleição o alcançou.” (Romanos 11:7). A transgressão de Israel significou a salvação das nações dos gentios (Romanos 11:11). Seu restabelecimento será a ressurreição dentre os mortos (Romanos 11:12, 15).

O texto inteiro de Romanos 9-11 apenas faz sentido se estiver falando a respeito do povo que conhecemos hoje como o povo judeu. Se alguém pensar que está se referindo aos Mórmons, ou Testemunhas de Jeová, ou aos Sionistas Cristãos, ou a algum outro grupo de povo nativo, o significado todo da passagem estará perdido. Esse ponto de vista irá destruir as promessas de D-us para Israel, o propósito do evangelismo em Israel, e o significado da reconciliação entre Israel e a igreja no final dos tempos.


VISÃO DOS CULTOS



Não é uma coincidência que tantos cultos chegaram à conclusão de que eles sejam de uma das dez tribos “perdidas” de Israel. Esse ponto de vista está confundindo seus membros e está incorreto de acordo com as Escrituras. Essa teologia é perigosa e enganosa à medida que tentamos compreender as profecias da restauração de Israel, que levam à segunda vinda do Messias Yeshua.

Definição de Ministério ( Biblico)

Amados: por este estudos veremos a importância dos 'mestres' nas Igrejas. Sem "Mestre a Igreja se desagrega e será facilmente influenciada por 'desigrejados' que tendem a constituir-se em vãs opiniões pessoais em vez de por conceituação Biblica. 
Os termos apresentados são de raiz hebraica de onde sempre devemos procurar as definiçoes de qualquer verbo ou significado Biblico. Hoje, falava com meu professor na Universidade de Israel e me salientava a importancia de remontar-mos ao hebraico Biblico para entender verbos e outros significados em vez de recorrermos aos dicionarios naturais (portugues)
Espero ser de grande ajuda.


O Ministério de Ensino de Jesus
 
 
Verbetes:

Ensinador: A origem etimológica de doutor vem de DOCTOR, que em latim significa “ensinador”, e de DOCERE, que em latim significa “ensinar” (veja que a raiz etimológica da palavra remonta ao trabalho intelectual acadêmico, e não à prática clínica ou jurídica).

Ensino: Do grego didaquê. Daqui vem a palavra didático. É a capacidade dada por Deus para expormos com clareza e convicção as verdades do ensino de Cristo.

Mestre - hb. : A segunda letra da palavra shalom é lâmed. Seu valor numérico é 30. Em hebraico significa aprender. A palavra para mestre em hebraico é melâmed.;

RABI - Mestre. Também se refere aos que tomam os primeiros lugares na sinagoga.

Rabi Rabino: dentro do Judaísmo significa “professor, mestre” ou literalmente “grande”.

A palavra “Rabbi” (”Meu Mestre”) deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico significa “grande” ou “distinto (em conhecimento)".

João 3:2: Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.

No Grego:

O vocábulo mestre vem do termo grego didaskalos, que quer dizer “professor”, “mestre” ou “aquele/a que transmite um conhecimento”..

RABINO - Título dado a uma pessoa mestre em direito judaico, na lei ou Torah.

BAAL: (Bibli). Termo semítico que significa mestre, senhor, aplicado primeiramente a Hadad, deus cananeu da tempestade e da vegetação, deus do monte Líbano e do Carmelo

alef: aluf-mestre;

Significado: O Rebe explica que o alef tem três significados diferentes.

O primeiro é aluf, que significa mestre ou chefe. A definição de Aluf é “mestre”.

O segundo é ulfana, uma escola de aprendizado ou professor.

O terceiro significado é atingido ao se ler as letras da palavra de trás para a frente - pela (pronunciada pelê) - maravilhosa.

Ulfana significa ‘escola” ou “professor”.

Não apenas apresentamos Deus como Criador do universo, mas também como o Professor de toda a humanidade.

O papel de Deus como professor é revelado com sua apresentação da Torá ao povo judeu.

A Torá, com suas 613 mitsvot ou leis, nos ensina o que devemos fazer, e o que não devemos fazer. Através da sabedoria Divina de Seu livro, Deus estabeleceu-Se no mundo ao nível do supremo Professor.

Finalmente, temos o terceiro significado de alef: pelê, “maravilhoso” que representa o nível místico da Tora.

Isaías 9. 6: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Conhecido como os “ensinamentos de Mashiach”, estes segredos da Torá compreendem seu nível mais elevado.Segundo os Evangelhos, Jesus dedicou mais tempo a seus discípulos, ensinando-os e preparando-os para o cumprimento da missão. Nos dando a entender que o Ensino, é sobre tudo uma atividade que acompanham o carisma apostólico dos diversos dons e ministérios, sobretudo do ministério pastoral.

I Tm3.2: É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; 4.11: Manda estas coisas e ensina-as.

O ensino é ação ministerial que alimenta estes aspectos da missão da Igreja e prepara a membresia para atuar no cumprimento integral do Evangelho de Jesus Cristo

E isto Jesus Cristo nos deixou como exemplo a ser cumprido.

Por isto devemos procurar ensinar com sabedoria:

Primeiro a do Espírito Santo;

Segundo com a constante procura de conhecer, manejar bem a Palavra de Deus, o que Jesus Cristo, já fazia desde a tenra idade, inclusive aos 12 anos o encontramos disputando com o doutores no Templo.

Didaskalos aparece como o terceiro dom espiritual de um grupo de três. Era o ofício na Igreja Primitiva de explicar aos outros a fé cristã e providenciar uma exposição cristã do Antigo Testamento.

I Coríntios 12.28: E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Vemos, portanto, que a função de ser mestre é um dom (ou talento) dado por Deus.

EXÓRDIO:

Ensinar, exige algumas qualidades do ensinador, exige método de ensino e interesse dos alunos ou discípulos.

Jesus tinha todos estes componentes em seu Ministério:
- Método;
- Discípulos;
- Discípulos interessados.

INTRODUÇÃO:

A - Os povos orientais acreditavam que a origem da educação era divina.

O conhecimento que circulava na comunidade resumia-se aos seus próprios costumes e crenças. Essa realidade impedia uma reflexão sobre a educação, uma vez que esta era rígida e estática, fruto de uma organização social teocrática.

A divindade, portanto, era autoridade máxima, logo, sua vontade não poderia ser contestada.

O mestre na época de Jesus e dos apóstolos era conhecido não só por seus ensinamentos, mas pelo seu modelo de vida.

Como Jesus, o mestre por excelência, aquele que tem o dom de mestre deve segui-lo e seguir os seus passos. (João 13.13,15: Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.).

Quanto ao ensino, todos nós, conforme as mutualidades, devemos instruir uns aos outros (Colossenses 3.16). Quanto ao discipulado, todos devem ensinar os discípulos que servem (Mateus 28.19). Quanto ao dom de ensino, muitos têm este dom de Deus (Romanos 12). Este dom é base para o ministério de mestre.

B - Esta lição nos mostra o quanto Jesus se envolveu no Ministério do Ensino, deste ato de Jesus podemos tirar, algumas lições que nos mostram a atividade de Jesus nesta área, sua ação, seus métodos, sua pedagogia, sua simplicidade, sua autoridade em ensinar, sua preocupação com seus discípulos ensinando-os, este foi o seu modo ou Metodologia de Ensino, de preparar homens que continuassem a ensinar a outros homens.

Em tudo Jesus nos dá exemplo de como realizarmos a obra do Ensino, Ele que foi Mestre em Israel, pode muito bem, nos orientar, em ensinar a Sua Igreja.

ENSINANDO A ENSINAR:

Estudando o assunto, encontramos, algumas frases de pessoas famosas, sobre esta divina função: Ensinar.

Encontramos formas e metodologias, que vêem provar que Jesus, chamado Rabi ou mestre em Israel, usava com sabedoria para captar:

Primeiro: Atenção dos ouvintes;
Segundo: conseguir que as suas Palavras produzissem o efeito esperado;
Terceiro: que estas palavras conseguissem ficar fixadas nas mentes dos seus ouvintes;
Quarto: conseguia transmitir os seus ensinamentos de forma eficaz e com autoridade

Isto só vem corroborar a qualidade de Jesus como Mestre Divino e Ensinador eficaz.

A classe de Jesus era composta por multidões, mas um desafio, para qualquer ensinador.

Hoje se discute, sobre número de alunos por classes de aula, mas Jesus provou o contrário, numa época em que não tinha os recursos áudio-visual de nossos dias.

Na classe de Jesus tinha gente de todas as classes sociais, mas o número de pobres, desvalidos, e necessitados superava em muito a classe dos poderosos de Israel, que muitas das vezes, iam ouvir os seus ensinos, apenas com o intuito de “colocar o Mestre contra a parede”, mas, nunca conseguiam o seu intento.

Na classe de Jesus muitos, como em nossos dias, iam apenas pela comida (lanche, merenda, matula,-depende da região que você estiver), ou para além de ouvir serem curados, são como aqueles alunos, que só se matriculam e vão à escola pelo que ela oferece além do ensino, num país como o nosso, isto, é até natural.

Jesus não procedia humanamente de uma classe abastada (basta ver a oferta de seus pais, no dia de sua apresentação, no Templo), mas como Deus ele se despiu de Sua Glória e pode entender as necessidades dos menos favorecidos humanamente. Jesus iniciou em Israel uma transformação de visão da realidade contextual, da sua época, e continua, pela Sua Palavra mudando vidas, e homens que crêem em seu nome.

Este talvez seja o mais importante papel da educação e do ensino:

Transformar a nossa realidade para acompanhar o processo de mudança que marca o mundo atual, sobretudo em um país subdesenvolvido (embora industrializado) e considerado o campeão da desigualdade social.

Para que serve a educação ou Ensino:

Jesus utilizou-se destes métodos que seguem, abaixo:

A educação serve para o adestramento ou para dar ao ensinando uma correta visão do homem e do mundo?

O ensino é um processo interativo que jamais deve ser confundido com a simples instrução, mais próxima do “adestramento”.

A educação é, por outro lado, uma função e um serviço no qual intervém uma multidão de fatores e participantes, que de forma não sempre consciente se põe a serviço do educando. Exemplificamos, com o Menino que trouxe o seu lanche: dois peixes, e cinco pães.

Antes mesmo de se falar sobre este ou aquele método, é necessário destacar que, como dizia Platão os vícios no método de ensino podem levar a uma falsa certeza ou a um saber falso, que é pior que a própria ignorância.

Na obra “As Leis“, um dos discípulos diz ao mestre:
“Parece-me que receias entrar nessas questões por causa da nossa ignorância”.

Ao que o mestre responde:
“Muito mais recearia tratar com pessoas que tivessem estudado tais coisas, porém mal”.

Esta ilustração, nos faz lembrar de Jesus e os fariseus, que ensinavam o povo de tal maneira que Jesus os chamou de guias cegos, e ensinou ao povo: “fazei o que eles vos mandam, contudo não fazei o que eles fazem.”

Em outras palavras, aprender mal é pior do que não aprender. As falsas “verdades” causam mal maior do que a ignorância.

No caso, não é a ignorância das multidões a mais perigosa, nem a mais temível, nem o maior dos males, mas estudar com métodos viciosos é mal muito maior. (Leis 818s).

O SUCESSO DO ENSINO DE JESUS:

Um dos aspectos mais importantes para o sucesso de uma metodologia de ensino - sobretudo nos dias atuais, diante da tão grande complexidade que é o viver principalmente nas grandes cidades - é a simplicidade.

Jerusalém era uma Metrópole, para onde afluíam, gente de todas as cidades e de todo o mundo - Leia Atos 2.

Essa simplicidade pode ser expressa pelo educador Pedro Poveda, fez com que o Ensino de Jesus, se torna-se popular e caísse nos corações de todos os que o ouviam.

De sua vida uma obra de fé no humanismo e na educação popular:

Para esse grande educador, Jesus, mesmo carecendo de métodos adequados, de salas de aula confortáveis ou recursos didáticos necessários, o processo pedagógico não foi comprometido, pois Ele tinha o fundamental: a vontade de ensinar e o gosto pela atividade docente.

Afinal, os grandes pedagogos nunca precisaram mais do que discípulos.


Cláudio de Moura e Castro, em julho de 1999, num artigo da Revista Veja, dizia que “a essência do aprendizado tem que ver com o professor, aquele que administra, que testemunha, enriquece e dá vida a uma série de processos que levam o aluno a aprender”.

Já para Bernardo Toro, pensador colombiano, ao falar de modernidade, ao professor deve-se pedir hoje a “habilidade de orientar o aluno em duas óticas ou direções: disciplina e curiosidade”.

Outro aspecto não menos importante está no dizer do educador francês Georges Snyders em ensinar com alegria (e esperança) e que se deve levar alegria à sala de aula, sobretudo para a parcela da população de menores recursos (”A alegria [e esperança] deve ser prioridade para aqueles que sofrem mais fora da escola”). Isto Jesus fazia muito bem, numa sociedade que havia perdido o respeito pela Lei Mosaica, que ensinava como tratar dos pobres, Jesus lhes dava a Esperança da Vida Eterna, ou da água da Fonte, que jamais secaria e saltaria para vida eterna.

PONTOS - DESTAQUE:

NUNCA NINGUÉM FALOU COMO ESTE HOMEM.
Jo.7.46: Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem.

QUAL ERA O SEU PÚBLICO:

ENSINAVA AS MULTIDÕES.
Mateus 5.1: Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:

DOUTORES DA LEI:
Lc. 14.3: E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, e perguntou: É lícito curar no sábado, ou não?

FARISEUS.
Mc.12.35: Por sua vez, Jesus, enquanto ensinava no templo, perguntou: Como é que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi?

SACERDOTE / PRÍNCIPES DAS SINAGOGAS ENSINAVA NO TEMPLO E AS AUTORIDADES (E COM AUTORIDADE) :
Lc. 19.47: E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo;
 
Mc.11.17: e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito ….casa de oração para todas as nações?…

Lucas 20.1: Num desses dias, quando Jesus ensinava o povo no templo, e anunciava o evangelho, sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, com os anciãos.e falaram-lhe deste modo: Dize-nos, com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou, quem é o que te deu esta autoridade? Respondeu-lhes ele: Eu também vos farei uma pergunta; dizei-me, pois:O batismo de João era do céu ou dos homens?Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: do céu, ele dirá: Por que não crestes?Mas, se dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará; pois está convencido de que João era profeta.Responderam, pois, que não sabiam donde era. Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.

QUAL ERA O SEU ENSINO OU O CURRÍCULO DE SEU CURSO E PRINCIPAL MATÉRIA:

QUE ENSINO É ESTE -Jesus ensinava:

O SEU EVANGELHO:

Mt.4. 23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino,

Numa igreja ministerial e missionária o ensino é fundamental para o processo de preparação e de envio. Encontramos na Bíblia vários termos que nos apontam para isto.

Vejamos:

1. Ensinar - uma palavra muito freqüente no NT é o verbo didasko, que quer dizer ensinar. Ele era usado para referir-se a instrução verbal e prática. Ex.: Mt 4.23, 5.2, 9.35, 13.54, Mc 1.21, 4.1, 6.34, Lc 4.15, 5.3, etc…

"Em Efésios 4.11-16 aprendemos que a principal função dos líderes pastorais do povo de Deus é a capacitação desse povo para a realização dos ministérios (v.12). Nas pastorais, Paulo alista características que devem compor a identidade dos ministros e ministras do Evangelho - todas no âmbito da ética e dos relacionamentos, com exceção de uma, relativa à função ministerial, que é a do ensino da Palavra de Deus em todas as suas dimensões (I Tm 3.1-7; Tito 1.6-9)" [7].

MORALIDADE DIVINA.

Uma releitura Crística da Lei:
Mc. 12.31: E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses.

Jo.15.12: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Deus nos ensina a perdoar:
Mt.18.21: Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.

A pureza de um coração, sem malícia e humilde, nos concede o direito de ser o maior no Reino dos céus.
Mateus 18.1:Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

Valorizando a Moralidade. A moralidade é superior até mesmo a um pedaço de nossos corpos.

Alertamos aos nossos leitores, que a palavra de Deus deve ser estudada sob três aspectos: simbólico, literal e o figurativo, obrigatoriamente.

Mt.18.8: Se, pois, a tua mão ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o, lança-o de ti; melhor te é entrar na vida aleijado, ou coxo, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo.

O valor do homem para Deus; somos todos iguais:
Mt.18.10: Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.

MORALIDADE DA LEI.

Mateus23.1: Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos…: Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens…as primeiras cadeiras nas sinagogas…de serem chamados pelos homens: Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos…Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo…Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado…

Ensinando sobre o perigo da religião legalista, sem a Adoração real.

Mateus 23.23: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas. Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas.

Ensinando a amar e a ter compaixão da nossa Terra, com Uma Visão Única de amor de Deus ou Salvífico, independente de sermos maltratados por ela ou não entendidos, como nos dias de hoje o mundo não entende a Igreja, mesmo assim devemos amá-los de todo o coração.:

Mateus 23.37: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste! Eis aí abandonada vos é a vossa casa…Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

BONS COSTUMES: CHEGUEI EM TUA CASA E NÃO ME DESTES ÁGUA PARA LAVAR MEUS PÉS.

JESUS ENSINAVA:

TIRAR O CORAÇÃO DAS RIQUEZAS: ZAQUEU E O MOÇO QUE FOI TER COM ELE DE NOITE E FICOU TRISTE POR SER ENSINADO DAR TUDO AOS POBRES.

Mc.10. 21: E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Uma coisa te falta; vai vende tudo quanto tens e dá-o [aos pobres], e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.

Lc.19.8: Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.

A FORMA DE ENSINO:

DIDÁTICA

DO EXEMPLO:

PARÁBOLAS, FIXAVAM-SE NA MENTE AS ILUSTRAÇÕES;
Mt.13. 3: E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.
 
Mc.4.34: E sem parábola não lhes falava; mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

Mt.13.34: Todas estas coisas [falou] Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava;

Mc.4.2: Então lhes ensinava muitas coisas por parábolas, e lhes dizia no seu ensino:

Lc. 20.9: Começou então a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se do país por muito tempo.

TINHA COMPAIXÃO DOS QUE ENSINAVA:

PREOCUPAVA-SE COM O ENSINO E TAMBÉM COM O BEM ESTAR DAS MULTIDÕES - MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES - DUAS VEZES.

PEDAGOGO ORGANIZADO, ATÉ NA HORA DO LANCHE;

UMA AULA PRÁTICA PARA OS DISCÍPULOS
Lc.5.3: Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, ensinava do barco as multidões.

Mt.14 14: E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos.Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: trazei-mos aqui. Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios.

Mt.15.34: Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos. tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão.

PREOCUPAÇÃO COM O LOCAL DE ENSINO:

PROCURAVA OS LOCAIS ONDE A MULTIDÃO PODIA ESTAR CONFORTÁVEL:

Até na hora do lanche havia organização:
Lc.9.14: Pois eram cerca de cinco mil homens. Então disse a seus discípulos: Fazei-os reclinar-se em grupos de cerca de cinqüenta cada um.15 Assim o fizeram, mandando que todos se reclinassem.

CAFARNAUM, NUM LOCAL ESPECIAL ONDE A SUA VOZ PODIA SER OUVIDA POR TODOS, ESTE LOCAL, EXISTE ATÉ HOJE E É UM ANFITEATRO NATURAL
Jo.6.59: Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

BEIRA DO MAR;

Mc.2.13: Outra vez saiu Jesus para a beira do mar; e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava.

SINAGOGAS:

Jo.6.59: Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

Mt.13.5: E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?

OU LUGAR ONDE NÃO TIVESSE O QUE TIRAR A ATENÇÃO DOS ENSINADOS:

Mateus 13.1: No mesmo dia, tendo Jesus saído de casa, sentou-se à beira do mar; e reuniram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou num barco, e se sentou; e todo o povo estava na praia. E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo:

LUGAR ERMO - Um local com silêncio, uma sala de ensino sem ruído ou um som gostoso do quebrar das ondas, é tudo que um aluno gostaria de ter, Jesus sabendo disto, lhes proporcionava o Seu Ensino, nestes locais.

SENHOR O LUGAR É ERMO E NÃO TEM ONDE COMPRAR PÃO PARA TODA ESTA MULTIDÃO. ELE SABIA QUE PODIA DAR OS DOIS TIPOS DE ALIMENTOS.
Mt.14.14: E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos.Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer.

ENSINAVA ESCREVENDO:

Jesus não era um indouto, pois sabia escrever com articulação, e sabedoria.

CASO DA MULHER PEGA NO ATO, ELE ESCREVEU NO CHÃO E ESCREVIA BEM E COISA FORTE;
Jo 8.6: Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo…. Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra… E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto…. até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé.

O SEU ENSINO ERA FORTE E GERAVA DISCUSSÃO ENTRE OS SEUS PRÓPRIOS DISCÍPULOS:

Jo. 6.60: Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?

ENSINAVA PARA UMA CLASSE ESPECIAL:

Mt..23.1: Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo:

OS APÓSTOLOS.
Mc.9 31: porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, que o matarão; e morto ele, depois de três dias ressurgirá.

Mc.4.34: E sem parábola não lhes falava; mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

SENHOR EXPLICA-NOS A PARÁBOLA.
Jesus, à sós explicando aos seus discípulos as Parábolas.

Jesus relembrava e reinterpretava, aos seus discípulos e multidão, com uma nova visão divina - As Escrituras - a Lei, os Profeta, e os Salmos

Mt.13.36: Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

Mt.13.10: E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.

Mt.16.11: Como não compreendeis que não nos falei a respeito de pães? Mas guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.

ENSINAVA ESPONTANEAMENTE E COSTUMEIRAMENTE, À ESTES E A QUALQUER OUTRO QUE PRECISA-SE DOS SEUS ENSINOS.

Mc.10.1: Levantando-se Jesus, partiu dali para os t[ermo]s da Judéia, e para além do Jordão; e do novo as multidões se reuniram em torno dele; e tornou a ensiná-las, como tinha por costume.

Lucas 8.1: Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze.

A QUALIDADE DO SEU ENSINO:

Mt. 7.28: Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina;

A AUTORIDADE DE SEU ENSINO:

Jo. 7.28: Jesus, pois, levantou a voz no templo e [ensinava], dizendo: Sim, vós me conheceis, e sabeis donde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.

Mt.7.29: porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

Lc.4.32: e maravilharam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.

ENSINADOR DEDICADO E INCANSÁVEL, TRABALHAVA O DIA TODO NO SEU MISTER DE ENSINO:

Não podia deixar de ensinar em qualquer dia da semana, até nos sábados, dia de descanso, para desespero e irritação dos fariseus e sacerdotes:
- Depois de um longo dia, Jesus tinha que dá um curso Supletivo em regime de Intensivo, de tal, forma que mesmo ao chegar em casa, antes de dormir, cansado exausto, estava sempre pronto para ensinar e tirar as dúvidas daqueles homens aos quais ele iria dizer:”
- Mt.28.19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado;”
- Mt..13.36: Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

Aos sábados, enquanto os sacerdotes e fariseus descansavam, ele Ensinava:
-
Mc.6.2: Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos?
- Lc.14.31 Então desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado.

Ele ensinava de dia e de noite:
- Lc.21. 37 Ora, de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, pousava no monte chamado das Oliveiras.
- Jo.8.2 Pela manhã, cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava.

A aula final, conclusão do Ensino, alunos aprendem a última lição, aquela que clareou os seus entendimentos:
- Lc. 24.44: Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;

Aos nossos professores:

Métodos de Ensino, que Jesus utilizou no seu Ministério de Ensino:

Comunicação Oral
Comunicação Escrita
Compreensão Oral
Compreensão de Textos

Comunique-se com eficiência: Dizer algo que é verdade ou correto e que foi fácil para você entender, não significa que seus estudantes entenderão isso também. Você precisa olhar para o material através dos olhos deles, de forma que possa imaginar como eles reagirão ao que você lhes comunica.

Encoraje a criatividade de seus estudantes: Até estudantes que freqüentam cursos de matemática de nível médio podem ser muito criativos se receberem a oportunidade. O problema mais comum deles é que ninguém os ensinou como se fazer perguntas certas, que podem guiar o fluxo da sua intuição. Dá-lhes vós de comer!

Mostre a seus estudantes como se comunicar com eficiência: Estando aptos a escrever coerentemente (e a expressar-se oralmente com eficiência) significa que eles realmente entenderam o assunto, e isso poderia ser a diferença entre “quase entender” e dominar o mesmo assunto.

O Método intuitivo: No método de ensino intuitivo, encontramos a proposta que o Mestre deva ensinar coisas vinculadas à vida. Se alguém tiver duas túnicas…

A Memória Oral: cousa que Deus ensinou aos judeus, para que a sua Lei fosse disseminada, Jesus usou este método com o mesmo sucesso, basta você olhar para você mesmo e …milagre: eu era contra a Bíblia e hoje prego a Bíblia, pois alguém me falou à respeito dela e da Salvação.

A memória oral é um importante recurso na reconstrução da história

O que diz …. “Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”, uma releitura da LEI.

CONCLUSÃO sucinta:

JESUS É Mestre do Ensino, e nos ensina a ensinar!
Com alguns pontos em especial:
Com Amor;
Com Dedicação;
Com Planejamento;
Prepara um bom local para ensino; desculpem-me, mas em algumas de nossas Igrejas, não por falta de espaço ou posses, a área de ensino é jogada de um lado para outro.Mas mesmo na tapera de folha de bananeira podemos melhorar o ensino com criatividade e sabedoria de Deus.
Com Cuidado com os alunos;
Olhar o aluno como uma alma sedenta de ensino de Deus;
Ensinar as autoridades;
Ensinar aos Mestres deste mundo secular;
Muitas das vezes, ensina-se mais sem falar do que com palavras: Ensinar sem abrir a boca.
Ensinar com exemplos;
Ensinar com didática;
Ensinar com sabedoria;
Ensinar após a Oração;

Ensinar com unção
Ensinar a Sua Palavra;
Ensinar com a ajuda do Espírito Santo.

quinta-feira, novembro 24

Costumes e Cerimônias

Costumes e Cerimônias


Ao começarmos a colaborar com pastores e líderes de diferentes igrejas com diferentes tradições cristãs, algumas diferenças práticas, não exatamente teológicas, podem se tornar obstáculos à nossa comunhão. Trata-se de diferenças relacionadas com aspectos exteriores do comportamento ou da prática cristãos geralmente denominados “Costumes e Cerimônias”, que se relacionam com estilos de louvor, códigos de vestuário e cerimônias eclesiásticas. Devemos lidar com esse assunto de acordo com o que está prescrito na Palavra de Deus, a Bíblia, e de acordo com o que o Senhor nos tem ensinado.
Nas igrejas que representamos há pessoas com diferentes formações culturais (orientais, ocidentais, eslavos, etc.), condições financeiras (famílias pobres ou de classe média), origens geográficas (cidade grande ou pequena), níveis culturais, assim como formação cristã. Como bem sabemos, quase sempre nossas opiniões sobre Costumes e Cerimônias variarão de acordo com estes fatores que constituem nossa formação. Em outras palavras, formações diferentes normalmente geram diferentes convicções sobre este assunto que, para a maior parte de nós, está associada a santificação.
A respeito desse assunto, devemos reconhecer que a Bíblia nos ensina a vestir de uma forma modesta e decente, bem como discorrer a respeito de como nos comportamos na igreja. Por outro lado, há passagens das Escrituras que tratam de práticas a respeito das quais nunca houve um entendimento idêntico entre os diversos ramos da Igreja. Ainda que alguns de nós não concordem sobre a observância de alguma prática, precisamos compreender que outros irmãos os estão praticando por entenderem que são exigidas pela Palavra de Deus e, em alguns casos, essa prática está relacionada com santificação.
Por causa destas diferentes convicções, surge uma pergunta: como desenvolver comunhão espiritual entre cristãos de opiniões diferentes sobre Costumes e Cerimônias? Como evitar que estas diferentes opiniões perturbem nossa comunhão e produzam um divisão ou julgamentos mútuos que podem causar tristeza ou ressentimento entre nós?
Primeiro, devemos levar em consideração o que nos é ensinado em I Coríntios capítulo 8 e capítulo 10, versos 23 a 33. Principalmente devemos considerar que a “ciência incha, mas o amor edifica”. Depois, devemos vigiar para que nosso entendimento não “se torne uma pedra de tropeço” para outros irmãos. Também devemos seguir o conselho de Paulo quando ele afirma que “se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne”.
Além disso, devemos ter presente que o Espírito Santo é quem nos transmite as ordens do Cabeça da Igreja, o Senhor Jesus, e é o único que nos convence do pecado e de qualquer comportamento que não é agradável ao Senhor nosso Deus (João 14:26 e 16:7-8). Devemos confiar nEle para realizar sua santa Obra de santificação da Sua maneira e no Seu tempo, em cada servo e em cada congregação.
Ademais, entendemos que, no ponto onde se encontra nossa comunhão uns com os outros, a reposta do Senhor para este assunto é também a seguinte:
  1. Confiar no Espírito Santo para realizar a Sua Obra em nosso meio e convencer a cada um de nós no tempo de Deus sobre o que Ele quer mudar em nossas igrejas com respeito a este assunto (João 16:8). Ao mesmo tempo não devemos tentar forçar as pessoas a fazerem coisas sobre as quais o Espírito Santo não as convenceu ainda. É suficiente para nós orar por nosso irmãos que ainda não têm o mesmo entendimento que nós temos, esperando que o Espírito Santo convença a eles (ou a nós) sobre um determinado assunto (Fil. 3:15).
  2. Não julgar outros pastores de outras Uniões ou denominações que não crêem da mesma forma que nós cremos e ser paciente com eles, esperando que o Espírito Santo faça a Sua Obra em seus corações. Não pensar que algumas congregações são menos espirituais por que não observam as mesmas cerimônias ou por que se vestem de forma diferente que as nossas. Talvez essas congregações tenham menos conhecimento do que outras mas, em contrapartida, elas podem ser mais fiéis na observância de verdades que elas já compreenderam.
  3. Em cada congregação local, os pastores estão livres, evidentemente – sempre buscando o conselho do Senhor – para aconselhar os servos a se comportarem de acordo com o que a maioria da igreja crê e espera que os outros façam, para que não sejam uma pedra de tropeço para eles (I Cor. 8:13). Contudo, eles não devem jamais esquecer que santificação é uma operação do Espírito Santo que começa no coração do homem e, a seguir, reflete-se necessariamente na aparência e no comportamento.
  4. Os pastores devem estar prontos a fazerem o que o Senhor mostrar a eles através da Bíblia e da iluminação do Espírito Santo. Se o Senhor deixa claro que devemos mudar nossas maneiras com relação a certos Costumes e Cerimônias, nós o faremos (I João 2:27). Enquanto isso não ocorre, devemos suportar uns aos outros com amor e paciência.
  5. Os pastores devem confiar ao Senhor essas diferenças, orando para que Ele tome conta deste assunto, e, ao mesmo tempo, trabalhar em conjunto com outros pastores de outras associações de igrejas e denominações, buscando mais comunhão uns com os outros. Acreditamos que o Senhor julgará cada um de nós de acordo com o nível de entendimento e conhecimento que alcançamos.
  6. Finalmente, quando começamos a viver espiritualmente unidos, mesmo que não concordemos com Costumes e Cerimônias de outros irmãos de outra denominação ou união de igrejas, esta nova comunhão entre nós será útil a todos nós por que, apenas por observar o comportamento de outros, seremos tocados pelo Espírito Santo para mudar algum use ou costume que possa não estar agradando o Senhor.
O comportamento e a atitude acima detalhadas são necessários para que haja verdadeira comunhão entre nós. Nunca podemos esquecer que, para Deus, mais importante do que tentar fazer com que nossos irmãos creiam como nós cremos em aspectos não-essenciais da doutrina cristã é vivermos em união, porque assim o Senhor pode derramar suas bênçãos e a unção do Espírito Santo sobre nós. Como conseqüência dessa união, Ele nos ensinará todas as coisas que Ele considerar que devamos aprender.

A Bíblia – fé e prática

A Bíblia – fé e prática


Neste momento profético em que surge a apostasia, a Igreja do Senhor Jesus está sendo fortalecida pelo grande derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne e por sua fé nas Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento. A Igreja crê na inspiração plenária e na inerrância das Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamentos, pois elas foram inspiradas pelo Espírito Santo (II Tim. 3:16) e, portanto, expressão a vontade de Deus para a vida da Igreja como coletividade e para cada crente em particular.
Por crer na Bíblia como a Palavra de Deus, expressão da eterna e graciosa vontade de Deus, a Igreja fiel entende que toda e qualquer comunhão entre igrejas ou entre pastores deve ser baseada na fé comum nas doutrinas bíblicas e na experiência comum da operação do Espírito Santo na vida da Igreja.
A Igreja do Senhor Jesus entende que a Bíblia contém todas as doutrinas necessárias à edificação da Igreja. Todas as regras em matéria fé (em que a Igreja crê) e prática (como a Igreja vive, serve e adora a Deus) encontram-se nas Escrituras Sagradas. As doutrinas reveladas nas Escrituras e nas quais a Igreja fiel sempre creu se referem à Bíblia como sendo a Palavra revelada de Deus, à Trindade, ao Plano de Salvação, e à Pessoa e Obra do Senhor Jesus.
Nesta última hora, contudo, o Senhor tem levado a Igreja a anunciar de forma mais constante a Segunda Vinda de Cristo, e a praticar as doutrinas da Igreja como Corpo de Cristo, do Batismo com o Espírito Santo, dos Dons Espirituais e dos 5 Ministérios. A prática destas doutrinas são necessárias para que a Igreja esteja ouvindo a voz do Senhor Jesus (Jo. 10:16) e para que a Igreja tenha poder para pregar o evangelho (At. 1:8) e para que sinais confirmem essa pregação (Mar. 16:20).
Para andar no Espírito (Gál. 5:16) e viver cheia do Espírito (Ef. 5:18) a Igreja necessita apenas crer e praticar todas as doutrinas ensinadas na Palavra de Deus (a Bíblia), sobretudo obedecer ao Senhor, ouvir a voz do Espírito e viver em santificação, além de utilizar os meios de graça: meditação na Palavra, jejum e a oração - inclusive em vigílias e cedo da manhã. A Igreja não necessita das novidades doutrinárias surgidas nos últimos 50 anos, especialmente após o início do movimento carismático. Embora esse movimento tenha sido fruto de um grande derramamento do Espírito Santo, parte desse movimento perdeu a direção do Espírito na medida em que não percebeu o pleno significado das Escrituras Sagradas como única e suficiente fonte de fé e prática para a Igreja.
No entanto, para a glória de Deus, há exemplos, em vários países, de Igrejas cheias do Espírito e que estão andando no Espírito e vivendo cheias do Espírito, onde os membros são batizados com o Espírito Santo e recebem e praticam regularmente os dons espirituais. Essas Igrejas, que passaram a utilizar os dons espirituais de forma bíblica para buscar a direção do Espírito Santo, não aceitam nenhuma novidade doutrinária ou prática.

Jesus, Cabeça da Igreja

Jesus, Cabeça da Igreja


O Senhor Jesus é o Cabeça da Igreja (Ef. 5:23), que é o Seu Corpo. Esta doutrina precisa tornar-se uma realidade. Não é uma doutrina para ser apenas crida; deve também ser vivida pela Igreja. Para que isso possa ocorrer é preciso que a Igreja se disponha a ouvir o Senhor falar, não apenas quando o Senhor toma a iniciativa de dar uma orientação. A Igreja precisa também tomar a iniciativa de buscar o conselho do Senhor, pedir suas orientações, consultando o Senhor em tudo o que for importante para a realização da Obra de Deus.
Um exemplo marcante de dependência da orientação do Senhor é a vida de David, rei de Israel. Ele consultava o Senhor para tomar qualquer decisão importante. Consultava para lutar contra os filisteus, para voltar a lutar contra eles, para saber se o povo de Keila o entregaria na mão dos filisteus, etc. Por isso o Senhor testemunhou a respeito dele: “Achei a David, homem segundo meu coração, que fará toda a minha vontade”!
Moisés foi outro exemplo de submissão à vontade do Senhor e de busca frequente do conselho do Senhor para executá-lo. Ele foi o maior líder de povo de Israel. No entanto, desde a experiência com a sarça ardente, jamais tomou uma decisão sem antes consultar o Senhor. Por isso, o Senhor testemunhou a seu respeito dizendo que “Com Moisés, meu servo, eu falo face a face”. Foi uma expressão notável da comunhão íntima que o Senhor tinha com ele, cujo nível nenhum outro profeta alcançou.
Foi para permitir que o Senhor Jesus governasse Sua Igreja que o Senhor decidiu batizar com o Espírito Santo seus servos – jovens, adultos, anciãos – nos últimos tempos. Segundo o profeta Joel, como consequência desse batismo, seus servos receberiam visões, sonhos e profecias (Joel 2:28), ou seja, todos esses dons que permitem o Senhor revelar Sua vontade aos seus servos. No entanto, esses dons passaram para um segundo plano no século XX foram e os dons mais enfatizados se tornaram os dons de línguas e de curar. Além disso, a profecia, as visões e os sonhos passaram a ser usados sobretudo para beneficiar indivíduos, e não para transmitirem orientações do Senhor para a Igreja com vistas a orientar seu funcionamento.
Mas na época dos apóstolos observa-se que os dons eram usados sobretudo para revelar a vontade de Deus sobre Sua Obra. Temos exemplos disso nos dons espirituais por meio dos quais o Senhor revelou a Cornélio que deveria chamar Pedro a sua casa (At. 10:3-6), orientou Filipe a pregar ao eunuco etíope (At. 8:26, 29), revelou o pecado oculto de Ananias e Safira (At. 5:1-4), orientou Ananias a visitar Paulo e orar por ele (At. 9:10-16), revelou a Pedro para não hesitar, mas pregar o evangelho aos gentios na casa desse centurião (At.10:9-16 e 19-20), revelou a Paulo que não deveria pregar o evangelho na Ásia nem na Bitínia, mas na Macedónia (Atos 16:6-10), revelou à Igreja que estatutos no Velho Testamento deveriam ser observados pelos gentios que se convertiam (Atos 15:28,29), Paulo foi orientado a subir a Jerusalém para submeter seu ensino aos apóstolos (Gál. 2:1-2), o Senhor revelou que havia escolhido Timóteo para o ministério da Palavra (II Tim 4:14), etc.
Para ter hoje experiências semelhantes, a Igreja precisa entender que o Senhor Jesus deve tornar-se na prática – e não apenas em teoria - o Cabeça da Igreja. Por meio da Sua Palavra escrita temos a doutrina e as orientações gerais para a edificação da Igreja. Mas aplicações específicas da doutrina, orientações que se aplicam a uma igreja em particular com conselhos práticos para os pastores e para o cotidiano da Igreja, o Senhor nos transmite por meio dos dons espirituais. Dessa forma, o Senhor Jesus revela Seu projeto para a edificação da Igreja. Por meio dos 5 ministérios, as instruções específicas transmitidas por meio dos dons espirituais são testadas (I Tes. 5:10-21) e os dons são aplicados com sabedoria (I Cor 14:20, 40).

O Poder do Sangue de Jesus

O Poder do Sangue de Jesus


Para que a Igreja desfrute de plena proteção, vida espiritual e comunhão com Deus é necessário que saiba utilizar esse recurso extraordinário que o Senhor colocou à sua disposição: o sangue de Jesus. O sangue de Jesus tem sido frequentemente apenas uma doutrina na qual a Igreja crê, mas não tem sido uma doutrina vivida. Por não viver essa doutrina, a Igreja tem deixado de receber muitas bênçãos que são concedidas apenas mediante o poder do sangue do Senhor Jesus.
A Palavra de Deus nos ensina que é necessário pedir para receber: “pedi e dar-se-vos-á” (Luc. 11:9,10). Inúmeras bênçãos que o Senhor deseja conceder à Sua Igreja devem ser pedidas em oração para que o Senhor as conceda. Pela fé nos apropriamos de promessas do Senhor expressas nas Escrituras (Heb. 11:1, 6). Da mesma forma que o Senhor Jesus nos ensinou a pedir o Espírito Santo (Luc.11:13), devemos igualmente pedir as bênçãos decorrentes do derramamento do sangue do Senhor Jesus no Calvário.
Que bênçãos são essas? Normalmente a Igreja tem consciência apenas de que o Senhor Jesus derramou o seu sangue para nossa “salvação” ou para o novo nascimento. Ora, salvação engloba não apenas novo nascimento, mas uma vida de santificação. Somos exortados nas Escrituras a operar a nossa salvação com temor e tremor. A Palavra de Deus também nos mostra que o sangue de Jesus foi derramado para que desfrutássemos das seguintes bênçãos – que estão incluídas na salvação - em nossa vida cristã:
1. Purificação de nossos pecados (I Jo. 1:7). Assim como devemos confessar nossos pecados para sermos perdoados, devemos crer que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. Assim, é removido um obstáculo à nossa comunhão com o Senhor.
2. Comunhão com o Senhor (Heb. 10:19-22). A Palavra nos revela que podemos entrar com ousadia no Santo dos Santos – em outras palavras, na presença do Senhor – pelo sangue do Cordeiro. Por isso podemos clamar ao Senhor para que ele remova obstáculos à nossa comunhão de forma que não apenas nosso espírito mas também nossa alma (mente, emoções) estejam em plena comunhão com o Senhor.
3. Vitória sobre o Adversário (Apo. 12:11). Aprendemos que nós venceremos nosso Adversário até o fim “pelo sangue do Cordeiro” e pela palavra de nosso testemunho. Devemos exercer nossa fé nessa promessa em momentos de luta e o Senhor manifestará o poder do sangue de Jesus em nossas vidas, dando-nos a vitória de que necessitamos.
4. Proteção contra o inimigo (Exo. 12:23). A vitória compreende essa proteção, à exemplo do que o povo de Israel conseguiu no Egito. O Destruidor não pôde penetrar as casas dos israelitas e destruir os primogénitos, pois ao ver o sangue ele foi obrigado a “passar por cima” dessas casas. Por essa razão, quando rogamos em oração para o Senhor nos cobrir com o sangue de Jesus, somos protegidos contra ataques do Adversário em qualquer situação, inclusive no início de cada culto ou reunião. Dessa forma, não há manifestações de dons falsos em nosso meio.
5. Libertação de costumes, vícios e comportamento indevido (I Ped.1:18-19). A Palavra afirma que somos libertados da vã maneira que herdamos de nossos pais pelo sangue do Senhor Jesus. Assim, quando algum crente revela que ainda está preso a algum tipo de comportamento que não glorifica o Senhor, podemos orar baseando a nossa fé nessa Escritura que nos garante a vitória nessa luta por meio do sangue de Jesus.
O sangue de Jesus está estreitamente ligado à operação do Espírito Santo. A razão é simples: o Espírito Santo só pode operar baseado na Obra consumada pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário ao derramar seu precioso sangue; em outras palavras, ao dar a sua vida pelos nossos pecados. Em Levítico lemos que a vida está no sangue. Da mesma forma, a vida eterna está no sangue de Jesus. O Senhor nos disse que, se não bebêssemos o seu sangue não teríamos vida espiritual. E logo adiante explicou que as palavras que havia dito eram espírito e vida. Entendemos a lição: quando o Espírito Santo opera em nossas vidas Ele transmite a vida que há no sangue de Jesus, a vida eterna que o Senhor Jesus conquistou para nós ao derramar seu sangue pela nossa salvação.
Assim como o sangue de Jesus circulava no corpo físico do Senhor Jesus dando vida a cada célula, o Espírito Santo hoje opera na Igreja, visitando cada membro do Corpo, transmitindo a vida eterna a cada um de nós, aplicando a Palavra de Deus aos nossos corações. Quando nós oramos para o Senhor nos conceder uma determinada bênção (dentre as acima referidas) com base no poder que há no sangue de Jesus, o Senhor envia o Espírito Santo, que opera a bênção de que carecemos baseado no sangue derramado, com base na Obra consumada pelo Senhor Jesus na cruz do Calvário.
O sangue de Jesus foi derramado uma só vez na cruz do Calvário mas é aspergido continuamente sobre os servos de Deus, que são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo” (I Ped. 1:2). Aleluia!

Como Começar a Obra do Espírito em uma Igreja

Como Começar a Obra do Espírito em uma Igreja


Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rom. 8:14)
Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito”.
(I Cor. 2:9-10)


Introdução
Ao tomarem conhecimento de um avivamento que o Senhor está realizando em um determinado país, muitos pastores acreditam que se tratar de um acontecimento extraordinário cuja ocorrência depende da vontade soberana de Deus e que nada se pode fazer para que uma operação semelhante ocorra em seu país ou em sua igreja. O mesmo pode ocorrer com relação à Obra que o Espírito Santo ora realiza no Brasil. No entanto, em vários países do mundo, em todos os Continentes, o Senhor tem despertado igrejas e tem começado a dirigi-las pelo Espírito Santo através dos dons espirituais.
Isso está acontecendo porque a vontade do Senhor é que toda a Sua Igreja viva desperta, cheia de amor, fé e esperança, servindo o Senhor e os irmãos com fidelidade e dedicação. A Igreja do Senhor Jesus em toda a parte do mundo deve estar cheia do calor espiritual que resulta da operação do fogo do Espírito Santo para que esteja preparada para o arrebatamento. Do contrário corre o risco de ser vomitada pelo Senhor (Apo. 3:16), como se lê na carta destinada à Igreja de Laodicéia.
A operação do Espírito Santo hoje em uma igreja apresenta as essas mesmas características observadas em avivamentos passados. Mas também apresenta características pentecostais necessárias ao momento profético que a Igreja vive: em breve o Senhor Jesus voltará! Neste momento o Senhor está concedendo à Igreja todos os recursos que concedeu à Igreja primitiva - inclusive o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais - conforme registrado no livro de Atos dos Apóstolos e nas epístolas do Novo Testamento.
Desde o início do movimento pentecostal, na segunda metade do século XIX, esses recursos estavam presentes na Igreja, pois são indispensáveis à sua edificação: os 9 dons espirituais relacionados em I Coríntios 12:8-10, os 5 ministérios indicados em Efésios 4:11, o poder do sangue do Senhor Jesus (Apo. 12:11) e o funcionamento da Igreja como Corpo de Cristo (I Cor. 12:12-31). Dessa forma, o Senhor Jesus pode desempenhar sua função como Cabeça da Igreja, revelando toda a Sua vontade a um povo obediente, pronto a executá-la.
Neste artigo será demonstrado como um pastor pode orientar sua igreja a buscar e alcançar o despertamento espiritual que o Senhor quer operar em todo o mundo e em todas as igrejas, batizando com o Espírito Santo e passando a dirigir as igrejas através de dons espirituais, independentemente da denominação ou associação de igrejas a que pertençam.

Disposição para Servir
Para que o Senhor possa começar a operar em uma igreja é preciso, primeiramente, que o pastor se disponha a ser usado pelo Senhor, sendo obediente a suas orientações, sem temer a oposição que surgirá ao seu redor, até mesmo da parte de membros de sua congregação. Deverá, a seguir, começar a orar e jejuar para que o Senhor o fortaleça e o use com unção e graça para motivar e instruir sua igreja.
O pastor precisará, a seguir, ensinar à Igreja as lições básicas das Escrituras a respeito do serviço ao Senhor e aos irmãos:
1. Fomos salvos para servir (Jo. 12:26), não apenas para desfrutar de bênçãos espirituais e materiais.

2. O serviço é uma evidência da salvação e deve ser feito com diligência, inclusive porque quem não serve aos irmãos não pode ter certeza de salvação (Heb. 6:9-12).

3. O Senhor é quem escolhe a função do servo na igreja (I Cor. 12:11, 18), confirmando essa função junto aos pastores; o servo deve, portanto, estar pronto a desempenhar a função que lhe for apontada. 4. Todos os membros da igreja devem ser testemunhas fiéis do Senhor Jesus (At. 1:8).

5. Todos os membros devem buscar o batismo com o Espírito Santo com orações e jejum (At. 2:38-39).
Em todo esse processo de ensino o pastor precisa proceder com prudência e sabedoria. Convém começar a transmitir o entendimento da Obra que o Senhor deseja realizar na igreja aos líderes e aos crentes mais sedentos da bênção do Senhor. Deverá ter paciência - pois cada pessoa tem um ritmo e uma capacidade de aceitar novos ensinos - e instruir de forma individual os que mais resistem.

Obediência ao Senhor
O pastor deve ensinar a igreja a respeito da necessidade de obediência e fidelidade ao Senhor, inclusive a todos os ensinamentos da Palavra de Deus, explicando que todos os verdadeiros crentes são naturalmente obedientes ao Senhor por amor e gratidão pela grande salvação que o Senhor lhe deu.
Deve, também, ensinar a necessidade de obediência às revelações que o Senhor estará concedendo sobre detalhes da vida cotidiana da igreja ou dos servos, pois o atendimento às orientações do Senhor é necessário à edificação dos crentes, individualmente, e à edificação da igreja, coletivamente.
Disposição de obedecer é fundamental para que o Senhor passe a conceder dons espirituais e, por meio da profecia, interpretação de línguas e palavra de conhecimento (sonhos, visões e revelações), possa começar à falar à igreja, orientando sobre necessidades diversas, sobretudo sobre Seu Plano para a edificação da igreja.
O pastor deve ensinar que, quando o Senhor fala à igreja mas não há obediência, Ele pára de falar. Por essa razão não há mais profecia em muitas igrejas. A cada orientação do Senhor deve haver uma resposta correspondente da parte da igreja ou do crente.
Quando a igreja entender este ensino e estiver disposta a obedecer às revelações do Senhor, Ele poderá passar a revelar, por exemplo, sobre:
(1) evangelização – onde, quando e como evangelizar uma determinada localidade; quando e como realizar uma reunião especial de evangelização;
(2) funções na igreja – quem Ele escolheu para desempenhar determinadas funções na igreja, o preparo (jejum, oração, madrugadas, etc.) necessário para que os servos sejam usados no Espírito;
(3) pecados ocultos na igreja – para que o pastor possa procurar as pessoas indicadas e exortá-las a abandonar o pecado; “um pouco de fermento leveda toda a massa” e impede a realização da Obra de Deus na igreja; etc.

O Poder do Sangue de Jesus
O pastor deverá começar a buscar o Senhor para ter experiências pessoais com o poder do sangue de Jesus mediante o “clamor pelo sangue”. Entende-se por isso uma oração na qual se roga a Deus Pai que opera a bênção de que se carece (comunhão, livramento, proteção, etc.) com base no sacrifício do Senhor Jesus. Em outras palavras, manifesta-se, na oração, a fé no poder do sacrifício do Senhor Jesus para que se possa receber , naquele momento, a bênção de que necessita. O Senhor responde à oração concedendo, pelo Espírito Santo, comunhão, livramento e proteção.
A seguir, deverá ensinar à igreja a buscar experiências semelhantes fazendo um estudo bíblico bem fundamentado (ver artigo sobre “ O Poder do Sangue de Jesus ” neste site). O pastor deverá começar a clamar pelo sangue de Jesus no início de cada reunião, orando para que o Senhor possa conceder a todos os presentes a bênção de perdão de pecados e a consequente comunhão, necessária para que o Espírito Santo possa operar livremente naquela reunião.
Como resultado dessa oração específica e objetiva, o Senhor concederá purificação, mais profunda comunhão, libertação de toda forma de preocupação ou perturbação espiritual. Em consequência, começará a haver manifestações de dons espirituais e os crentes presentes estarão protegidos de manifestações que não são do Espírito Santo durante a reunião.
Busca e Uso de Dons Espirituais
Em uma igreja onde os dons espirituais são raros, o pastor deve instruir a igreja sobre a importância dos dons espirituais para sua edificação (I Cor. 14:3-5 e 12-19) e a buscar com zelo e perseverança os dons espirituais (I Cor. 12:31 e 14:1, 13), orando (inclusive de madrugada) e jejuando individualmente com esse objetivo específico. O pastor deve também levar a igreja a buscar os dons espirituais em reuniões de oração (inclusive vigílias de curta duração).
A Igreja precisa saber que o dom de profecia se manifesta da mesma forma que uma visão dada pelo Espírito, quando o servo, até mesmo de olhos abertos, vê uma determinada cena. Da mesma forma que ninguém pode aprender a ter visões, tampouco pode alguém “aprender a profetizar”. O servo usado no verdadeiro dom de profecia subitamente recebe mensagens da parte de Deus e seu papel se limita a retransmite o que ouviu da parte do Senhor.
O pastor ensinará também à igreja que os dons espirituais devem ser usados com sabedoria, em particular sob a supervisão do pastor da igreja. Para que isso ocorra, as manifestações de dons devem ser levadas ao conhecimento do pastor. A sabedoria no caso do uso de dons se refere, principalmente, à observação de uma série de recomendações práticas registradas no capítulo 14 da I Carta aos Coríntios. Refere-se a não falar em línguas estranhas nas reuniões da igreja, a não ser que haja interpretação, a falarem os profetas um após o outro e à ordem no uso dos dons na igreja, e assim por diante.
A supervisão do uso dos dons na igreja por parte do pastor é necessária para que os dons possam ser usados devidamente. Essa supervisão é necessária porque o pastor tem maior conhecimento das necessidades da igreja e da condição espiritual de quem está sendo usado, além de mais discernimento espiritual do que os membros, estando capacitado a orientar os membros da igreja sobre como usar os dons com decência, ordem e sabedoria.
A supervisão do pastor é necessária porque as manifestações de dons devem ser julgadas ou testadas (I Tes. 5:19-21), para que se saiba se provêm, de fato, do Espírito Santo, e interpretadas para que saiba com exatidão o que o Senhor quis dizer. E a Palavra de Deus ensina que o julgamento ou teste não compete à pessoa que foi usada mas a outros (este assunto será desenvolvido no tópico “Preparar um Grupo de Intercessão”). Caso uma manifestação de dom espiritual não seja devidamente julgado, a igreja será enganada por dons que não procederam do Senhor. Finalmente, caso não seja dada a correta interpretação da manifestação de um dom, não haverá o cumprimento que se espera e as pessoas concluirão, sem razão, que a manifestação não proveio do Espírito Santo.
Essa questão é importante, pois o não-cumprimento de um dom ou o não-cumprimento de uma interpretação errada leva frequentemente a decepções com os dons espirituais, levando uma igreja a rejeitar a prática o uso dos dons espirituais e, assim, a impedir o Senhor de dirigi-la pelo Espírito.
Preparo do Grupo de Intercessão
O pastor deve preparar os diáconos e outros servos fiéis, que vivem em santidade e que são usados em dons espirituais, para integrar um “Grupo de Intercessão” (At. 17:11). Cabe a esse grupo auxiliar o pastor a julgar e interpretar os dons espirituais, e a interceder por assuntos delicados da igreja (problemas espirituais, lutas maiores) que não devem chegar ao conhecimento da congregação, integrada frequentemente por muitos membros recém-convertidos.
O grupo de intercessão se reunirá periodicamente, sempre com a presença do pastor, para testar todas as manifestações de dons espirituais que sejam de interesse para membros da igreja e para a igreja coletivamente. O Senhor falará, em geral, pelos dons espirituais, por meio de outros crentes, confirmando ou não a manifestação que está sendo testada. Quando Senhor a confirma, normalmente acrescenta informações sobre o mesmo assunto. Dessa forma, o pastor tem um conhecimento mais amplo do assunto, ajudando-o a entender melhor a vontade do Senhor sobre esse assunto e, assim, a tomar uma decisão mais correta e precisa.
O grupo de intercessão ajudará, também, ao pastor a interpretar corretamente as manifestações de dons, embora a palavra final caiba sempre ao pastor. A interpretação correta pode vir pelo conhecimento que se tem de símbolos bíblicos – pois o Senhor frequentemente fala de forma simbólica em visões e sonhos – ou por meio de uma revelação.
Cabe, contudo, ao pastor determinar a forma mais adequada de aplicação de cada manifestação de dons. Por exemplo, ele pode decidir que uma visão do Senhor sobre uma falha na vida de um novo crente deve ser motivo apenas de intercessão por parte dos membros mais maduros da igreja, não devendo ser levada ao conhecimento da pessoa interessada. Ele pode entender que uma orientação transmitida sobre a separação de um servo para o diaconato não deverá ser executada de imediato, mas no futuro, porque o crente ainda é um neófito, o que contrariaria o ensino da Palavra de Deus.

Consulta ao Senhor
O pastor não deve limitar-se a obedecer a orientações que o Senhor toma a iniciativa de revelar. Na reunião do Grupo de Intercessão o pastor deve, também, tomar a iniciativa de solicitar o conselho do Senhor sobre assuntos de maior relevância para a vida da igreja. Isso ocorrerá, no mais das vezes, nas reuniões do Grupo de Intercessão. Quanto mais se consulta o Senhor, melhor. Ele tem a oportunidade de revelar detalhes importantes para a vitória em uma determinada questão e que não conheceríamos se Ele não os revelasse.
Convém, por exemplo, consultar o Senhor sobre assuntos tais como: (1) quem o Senhor escolheu para exercer funções de maior relevo na Igreja (diáconos, professoras de Escola Dominical, etc. – At. 13:2-3), (2) qual a solução para problemas que a igreja enfrenta (falta de crescimento, crianças que não se interessam pela igreja, membros que não querem servir ao Senhor ou que vivem no pecado – At. 5:3-4), (3) quando e como iniciar a evangelização em um determinado bairro (At. 16:6-10), etc.
Antes de consultar o Senhor, o assunto deve ser explicado ao Grupo de Intercessão e discutido, pois o Senhor também requer que se o use o bom senso, a sabedoria que se adquire pelo conhecimento da Palavra de Deus e a experiência que acumulada na vida cristã. Todo esse conhecimento também ajuda a interpretar corretamente as manifestações de dons espirituais que o Senhor concederá.

União Espiritual entre Pastores
O pastor deve passar a viver a doutrina relativa à Igreja como Corpo de Cristo no nível pastoral. Deve procurar viver em comunhão espiritual (Sal. 133:1-3) com outros pastores que têm o mesmo desejo de ter sua igreja dirigida pelo Espírito Santo e que, por isso mesmo, compreendem a importância da operação dos dons espirituais e dos 5 ministérios de Efésios 4.11.
Como o Senhor não levanta todos os 5 ministérios em uma igreja local, mas eles são concedidos à Igreja como um todo, ou seja, ao conjunto de igrejas. Por essa razão, é necessário que nenhuma igreja tenha vida independente, espiritualmente separada das demais.
O mesmo diz respeito aos pastores. Isoladamente, nenhum pastor pode ter uma vida espiritual satisfatória. Quando os pastores estão espiritualmente unidos – em verdadeira comunhão espiritual – o Senhor começa a manifestar os diversos ministérios. Os pastores devem, eles mesmos, buscar os dons espirituais para que possam ser mais úteis ao Senhor e para que as reuniões de pastores possam ser mais frutíferas.
Quando os pastores começaram a ser usados em dons espirituais, nessas reuniões o Senhor passará a (1) revelar necessidades particulares dos pastores, (2) aconselhá-los a respeito de problemas que enfrentam nas suas igrejas, (3) mostrar soluções para o crescimento das igrejas, etc. Quando o Senhor tiver a necessidade de corrigir um pastor, sempre para edificação, usará os demais nessas reuniões de pastores. Não haverá necessidade de o Senhor falar a membros de uma igreja para corrigir esse pastor.
União no Espírito entre pastores, resultado de verdadeira comunhão espiritual (não instituticional), só é possível quando o Senhor está verdadeiramente presente no meio dos pastores, falando através de dons espirituais em suas reuniões. Dessa forma o Senhor estará ensinando, corrigindo e exortando. Os pastores não se sentirão à vontade para fazer a vontade da carne, nem para provocarem divisões.

Conclusão
O Senhor quer operar em todas as igrejas e em todas as partes do mundo, despertando as igrejas para viverem em santificação e em obediência à Sua Palavra e à Sua vontade revelada por meio dos dons espirituais.
Para que isso possa ocorrer um pastor decidido é suficiente. Ele deverá apenas começar a buscar o Senhor e a ensinar à sua congregação as lições bíblicas básicas sobre o assunto, levando-a a utilizar os meios espirituais ao seu alcance – o jejum e a oração – para buscar os dons espirituais.
Os pastores que têm o mesmo objetivo devem buscar viver em união, reunindo-se regularmente para apoio espiritual (oração e conselho), consulta ao Senhor sobre suas necessidades e mútua edificação.
“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á…Quanto mais o vosso Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” (Luc. 11:13)