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sexta-feira, setembro 23


   

Exaltado à destra de Deus, Jesus recebeu do Pai o prometido Espírito Santo (At. 2:33).

Até o tempo que Jesus ressuscitou dos mortos, o Espírito Santo não tinha sido dado, pois Jesus não tinha ainda sido glorificado (Jo. 7:39).

A pergunta que cabe é: Qual então foi o espírito que operou no Velho Concerto (VT)? Não poderia ser o Espírito Santo de Deus porque nesse tempo Jesus não tinha ressuscitado.

”Cristo nos fez capazes de sermos servos de um Novo Concerto; não da letra, mas do Espírito: pois a letra mata mas o Espírito vivifica (2 Coríntios 3:6).
 
 
     
 
O Espírito Santo
 
     
 
 
 


Dois diferentes sopros
Podemos distinguir dois sopros (fôlegos) diferentes na Bíblia: o primeiro está no Velho Testamento (VT), o qual Jeová "soprou" a vida física sobre Adão e ele se tornou fisicamente vivo (Gn. 2:7); o outro é o sopro que Jesus soprou sobre seus discípulos (Jo. 20:21 e 22), o qual é o Espírito Santo e assim eles passaram a ter vida espiritual, a qual veio a se manifestar posteriormente no dia de Pentecostes.

O sopro de Jeová não evitou que as pessoas tivessem sobre si o estigma do pecado, ainda que cumprissem integralmente a sua lei (Gl.2:16), mas o sopro de Jesus trouxe uma nova esperança de vitória para todo aquele que nele crê.

Se Jesus e Jeová fossem a mesma pessoa, qual seria a utilidade de dar um outro sopro sobre os discípulos, visto que eles como homens naturais já tinham recebido o sopro da vida física de Jeová?
 

Dois diferentes espíritos
Quando alguém se zanga, sente ciúmes ou revela egoísmo, está manifestando as características da filiação física à Jeová e ao seu espírito, visto que em termos físicos toda a humanidade é criada segundo a sua "imagem e semelhança", a partir do pó da terra.

Semelhantemente, quando alguém não revida após uma atitude ofensiva, nem se lamenta sobre sua sorte, está manifestando sua filiação ao Pai e ao seu Espírito Santo, atentando para o exemplo de Jesus (o ultimo Adão ) que é do céu e é espiritual. Essa é a diferença entre o “ser vivente” - Adão - e o “espírito vivificante” - Jesus Cristo, o "ultimo Adão" (1 Co. 15:45).

Conforme Gálatas 5:22, os frutos do Espírito são amor, gozo, longanimidade, bondade, benignidade, temperança e domínio próprio.

No VT, o espírito de Jeová operou nas pessoas através da violência, como fez com Saul quando ele teve sua ira "acendida" e cortou furiosamente um par de bois em pedaços (1 Sm. 11:6).

Da mesma forma Sansão, depois de algumas “incorporações“ do espírito de Jeová, primeiramente matou um leão e depois um exército de 1000 filisteus com a simples queixada de um jumento! (Ju. 14:6 a 20; 15:14 e 15; 1 Sm. 11:6 e 7).

Que espécie de espírito é esse que operou no VT? Podemos ver os frutos do Espírito Santo no espírito incorporado em Sansão durante o extermínio daqueles filisteus?


 
Uma velha criação no Gênesis e uma nova criação no Pentecostes
O texto de Gênesis 1:2 diz que no começo a terra era sem forma e vazia e que havia trevas sobre a face do abismo. Diz também que "o Espírito de Deus pairava sobre a superfície das águas".

Essa situação tipifica a condição do homem natural não-reconciliado com Deus. Ele é “sem forma e vazio” porque sua mente é controlada por forças externas pela massificação imposta pela mídia e pela ação de espíritos malignos. Como diz Colossenses 2:13, essa criatura é espiritualmente morta pelos seus pecados e está na incircuncisão espiritual de sua natureza pecaminosa.
Espiritualmente falando, não há utilidade em um espírito que esteja “acima da superfície das águas” mas em um Espírito que esteja “dentro delas”. Se as águas significam os povos e os indivíduos em geral (Ap. 17:15), conclui-se que o importante é ter o Espírito dentro de uma pessoa e não simplesmente ao redor ou nas proximidades.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo que havia sido prometido por Jesus encheu aqueles discípulos que creram, os quais passaram a viver numa atmosfera de vida sobrenatural, como descreve Atos 2:1 a 13. De um grupo de judeus medrosos, com medo de serem presos (Jo. 20:19) eles se tornaram um grupo de missionários ousados e embaixadores do Reino de Deus (At. 6:41 e 42).

Jesus disse a Nicodemos que ele precisava nascer novamente (Jo. 3:7). Esse novo nascimento ocorre quando o Espírito que está fora passa a morar dentro da nova criatura.

O Espírito Santo do Pai nunca operou antes da vinda do Filho, pois Jesus  disse: “Se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá a vós, mas se eu for, enviá-lo-ei para vós (Jo. 16:7).

Portanto, se no VT o Espírito estava somente “se movendo sobre a superfície águas”, no NT quem está em Cristo é uma nova criatura através da operação santificadora do Espírito Santo; as coisas velhas já passaram e tudo se faz novo (2 Co. 5:16).


 
O Espírito e a tentação no deserto
Jesus cheio do Espírito Santo retornava do Jordão e foi conduzido pelo espírito (santo?) ao deserto, onde durante quarenta dias foi tentado pelo diabo (Lucas 4:4).
Dois espíritos são mencionados aqui: o primeiro (do qual Jesus estava cheio) era o Espírito Santo e o segundo era simplesmente “um espírito”, o qual não sabemos de onde veio. Se o segundo espírito também era “santo”, porque o texto só chama “Santo” o primeiro espírito?
Em Tiago 1:13 nós lemos: “Quando tentados ninguém diga: Deus está me tentando, porque Deus não pode ser tentado pelo mal nem tenta a ninguém”. Ora, se o verdadeiro Deus não tenta a ninguém, cabe a pergunta: O segundo espírito era um bom ou mau espírito?
No VT Jeová conduziu o povo de Israel no deserto durante 40 dias (o número quarenta normalmente significa "tentação"), para humilhar o povo e testá-lo em uma situação bem semelhante à de Jesus.
A grande diferença é que, quando tentado no deserto Jesus foi vitorioso, enquanto que muitos do povo de Israel foram mortos ao serem tentados por Jeová.
 

Espíritos maus
No VT vemos os seguintes textos:
. Juizes 9:23 – Jeová enviou um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquem.
. 1 Samuel 16:14 – Um espírito mau da parte de Jeová atormentava Saul...quando Davi tocava sua harpa o espírito mau deixava Saul e ele se sentia melhor (vide também 1 Sm. 18:10 e 19:9).
. 1 Reis 22:23 – Jeová pôs um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. Jeová decretou desgraça para vós (vide também 2 Cr. 18:22).
. Isaias 19:14 – Jeová derramou no meio dele um perverso espírito e eles fizeram errar o Egito em toda a sua obra como um bêbado que se revolve no seu vômito.
Agora eu pergunto: Que espécie de "Deus" é esse que operava no VT e mandava maus espíritos para atormentarem os homens?
O verdadeiro Deus Pai não envia espíritos imundos, mesmo porque Ele só tem um espírito – o Espírito Santo, Consolador, cujo trabalho é:
- convencer o mundo do pecado (Jo. 16:7);
- guiar os homens à toda verdade (Jo. 16:3);
- ensinar aos homens todas as coisas concernentes ao Reino de Deus e lembrá-los de tudo que Jesus disse (Jo. 14:26).
Jesus nunca enviou espíritos maus a ninguém. Pelo contrário, Ele expulsou muitos espíritos maus de pessoas atormentadas (Mc. 1:34; Mt. 8:16 e 9:33; Lc. 13:32).



Urim e Tumim
”Urim e Tumim” são mencionados em Êxodo 28:30 a 35 na descrição do peitoral do sumo-sacerdote. Esse peitoral, por sua vez estava ligado ao éfode (verso 28).
O real significado de “Urim e Tumim” não é totalmente claro. Contudo, estudiosos bíblicos interpretaram-nos como pedras que brilhavam quando indicavam aprovação, assim como o código luminoso de um semáforo de trânsito.

Essa hipótese é baseada na tradução da expressão hebraica “Turim”, que significa “luzes”.
 

Depois do período dos reis, Israel teve um governo teocrático. O sumo-sacerdote entrava no santuário, pedindo pela direção de Jeová, o qual lhes respondia através de “Urim e Tumim” (Nm. 27:21).

No tempo do VT eles não tinham o Espírito Santo para conduzi-los à toda a verdade, o que só passou a ocorrer após a vinda de Jesus, como diz João 16:13. Portanto, todas as questões difíceis e decisões que envolviam julgamentos do tipo “sim” ou “não” eram levados pelos sacerdotes para consulta a Jeová através de Urim e Tumim (Lv. 8:1 a 9).
Depois que o reino foi estabelecido, o método de “Urim e Tumim” deixou de ser usado porque Jeová foi rejeitado como rei e soberano em Israel. Por esse motivo ele parou de manifestar sua vontade através dessa maneira.

O silencio de Jeová trouxe desespero a Saul, primeiro rei de Israel, que estava acostumado a esses tipos de orientações. A falta dos prognósticos e adivinhações levou-o a procurar uma médium feiticeira em Endor (1 Sm. 28:6 e 17).

Situação semelhante ocorre quando um cristão, por causa de sua falta de prudência, acha que Deus silenciou temporariamente para ele, passando a buscar falsos profetas que o levam a grandes enganos.

Quando uma pessoa procura um profeta, está com isso impedindo a possibilidade de que o Espírito Santo fale diretamente a ela de uma maneira pessoal e sobrenatural, seja através de sonhos ou meditação nas Escrituras.
Se Deus precisa falar particularmente com alguém sobre um determinado assunto, Ele envia o profeta com a mensagem diretamente para a pessoa que deve ouví-la. Portanto, a maneira correta ocorre quando o profeta vem à pessoa e não a pessoa vai ao profeta.

A Septuaginta, versão em grego da Bíblia, traduz “Urim e Tumim” respectivamente por “Delos” (Palavra) e “Alatéia” (Espírito Santo).
Já vimos que “Urim” significa “luzes” e Jesus é a luz verdadeira que brilha na escuridão (Jo. 1:5 e 9). Já vimos também que “Tumim” significa “perfeições”, portanto, poderia ser perfeitamente relacionado com o Espírito Santo. Afinal, onde encontraríamos perfeição verdadeira senão através das virtudes do Espírito Santo? (Ef. 5:9)
Os judeus foram guiados pelo “semáforo” de Jeová, chamado “Urim e Tumim”, mas aqueles que crêem em Jesus são guiados pelo Espírito Santo, portanto, não precisam recorrer a adivinhos e profetas porque o homem espiritual discerne todas as coisas, mas ele de ninguém é discernido, como diz 1 Coríntios 1:15.

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