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quinta-feira, fevereiro 16

O Dízimo não é mais 10% Uma Doutrina do Dízimo

Dízimo e NT

O Dízimo não é mais 10%
Uma Doutrina do Dízimo



Queremos mostrar que a doutrina sobre o dízimo que vigora em muitas igrejas é veterotestamentária e que uma verdadeira compreensão neotestamentária da contribuição financeira para as igrejas é necessária para se entender mais a fundo a vocação cristã.
Hoje o dinheiro fala muito alto. Não é novidade para ninguém que vivemos numa época muito materialista. O interesse material tudo domina. E na área religiosa nunca se falou tanto em dízimo. É verdade que a Igreja, ou as igrejas, em outras épocas tinham outras fontes de recursos, e hoje cada vez mais dependem dos recursos dos fiéis. Cremos, porém que hoje se fala muito em dízimo não só por causa da nova conjuntura das igrejas, mas também pelo materialismo que envolve a todos. O que mais faz pensar em tal hipótese é a ênfase posta no valor da contribuição, com uma flagrante e suspeita volta ao regime da Lei do Antigo Testamento. Prega-se por toda parte, nas seitas e em muitas igrejas, inclusive católicas, que a Bíblia recomenda o pagamento de 10% de tudo o que se recebe. Diz-se que isso é uma entrega a Deus de uma parte do que Ele, na Sua generosidade nos concede. E, por isso, deve-se pagar, nas igrejas, o dízimo. Quando não é ganância, é, em muitos casos, uma visão funcional e empresarial de igreja, que supõe que os meios da missão da Igreja dependem mais do homem do que de Deus, que mais vale um bom marketing, que muitas horas de oração ou sacrifício escondido. É claro que há uma bem intencionada Pastoral do Dízimo que quer ensinar aos católicos a sua responsabilidade material o sustento do culto, das comunidades e das missões, mas, por falta de esclarecimento também estes muitas vezes caem na doutrina errada do dízimo imposto de 10%.
Porque uma percentagem fixa, para todos, como 10%? Ainda mais em uma sociedade de profundas desigualdades na distribuição da renda, como a nossa? Até o Imposto de Renda, que não vem diretamente do Deus de justiça sabe que uma percentagem fixa para todos pune os mais pobres com um peso maior de sacrifício. A quota do Imposto de Renda, no nosso como em outros países, aumenta sua percentagem à medida que cresce a renda do contribuinte. Cem reais pesam menos a quem recebe mil do que dez a quem recebe cem.
As Sagradas Escrituras
O quinto mandamento da Igreja, que lemos no tradicional catecismo, nos diz que devemos “pagar o dízimo segundo o costume”, com uma abertura e compreensão “inculturada” difícil de se encontrar em muitas determinações eclesiásticas hoje. “Segundo o costume” significa a pluralidade de situações das igrejas e dos fiéis, deixando para a liberdade das comunidades e dos fiéis o estabelecimento do regime mais justo e eqüitativo de colaboração dos fiéis para a manutenção da comunidade e dos serviços religiosos.
Apela-se para as Sagradas Escrituras para justificar que são elas que autorizam o dízimo em 10%. Examinemos portanto as Escrituras, porque nelas encontraremos sempre a vida.
A doutrina sobre os dízimos nas Escrituras confunde-se com a doutrina sobre as primícias. No início da história de Israel, nos relatos mais antigos como no Êxodo fala-se sempre de primícias a ofertar-se a Iahweh (cf. Ex 22, 28; 23, 19; 34, 22.26; Lv 23, 10s.17; Dt 26, 10). Dar a Deus a melhor parte do que se tem, os primeiros frutos da terra e os primeiros produtos do rebanho, exprimia a primazia de Deus, era um gesto de adoração. A consagração a Deus das primícias dos frutos santificava, ao mesmo tempo toda a colheita, porque a parte vale pelo todo (cf. Rm 11, 16). A mais antiga legislação de Israel (cf. Ex 20-23) não mencionava o costume do dízimo. O dízimo parece inicialmente confundir-se com as primícias (cf. Dt 12, 6.11.17; 14, 22). Observa-se porém seu uso já em um tempo bastante remoto, na época de Amós.
O dízimo já era manipulação religiosa na época de Amós
É a partir do culto no santuário de Betel que se entende a passagem de Gn 28, 19-22 em que Jacó promete o dízimo na “casa de Deus” no lugar a que “deu o nome de Betel”. Interessante que essa referência ao dízimo já na boca de Jacó - não havia templo, nem sacerdócio, nem culto regulamentado! A quem Jacó pagaria o dízimo? - se dá exatamente como uma indicação para o pagamento ao futuro santuário de Betel! É nesse santuário que o profeta Amós vai condenar o culto sem conversão de vida. “Entrai em Betel e pecai! Em Guilgal e multiplicai os pecados! Oferecei, pela manhã, os vossos sacrifícios, e ao terceiro dia os vossos dízimos! Queimai pão fermentado como sacrifício de louvor, proclamai vossas oferendas voluntárias, anunciai-as, porque é assim que gostais, filhos de Israel. Oráculo do senhor Iahweh” (Am 4, 4-5). A insistência do profeta em afirmar “vossos” sacrifícios, “vossos” dízimos, “vossas” oferendas, “é assim que gostais” é destinada a frisar que os peregrinos do santuário realizam os seus próprios desejos e não a vontade de Iahweh. E continua Amós: “Eu odeio, eu desprezo as vossas festas e não gosto das vossas reuniões. Porque se me ofereceis holocaustos..., não me agradam as vossas oferendas e não olho para o sacrifício de vossos animais cevados. Afasta de mim o ruído de teus cantos, eu não posso ouvir o som de tuas harpas! Que o direito corra como a água e a justiça como um rio caudaloso!” (Am 5, 21-24). Em outra passagem Amós vai contra o culto em algum templo que esteja em contraste com a prática da justiça: “Porque assim falou Iahweh à casa de Israel: Procurai-me e vivereis! Mas não procureis Betel, não entreis em Guilgal e não passeis por Bersabéia; pois Guilgal será deportada e Betel se tornará uma iniquidade! Procurai a Iahweh e vivereis! ... Ai daqueles que transformam o direito em veneno e lançam por terra a justiça. ... Eles odeiam aquele que repreende à porta e detestam aquele que fala com sinceridade. Por isso: porque oprimis o fraco e tomais dele um imposto de trigo, construístes casas de cantaria, mas não as habitareis; plantastes vinhas esplêndidas, mas não bebereis o seu vinho. Pois eu conheço vossos inúmeros delitos e vossos enormes pecados!” (Am 5, 4-6a.10-12a). Vemos assim, que já no tempo de Amós, o interesse no dízimo era associado com injustiça e exploração. Por outro lado, em certos textos mais tardios como Ez 44, 30 e Nm 18, 12 vemos que o aspecto sacrifical da oferenda das primícias se atenua sempre mais. A oferta a Iahweh, que deveria ser toda queimada, vai-se tornando sempre mais um imposto sagrado em benefício do clero (cf. Eclo 45, 20; Ne 10, 36). A referência ao dízimo trienal em favor dos mais pobres , que aparece em Dt 14, 28s, é sempre mais deixada de lado. Por fim o espírito das primícias irá se desvanecendo totalmente e restará apenas o dízimo como contribuição de um décimo dos frutos da terra e do rebanho, em favor sempre mais dos sacerdotes e sem sentido sacrifical. No tempo de Jesus os fariseus estendiam a obrigação dos dízimos até aos mais insignificantes produtos (cf. Mt 23, 23; Lc 11, 42; 18, 12).
Abusa-se de uma passagem de Malaquias, e vai-se contra o Evangelho
Devido ao uso abusivo que fazem do livro de Malaquias na pregação do dízimo nas igrejas atuais, este livro merecerá de nós uma atenção especial.
Usa-se sempre para pregar o dízimo nas igrejas o versículo Ml 3, 10: “Trazei o dízimo integral para o Tesouro, a fim de que haja alimentos em minha casa. Provai-me com isto, disse Iahweh dos Exércitos, para ver se eu não abrirei as janelas do céu e não derramarei sobre vós bênção em abundância”. A insistência nesse versículo, deslocado de seu contexto e da mensagem global da Bíblia é suspeita. O paralelo com a segunda tentação de Cristo no deserto ocorre logo. Também satanás cita um versículo bíblico convidando o Cristo a “provar” a proteção do Pai: «Então o diabo o levou à Cidade Santa e o colocou sobre o pináculo do Templo e disse-lhe: “Se és o Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces em nenhunma pedra.” Respondeu-lhe Jesus: “Também está escrito: Não tentarás ao Senhor teu Deus.” (Mt 4, 5-7). Uma expressão forte de Malaquias em um contexto em que o culto em geral estava sendo descuidado, prometendo bênçãos de Deus para um povo que se convertesse - um dos sinais da conversão seria o restabelecimento do culto pela contribuição dos dízimos -, é transformada por atuais pregadores de dízimo em uma promessa de recompensa individual para quem der uma determinada contribuição em suas igrejas. Ou seja, Deus passa a ser movido a dinheiro e o mandamento com que Jesus solenemente rebateu a tentação demoníaca é desprezado. Convida-se tranqüilamente o povo a tentar a Deus com a oferta do dízimo, para ver se Deus não vai cobrir de bênçãos o dizimista. Onde está o caráter de graça e misericórdia das bênçãos de Deus?
O livro de Malaquias faz uma dura crítica aos sacerdotes porque ofereciam os piores animais no altar do Senhor. Ou seja, o profeta os acusa de um culto insincero, fonte de muitas desgraças. A seguir o profeta anuncia a vinda do Anjo da Aliança que purificará os filhos de Levi, a classe sacerdotal, para que estes ofereçam uma oferenda conforme a justiça. “A oferenda de Judá e Jerusalém será então agradável a Iahweh” (Ml 3, 4; cf. 3, 1-3). Nós, cristãos, reconhecemos nesse Anjo da Aliança, a Nosso Senhor Jesus Cristo, que “entrará em seu Templo” (cf. Ml 3, 1). Que templo é esse, vemos na carta aos Hebreus. Se diz aí que temos “um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus” (Hb 4, 14; cf. 9, 24). É um sumo-sacerdote segundo a ordem de Melquisedec (cf. Hb 6, 19). Aqui o autor da carta aos Hebreus reconhece o caráter profético do Salmo 2º e faz uma alusão ao sacrifício eucarístico, pois esse Melquisedec é um misterioso sacerdote que oferecia, nos tempos de Abraão, ao Deus Altíssimo, pão e vinho (cf. Gn 14, 20). A seguir, o autor da Carta aos Hebreus, tratando da superioridade do sacerdócio de Cristo em relação ao sacerdócio dos levitas do Antigo Testamento, que recebiam o dízimo do povo, diz que Melquisedec recebeu dízimos de Abraão. Em Abraão estavam os próprios levitas, seus descendentes, pagando dízimo a Melquisesdec. Ou seja, aqueles que no Antigo Testamento recebiam os dízimos, no Novo Testamento os pagariam!
Mas há um novo sacerdócio, o de Cristo, segundo a ordem de Melquisedec. “Mudado o sacerdócio, necessariamente se muda também a Lei” (Hb 7,12). E, podemos dizer, o sacrifício! (cf. Hb 10, 11s). Assim não devemos mais pagar o imposto de um sacerdócio que já se extinguiu! Nada mais tem a ver com a nova Aliança um imposto para um templo que já acabou! O santuário de Cristo é o Céu! A oferta de Cristo não é aquela dos sacerdotes e levitas judeus, mas o sacrifício de Si mesmo! A passagem de Mt 17, 24-27 é muito interessante a esse respeito. Jesus pergunta: “Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra tributos ou impostos? Dos seus filhos ou dos estranhos?”. Simão Pedro responde o óbvio: “Dos estranhos”. Então os filhos de Deus, Jesus em primeiro lugar, depois os seus irmãos, que pela comunhão com Ele foram feitos filhos de Deus, estão isentos. Os filhos não pagam dízimos nem qualquer imposto a seu Pai! Que maravilhosa aproximação com Deus nos dá o Novo Testamento, a nova Aliança que Jesus estabeleceu, e que muitos dizem professar, mas se comportando como estranhos, até com impostos de 10%!
O “dízimo” verdadeiro não é 10%, mas 100%!
Então a passagem de Malaquias (cf. Ml 3, 10) não pode ser interpretada no mesmo sentido que tinha originalmente. Não há mais o Tesouro do templo, “que a traça e a ferrugem consomem”, mas o Tesouro está nos céus (cf. Mt 6, 19s), onde Cristo reina.
À mulher samaritana, Jesus já havia respondido: “Crê, mulher, vem a hora em que nem nesta montanha nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora ¬- e é agora - em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, pois tais são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade” (Jo 4, 21. 23s). Então se o dízimo e as primícias ofertadas no templo no Antigo Testamento eram parte do culto a Deus, e não é mais no templo e sim em espírito e verdade que se deve adorar, onde iremos oferecer a nossa oferta? Ofereceremos em espírito e verdade, em qualquer lugar. O culto cristão a Deus, nosso Pai, não se interrompe. Não é só no templo, na igreja, mas em todo lugar. A liturgia celebrada na igreja não tem sentido senão como sacramento de uma liturgia que se desenrola a todo minuto na vida do cristão. Cristo não ofereceu ao Pai uma oferenda-coisa, mas ofereceu-se s Si mesmo, sua vida. Então em toda a sua vida o cristão deve oferecer-se ao Pai. E os seus bens, e o seu dinheiro, e o fruto do seu trabalho? Para o cristão, tudo é graça, e tudo que é seu é já do Pai (cf. Lc 15, 31). Ele é irmão de Jesus por cumprir a vontade do Pai (cf. Mt 12, 50). Então, na medida em que tudo é usado de acordo com a vontade do Pai, realiza-se a comunhão filial do cristão com seu Pai Celestial. Pode-se dizer que todos os bens, todos os reais de um cristão, são oferecidos a Deus se são empregados de acordo com a vontade de Deus. Assim se José é um trabalhador cristão e tem saúde para trabalhar e ganhar honestamente o seu dinheiro, isto é dádiva de Deus. Deus quer que José seja um bom pai para seus filhos. Quando José compra leite para alimentar suas crianças está realizando a vocação de pai de família que Deus lhe deu, dando destinação justa para o fruto do seu trabalho na graça de Deus. Está prestando um culto a Deus. Se paga justamente os impostos civís está obedecendo ao que disse “Daí a César o que é de César” (cf. Mt 22, 21), está sendo um bom cidadão, e nessa obediência está dando a Deus o que é de Deus. Cem por cento, todo o dinheiro de cada José, de cada cristão, deve ser utilizado de forma a agradar a Deus. O que o cristão dá a Deus é tudo! O cristão não mede nada para Deus. É tudo ou nada! A exemplo do seu Senhor, ele se oferece todo em cada coisa que faz: “Oferecei os vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual” (Rm 12, 1).
O sacerdote levita era o receptor das primícias e dízimos do Antigo Testamento. O sacerdote católico não tem mandato para receber nada em nome de Deus, a não ser o próprio sacrifício do povo, do qual é servo, para oferecê-lo a Deus, na Eucaristia (cf. Rito de Ordenação Presbiteral). Muito menos o pastor protestante tem mandato para tal. No Novo Testamento só o pequenino, “o menor dos irmãos” de Jesus tem autorização para receber algo que se oferta a Deus: “O que fizestes ao menor de meus irmãos, a Mim o fizestes” (cf. Mt 25, 40.45). Assim o filho do trabalhador José é um desses pequeninos, o pobre, o presidiário, o doente e cada pessoa quando tem direito a receber na justiça e na caridade qualquer bem, e é da vontade de Deus que seja socorrida, é esse pequenino.
Dar a Deus é dar à igreja?
A grande falácia da pregação dos dízimos no nosso tempo é a confusão entre “dar dinheiro a Deus” e “dar dinheiro à igreja”. Como vimos o culto cristão não se enclausura, como o hebraico, no templo. Dá-se a Deus em todo lugar, a todo momento. Mas continua-se a fazer pensar que se dá a Deus só aquilo que se dá numa igreja ou comunidade. Prega-se que “se devolva a Deus uma parte do que generosamente nos deu”. Já vimos que Ele não quer uma parte, mas tudo, quer nós mesmos. Dentre todas as obrigações que um cristão tem para usar com justiça os seus bens, além de sua família, sua pátria, os pobres, etc. ele tem também a Igreja de Cristo. Os cristãos, no início, tinham liberdade de dar o que queriam à comunidade (cf. At 5, 4), podiam pôr tudo em comum (cf. At 2, 44; 4, 34) ou não. Nada era imposto, mas tudo era livre, segundo o Espírito, sem taxas nem percentagens. Paulo faz uma coleta de caridade, entre os coríntios, pelos pobres de Jerusalém e em nenhum momento cita obrigações de dízimo (2Cor 8-9). Ele mesmo não quer pesar economicamente para nenhuma comunidade (cf. 1Cor 9, 15-18; 2Cor 8, 1-2; 11, 7-9; At 18, 3; Fl 4, 15).
Quando Jesus diz que o trabalhador merece o seu salário, referindo-se ao anunciador do Evangelho, não está falando de um salário no sentido moderno do termo, mas que deve partilhar da vida e do alimento daqueles a quem anuncia o Evangelho, comer com aquele a quem anuncia, e não receber um pagamento como um mercenário qualquer. Ele mesmo, Nosso Senhor Jesus Cristo, é o modelo.
Conclusão
A Igreja tem necessidades econômicas e o cristão consciente colocará, entre suas responsabilidades, essa de contribuir com bens para a missão da Igreja. Mas nada pode ser imposto a ele. Foi Deus quem lhe confiou os talentos, entre esses a sua condição econômica, e é só a Ele que deverá prestar contas de sua administração (cf. Lc 16, 2; Mt 25, 14-30). À Igreja, como Mãe e Mestra, cabe, como sempre, ensinar e orientar, mas a decisão final vem do coração da pessoa, libertada por Cristo para viver não mais sob a Lei, mas sob o Espírito (cf. Rm 7, 6). Esse é o sentido do quinto mandamento da Igreja, onde a palavra dízimo está apenas pelo costume e não no seu sentido técnico, bíblico, que, como vimos, está ultrapassado.
É lamentável que tantos hoje retornem à tutela da Lei de Moisés, e mesmo assim vivam dizendo que “Jesus Cristo é o Senhor” (cf. Mt 7, 21-23). Ai dos que conscientemente exploram essa ignorância, colocando o seu tesouro (cf. Mt 6, 19-21) no amor ao dinheiro, fonte de todos os males (cf. 1Tm 6, 10). Bem-aventurados os que amam a Igreja e livremente se dão à sua missão com seu corpo e com seus bens, construindo um tesouro nos céus!

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