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quinta-feira, novembro 24

Costumes e Cerimônias

Costumes e Cerimônias


Ao começarmos a colaborar com pastores e líderes de diferentes igrejas com diferentes tradições cristãs, algumas diferenças práticas, não exatamente teológicas, podem se tornar obstáculos à nossa comunhão. Trata-se de diferenças relacionadas com aspectos exteriores do comportamento ou da prática cristãos geralmente denominados “Costumes e Cerimônias”, que se relacionam com estilos de louvor, códigos de vestuário e cerimônias eclesiásticas. Devemos lidar com esse assunto de acordo com o que está prescrito na Palavra de Deus, a Bíblia, e de acordo com o que o Senhor nos tem ensinado.
Nas igrejas que representamos há pessoas com diferentes formações culturais (orientais, ocidentais, eslavos, etc.), condições financeiras (famílias pobres ou de classe média), origens geográficas (cidade grande ou pequena), níveis culturais, assim como formação cristã. Como bem sabemos, quase sempre nossas opiniões sobre Costumes e Cerimônias variarão de acordo com estes fatores que constituem nossa formação. Em outras palavras, formações diferentes normalmente geram diferentes convicções sobre este assunto que, para a maior parte de nós, está associada a santificação.
A respeito desse assunto, devemos reconhecer que a Bíblia nos ensina a vestir de uma forma modesta e decente, bem como discorrer a respeito de como nos comportamos na igreja. Por outro lado, há passagens das Escrituras que tratam de práticas a respeito das quais nunca houve um entendimento idêntico entre os diversos ramos da Igreja. Ainda que alguns de nós não concordem sobre a observância de alguma prática, precisamos compreender que outros irmãos os estão praticando por entenderem que são exigidas pela Palavra de Deus e, em alguns casos, essa prática está relacionada com santificação.
Por causa destas diferentes convicções, surge uma pergunta: como desenvolver comunhão espiritual entre cristãos de opiniões diferentes sobre Costumes e Cerimônias? Como evitar que estas diferentes opiniões perturbem nossa comunhão e produzam um divisão ou julgamentos mútuos que podem causar tristeza ou ressentimento entre nós?
Primeiro, devemos levar em consideração o que nos é ensinado em I Coríntios capítulo 8 e capítulo 10, versos 23 a 33. Principalmente devemos considerar que a “ciência incha, mas o amor edifica”. Depois, devemos vigiar para que nosso entendimento não “se torne uma pedra de tropeço” para outros irmãos. Também devemos seguir o conselho de Paulo quando ele afirma que “se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne”.
Além disso, devemos ter presente que o Espírito Santo é quem nos transmite as ordens do Cabeça da Igreja, o Senhor Jesus, e é o único que nos convence do pecado e de qualquer comportamento que não é agradável ao Senhor nosso Deus (João 14:26 e 16:7-8). Devemos confiar nEle para realizar sua santa Obra de santificação da Sua maneira e no Seu tempo, em cada servo e em cada congregação.
Ademais, entendemos que, no ponto onde se encontra nossa comunhão uns com os outros, a reposta do Senhor para este assunto é também a seguinte:
  1. Confiar no Espírito Santo para realizar a Sua Obra em nosso meio e convencer a cada um de nós no tempo de Deus sobre o que Ele quer mudar em nossas igrejas com respeito a este assunto (João 16:8). Ao mesmo tempo não devemos tentar forçar as pessoas a fazerem coisas sobre as quais o Espírito Santo não as convenceu ainda. É suficiente para nós orar por nosso irmãos que ainda não têm o mesmo entendimento que nós temos, esperando que o Espírito Santo convença a eles (ou a nós) sobre um determinado assunto (Fil. 3:15).
  2. Não julgar outros pastores de outras Uniões ou denominações que não crêem da mesma forma que nós cremos e ser paciente com eles, esperando que o Espírito Santo faça a Sua Obra em seus corações. Não pensar que algumas congregações são menos espirituais por que não observam as mesmas cerimônias ou por que se vestem de forma diferente que as nossas. Talvez essas congregações tenham menos conhecimento do que outras mas, em contrapartida, elas podem ser mais fiéis na observância de verdades que elas já compreenderam.
  3. Em cada congregação local, os pastores estão livres, evidentemente – sempre buscando o conselho do Senhor – para aconselhar os servos a se comportarem de acordo com o que a maioria da igreja crê e espera que os outros façam, para que não sejam uma pedra de tropeço para eles (I Cor. 8:13). Contudo, eles não devem jamais esquecer que santificação é uma operação do Espírito Santo que começa no coração do homem e, a seguir, reflete-se necessariamente na aparência e no comportamento.
  4. Os pastores devem estar prontos a fazerem o que o Senhor mostrar a eles através da Bíblia e da iluminação do Espírito Santo. Se o Senhor deixa claro que devemos mudar nossas maneiras com relação a certos Costumes e Cerimônias, nós o faremos (I João 2:27). Enquanto isso não ocorre, devemos suportar uns aos outros com amor e paciência.
  5. Os pastores devem confiar ao Senhor essas diferenças, orando para que Ele tome conta deste assunto, e, ao mesmo tempo, trabalhar em conjunto com outros pastores de outras associações de igrejas e denominações, buscando mais comunhão uns com os outros. Acreditamos que o Senhor julgará cada um de nós de acordo com o nível de entendimento e conhecimento que alcançamos.
  6. Finalmente, quando começamos a viver espiritualmente unidos, mesmo que não concordemos com Costumes e Cerimônias de outros irmãos de outra denominação ou união de igrejas, esta nova comunhão entre nós será útil a todos nós por que, apenas por observar o comportamento de outros, seremos tocados pelo Espírito Santo para mudar algum use ou costume que possa não estar agradando o Senhor.
O comportamento e a atitude acima detalhadas são necessários para que haja verdadeira comunhão entre nós. Nunca podemos esquecer que, para Deus, mais importante do que tentar fazer com que nossos irmãos creiam como nós cremos em aspectos não-essenciais da doutrina cristã é vivermos em união, porque assim o Senhor pode derramar suas bênçãos e a unção do Espírito Santo sobre nós. Como conseqüência dessa união, Ele nos ensinará todas as coisas que Ele considerar que devamos aprender.

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